Um Panda Em Saturno
tira breve período de férias e segue para a África do Sul, com planos de fazer
(muitos) safaris, trekking em canyon, navegação em represa, caminhada por
falésias com mirantes de reservas de baleias, visita a colônia de pingüins, vinícolas,
etc. O evidente entusiasmo com a viagem gerou até mesmo a compra de uma nova máquina
fotográfica!
domingo, 20 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Hecatombe Iminente
Nasci em 16-06-56, e no próximo dia 16-06 completo 56
anos. Esta conjunção numérica, que alguns incrédulos poderiam tachar de mera
coincidência, traz embutido um único significado: nosso Planeta está a beira de
um cataclisma cósmico!
A confluência dos números indica um alinhamento planetário
místico entre a galáxia de Andrômeda, a lua Enceladus e o Triângulo das Bermudas.
A estrela Alpha Centauri estará em sua máxima aproximação com a Terra nos
últimos 6.372 anos, oferecendo um espetáculo de beleza indescritível e que não
se repetirá antes de outros 437 séculos e meio. Para visualizá-la basta apontar
uma luneta com magnitude 250x na direção da constelação de Hierofante; o
pontinho roxo bem perto do cú do escaravelho é Alpha Centauri, ofuscando resplandecente
em todo o seu fulgor.
Infelizes aqueles que não seguem o calendário
gregoriano, pois estão sujeitos à influência destes números cabalísticos sem o
saberem – da mesma forma que os animais, as plantas, as estrelas e o Destino, joguetes
e fantoches nas mãos da magia numerológica.
É uma pena que eu não tenha naiscido em 17-07-57: a
Humanidade teria adicionais 2 anos, 1 mês e 1 dia pela frente...
Paciência!
(maio/2012)
Marcadores:
Perplexidades Cotidianas,
Só pra exercitar
domingo, 13 de maio de 2012
Não brigue com o Amante de sua Mulher
Quando se conheceram, ela tinha um Namorado de muitos
anos do qual reclamava contínua e pesadamente. Eventualmente começaram a sair
juntos, com freqüência crescente, e a afinidade entre ambos era evidente. Cada
vez mais e mais evidente. Ele chegou à certeza de que era uma opção muito
melhor para ela do que aquele Namorado de longa data. Ela provavelmente também
sabia disto; mas movida por uma plêiade de sentimentos de culpa, obrigação,
remorso e mais culpa ainda, não conseguia se desvencilhar daquele Zumbi que
vivia a muitos quilômetros de distância.
A situação se prolongou por muitos meses. Até que certo
dia estavam indo juntos para uma Festa, eufóricos e felizes por estarem juntos,
e ele considerou que era chegada a hora de melhorar a vida de todos:
- “Estou te pedindo oficialmente em namoro.”
Ela levou as mãos à cabeça e se curvou até encostar no
painel do carro, e pranteou:
- “Não faça isto comigo!”
Em alguns meses mais estavam finalmente namorando. E completamente felizes.
“Rentabilidade passada não assegura rendimento futuro”.
Devemos estar sempre com alguém que seja a melhor alternativa possível para
nós, da mesma forma que a pessoa deve estar conosco por sermos a melhor
alternativa possível para ela. Neste momento e no futuro, e não porque um dia o
passado foi lindo e maravilhoso.
Você quer que alguém fique com você mesmo sabendo não
ser a melhor opção para esta pessoa? Sabendo que ela seria mais completa, feliz
e sorridente se estivesse com outro? Imposição, e não conquista? Que espécie de
auto-estima você tem?
Se sua Mulher ou seu Marido tiverem tiverem Amante, tenha
em mente que sua relação não é com tal Amante mas sim com seu Parceiro
(pessoalmente considero ter Amante uma poltronice, mas este é outro assunto).
Você não tem nenhuma satisfação a tomar com tal terceira pessoa; foi seu
Parceiro quem optou, e provavelmente o fez porque você deixou de ser a melhor opção. A culpa é sua, a
responsabilidade é sua – transferí-la a outro é covardia, é fugir do real
problema: você mesmo.
Quem não quer ninguém dando em cima de sua Esposa deve
se casar com uma Alcéia Mocréia Baranga Dragão. De minha parte, não quero uma
Companheira pela qual ninguém se interesse; pelo contrário, prefiro uma Mulher
que todo mundo dê em cima. Atraente, interessante, fascinante. Não desejo uma
Mulher que fique comigo por falta de opção: quero que tenha todas as opções do
Mundo.
Uma Mulher que, entre todas as opções do Mundo, escolha a mim.
Nota:
A história que inicia este texto pode
ter acontecido comigo.
Neste caso, posso ser tanto o
Namorado novo como o antigo.
Talvez ela tenha acontecido com
alguém que conheço, e eu tenha acompanhado de perto.
Talvez os sexos estejam invertidos.
Ela pode também ter sido inventada.
Não faz a menor diferença.
(mai/2012)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Start spreading the news
Um importante momento em nossas vidas profissionais é
quando escrevemos a mensagem de despedida ao deixarmos um trabalho.
Trata-se de uma circunstância que mistura Pessoal com Profissional, Racional
com Emocional, às vezes Gratidão com Destempero... são algumas poucas
palavras para uma multitude de sentimentos.
A melhor mensagem de despedida que vi em toda a minha
vida profissional foi de SdCR. Ela estava deixando o Banco, e seu sentimento não
era exatamente de entusiasmo. Na época, estávamos com uma campanha de
marketing na praça cuja trilha sonora era “New York, New York” de Frank
Sinatra. A mensagem foi singela e completamente objetiva:
Subject: Start spreading the news...
Corpo da mensagem: ... I’m leaving today!
E só!!!
Como curiosidade, relembro
a mensagem que enviei ao sair do Banco e da Administradora após 17 anos.
Chamava-se “Pride”:
I believe we should pursue the actions which will make
us proud when we look back and evaluate our lives.
I will always be extremely proud for having been part
of this Company for 5 + 12 years.
I will maintain contact, but from now on only as
Customer - and Friend.
As Customer, I ask you to continue taking good care of
me, as it has always been.
As Friend, I thank Citibank, Credicard and You for all
the good things we shared in this period.
Regards,
MG
(mai/2012)
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A Pior Forma e o Melhor Remédio
- “O que devo fazer para tomar mais água? Tenho sede
diversas vezes por dia, mas nem assim eu bebo água!”
Podemos sugerir duas alternativas. A primeira é se
internar em um Hospital e passar o dia – ou os
dias – tomando soro. Soro hidrata, e
assim este Alguém não precisará beber a água. Injeta!
A segunda alternativa é um remédio ainda melhor: basta
ter uma pedra nos rins. Trata-se de uma dor que começa pequena e que vai
crescendo sem parar, ininterruptamente, interminavelmente, até chegar a um
ponto em que não existe outra coisa no Universo – e mesmo assim continua
aumentando. Tive uma pedra no dia 03 de outubro de 2010, e uma tosca descrição
da devastadora experiência está em “A Pedra e a Receita” (http://www.umpandaemsaturno.com/2010/10/pedra-e-receita.html)
Fato é: quem tem cálculo renal uma vez, nunca mais deixa
de tomar muita água.
Triste isto, uma história que mostra uma desanimadora imagem de nosso comportamento. Sabemos que tomar água é importante, passamos a vida ouvindo sobre tal
necessidade. E com muitas outras coisas acontece o mesmo; quase sempre sabemos o
que deveríamos fazer.
Mas só aprendemos da pior forma possível.
(mai/2012)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Velho é a Vovozinha!
Ao decidir ter seu primeiro Filho (ou Filha), lembre-se: se ele (ou ela) pensar igual a você, quando tiver o dobro de sua idade atual você será Avô (ou Avó)!
(mai/2012)
terça-feira, 1 de maio de 2012
Quem compra CD?
De repente virou moda perguntar:
- “Quem ainda compra CD?”
, complementado pelo depoimento:
- “Eu nem me lembro qual foi o último CD que comprei!”
A mensagem implícita é: “eu não compro mais CD, logo
sou muderno”. No entanto, não é por ser
muderna que a pessoa deixa de comprar discos.
Desde sempre existem dois tipos de ouvintes de Música
(talvez mais, mas vamos nos ater a estes dois): os que ouvem músicas
individuais, e os que ouvem obras inteiras. Aqueles que gostam da música mais
fácil e comercial sempre compraram os compactos – ou então se queixavam de “ter
que comprar um disco inteiro só por causa de uma música”.
Este pessoal fez a festa com a chegada do MP3 e dos downloads.
Para eles, não tem problema a compressão dos extremos da banda sonora,
comprometendo a qualidade do que se ouve: afinal, o que se ouve não tem qualidade
mesmo – desde o estúdio!
Já quem ouve obras inteiras, discos completos (lembrando que “CD” significa “Compact Disc”)
não apenas fica no arranhar da superfície: aprecia todo o opus, sua seqüência musical, sua evolução. Lembremos da história
dos cegos que apalpam diferentes partes de um elefante, cada um ficando com uma
diferente (e errada) interpretação do quê seja o animal. A diferença entre uma
música de 3 minutos e um disco de 1 hora é a diferença entre uma transa de 3
minutos e uma de 1 hora...
Assim, quem só ouve uma música de cada álbum acha que GENESIS
é “I Know What I Like”, que MARILLION é “Kayleigh”, que LED ZEPPELIN é “Stairway
to Heaven” e que RUSH é “Tom Sawyer”. (Bem, no caso do Rush não
há muito o que melhorar, mesmo...)
Uma outra interpretação poderia ser que os lançamentos
atuais são tão ruins e descartáveis que ninguém mais compra discos inteiros.
Neste aspecto posso até concordar: já há alguns anos me voltei a comprar os
álbuns obscuros de Bandas que eu achava boas no passado, e das quais não
comprei muita coisa porque a concorrência era gigantesca. Assim, acabei por adquirir nos
últimos anos quase tudo do YES, do JETHRO TULL e do ROXY MUSIC, por exemplo. Agora,
após ter adquirido toda a obra do (maravilhoso) VAN DER GRAAF GENERATOR em 2011,
em 2012 estou me dedicando aos álbuns de seu mentor PETER HAMMILL. E com que
prazer!...
Sim, eu compro CDs. Muitos. Faço a festa nas GRANDES
GALERIAS (aka GALERIA DO ROCK). Me orgulho disto. Ouço obras inteiras. Não acho
que um elefante seja um animal que se
parece com uma mangueira, um abano ou uma corda.
E não gosto de transas de 3 minutos.
(mai/2012)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Belated Birthday
Sou
partidário de parabenizar pelo aniversário no dia seguinte à data.
Você
realmente acredita que certas empresas liberam seus funcionários no dia do
aniversário por “bondade”? Tolinho!!!
O
aniversariante passa seu dia ensandecido recebendo telefonemas, visitas, abraços,
confortos e afagos. Não consegue prestar atenção decente a absolutamente nada,
vive um turbilhão. É exatamente por isto que muitas empresas liberam o aniversariante:
não por bondade, pelo contrário – já sabendo que ele será um completo inútil
nesta data, ao menos salvam a produtividade dos demais!
Já
o dia seguinte é o oposto: passado o fuzuê, a pessoa é abandonada, esquecida e
ignorada. A agitação da véspera se esvanece em fumaça... e o ex-aniversariante
também. É a ressaca de seus 15 minutos de fama.
![]() |
| imagem de: gracomonline |
Portanto,
não peça desculpas se eventualmente vier a me telefonar no dia seguinte a meu
aniversário. Igualmente, quando eu te ligar para dar os parabéns no dia
seguinte ao seu aniversário também não vou te pedir desculpas – você é quem
deve me agradecer. E principalmente não estranhe se ao te ligar no dia seguinte
eu der esta explicação toda: não é uma desculpa, é só a verdade.
Ou
ao menos, “se non è vero, è ben trovato”!
(Nota - o grande risco deste raciocínio é
você perder a Festa...)
(ago/2011)
terça-feira, 24 de abril de 2012
Loco Mosquito
Sugestão de videogame: o avatar do Jogador é um
Pernilongo. O joystick controla o vôo, direção, altitude, pousos... e principalmente
a chupação de sangue!
A pontuação (e conseqüente quantidade de vidas) é
função da dificuldade de acesso ao sangue sugado: braços, peitos do pé, coxas e
nucas são “standard”; mas nádegas, seios e órgãos sexuais pontuam muito mais!
Da mesma forma, chupar o sangue de gente acordada é mais perigoso – e portanto vale mais – do que o sangue de gente dormindo. E invadir cama com mosquiteiro
vale bônus! (Mas cuidado, você pode ficar preso lá dentro.)
O cenário é um apartamento ou casa, e o Jogador pode se
ocultar em banheiros, atrás do bidê ou do espaldar da cama, na moldura de um
quadro, nas frestas de uma cortina. E os inimigos – dos quais você passa a vida
fugindo e se escondendo – são raquetes elétricas, jornais enrolados, mãos
espalmadas, toalhadas, etc.
Bônus blaster para quem conseguir acordar a vítima na
madrugada e mantê-la desperta, te procurando furiosamente!
(abr/2012)
sábado, 21 de abril de 2012
Cuidado, Homens!!!
O maior e melhor exemplo
de como as Mulheres são observadoras e detalhistas (e ferinas) me foi dado por
duas grandes Amigas no Mestrado.
Tínhamos duas aulas por
noite. Eu conversava, estudava e saía sempre com as duas, e já era considerado
por elas quase como uma Amiga – e ouvia portanto várias inconfidências. Entre
todos os comentários, o que mais me impressionou foi no final de uma noite em que
tínhamos tido aulas com os Professores Fulano e Sicrano:
- “Você viu que o
Professor Fulano trocou a dentadura?”
Fiquei estarrecido: eu jamais notara que Fulano usava
dentadura, e muito menos tinha capacidade de observar que ele tinha trocado!
Mas pior ainda foi a
resposta da outra:
- “Vi sim! E, sinceramente
falando, o Professor Sicrano também está precisando trocar a dele...”
Portanto, Amigos,
cuidado. Elas reparam em tudo. Tudo tudo tudo TUDO. Principalmente naquilo que
você não repara...
(abr/2012)
terça-feira, 17 de abril de 2012
Lima Barreto
quando me comparo, sou grande.”
(Lima Barreto, citado por Antonio Arnoni Prado no caderno “Sabático” d’O Estado de São Paulo de 14/abr/2012)
sábado, 14 de abril de 2012
O Elixir Sesquicentenário
Ao completar 40 anos, um Jovem e Decidido Executivo marca uma consulta com seu Médico adepto de linha chinesa (“Medicina Interna”), e dispara:- “Doutor, vou viver até 150 anos. Vim aqui buscar o elixir para isto.”
O Médico o encara com surpresa e admiração, e rebate:
- “Parabéns pelo projeto! Eu posso, sim, te dar a resposta imediamente – e não é um elixir. São quatro as atitudes essenciais para a sua longevidade:
- curtir as coisas boas, e administrar as ruins;
- comer pouco;
- exercitar-se todos os dias, sete dias por semana; e
- rotina! O corpo gosta de rotina. Fazer tudo sempre nos mesmos horários: dormir, comer, se exercitar; enfim, programar sistematicamente suas atividades orgânicas.”
Fica portanto a orientação. Em 2122, o Ainda Jovem e Decidido Executivo nos dará um retorno!
(14/abr/2012)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Welcome Kit
Impressões no 1º dia de trabalho.
1.
Ele furou a orelha em Berlin em janeiro de 1986. Um mês depois estava morando em London, e conseguiu um bico como garçom no Pizza Hut em Oxford Street (exatamente em frente à Virgin Megastore; ele sabia de antemão onde iriam parar todas as suas “tips”...).
No discurso introdutório o manager do restaurante explicou as regras de comportamento e conduta, horários, os atendimentos no salão principal, a administração da fila de espera, como lidar com o “salad bar”, cuidados com o uniforme, o que podiam e não podiam fazer, o que podiam e não podiam comer, o que podiam e não podiam beber, etc.
Ao final do speech o manager olhou para ele, e disse:
- “No earrings allowed for male personnel.”
Ele nunca se esqueceu daquilo. Concordava que não tinha nada a ver, e jamais usou brinco em ambiente de trabalho.
2.
Ele respondeu a um anúncio de jornal, e enviou um currículo para a grande e famosa Administradora. Neste CV fazia questão de manter registradas peculiaridades como “garçom no Pizza Hut em Londres” e “tradutor de histórias em quadrinhos” na rúbrica “Outras Atividades” (*). Acabou sendo contratado (**) em um processo seletivo onde fez uma enorme bateria de testes, incluindo uma análise grafológica.O primeiro dia consistia em um treinamento do modus operandi da Administradora, suas diversas Áreas e a integração entre elas, o funcionamento de RH, o detalhamento dos benefícios, e muitos et coeteras. Eram mais de 40 pessoas sendo admitidas naquele dia, e a maior parte das palestas era no Auditório da Empresa, na esquina da Avenida São João com a Avenida Ipiranga em São Paulo.
O que mais o marcou naquele evento foi a observação de uma Gerente do RH:
- “Muitas Empresas têm reservas quanto a funcionários terem relacionamentos com colegas de trabalho. Este não é o nosso caso: não temos nada contra envolvimento entre nossos funcionários. Somos uma Empresa enorme, de pessoas jovens e bonitas, que passam a maior parte dos dias juntos e saem após o expediente; é natural que surjam envolvimentos e relacionamentos. Só não queremos que isto influa no trabalho; não queremos brigas nem favorecimentos. Preferencialmente nada entre Chefes e Subordinados. Fora isto, vocês são totalmente livres.”
Ele também nunca se esqueceu daquilo. E adotou a mesma postura pessoal em todos os lugares onde trabalhou. Nunca criticou nada.
E nem se furtou...
(*) O objetivo original de manter estas duas atividades no CV eram:
- garçom: demonstrar versatilidade, falta de frescura e “morei em Londres” (para ser garçom lá tinha que falar inglês muitíssimo bem)
- histórias em quadrinhos: para ser tradutor de histórias em quadrinhos você tem que entender MUITO inglês! É tudo gíria, duplo sentido, frases incompletas, significados bifurcados, etc. “Demolidor” e “Monstro do Pântano” foram até razoavelmente fáceis; já “Sobrinhos do Capitão” era gíria interiorana pura e ininterrupta, e portanto impossível.
(**) Posteriormente o Chefe que o contratou comentou tê-lo chamado para a entrevista (entre centenas de outros currículos) exatamente por causa daquelas duas peculiaridades:
- “Eu vi aquilo e pensei: no mínimo vou me divertir com este cara!”
(**) Posteriormente o Chefe que o contratou comentou tê-lo chamado para a entrevista (entre centenas de outros currículos) exatamente por causa daquelas duas peculiaridades:
- “Eu vi aquilo e pensei: no mínimo vou me divertir com este cara!”
3.
O primeiro dia de trabalho dela na grande e famosa Administradora. Área de Finanças, segunda-feira pela manhã. A nova Analista chega nervosa e ansiosa. Atravessa o enorme andar e passa na mesa de seu novo Chefe, a única pessoa que conhece naquele ambiente desconhecido.
- “Bom dia, Chefe!”
O Chefe não levanta a cabeça dos papéis que estuda, e responde com a cara fechada e sem olhar para ela:
- “Só se for para você...”
Meses depois, ambos contavam esta história: ela atônita; o Chefe às gargalhadas!
(abr/2012)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Os Emos
Alguém com boas intenções me tacha de "emocional". Mas 'boas intenções pavimentam a entrada do Inferno', e me sinto extremamente ofendido. Aproveito portanto para revolver o assunto.
"Emocional" é aquele que deixa que as emoções definam suas decisões. Quando estamos em dúvida entre duas coisas, em geral o Racional está puxando para um lado e o Emocional para outro. Normalmente o Coração quer, mas a Cabeça diz: - “Não! É cagada!”. Alguns demagogos gostam de apregoar a solução facinha e piegas: “faça o que seu coração mandar”. Este é o caminho do comodismo e da ruína: o Coração não é bom para tomar decisões, mas sim a Cabeça. “Siga seu coração” significa: “faça a merda”! A decisão Emocional é uma decisão preguiçosa, fácil de tomar e que não causa sacrifício dolorido a curto prazo – mas é uma catástrofe a longo. Faça, isto sim, o que o seu Cérebro mandar; em pouco tempo seu Coração vai te agradecer.
Já ser "Emotivo" é completamente diferente: é alguém que se emociona com as coisas, mas não se deixando dominar ou levar por elas. Existem e acontecem muitos eventos de fortíssimo conteúdo emocional ao longo de nossas vidas, e se deixar sensibilizar e emocionar por eles nos enriquece e colore. Mas isto é ser Emotivo, e não Emocional.
Cabe ainda espaço para analisarmos o que vem a ser “Emo”. O termo é originário de uma linha musical (“emocore”), mas atualmente no Brasil se refere a uma postura de vida. Em minha forma pessoalíssima de ver, “Emo” caracteriza o visual de todos os Adolescentes nos últimos anos. Embora a maioria rechace o rótulo, dizendo que “emos são os outros”, o visual e as roupas – e principalmente o cabelito cuidadosamente escovado cobrindo generosas partes do rosto – são praticamente iguais para todos: é o look emo. Vão te xingar se você os chamar assim (o termo deriva de ‘emotivos’, que neste caso significa ‘aquele-que-chora-à-toa’), mas que são, são. É tudo igual.
Conclusão: não sou ‘Emocional’, sou ‘Emotivo’.
Portanto, sou Emo!
Piorou!
(abr/2012)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Uma Pizza Em Saturno
Recomendação culinária pessoal: para minhas papilas gustativas, a melhor pizza possível é de CATUPIRY com PRESUNTO PARMA.
Imbatível!
É raríssimo encontrar alguma Pizzaria que tenha no cardápio. Sempre preciso pedir para fazerem, e acabo tendo que repartir com todo mundo na mesa.
(Nota: se a pizza vier com azeitonas, mande enfiá-las... em algum lugar onde caibam as azeitonas!)
(abr/2012)
terça-feira, 10 de abril de 2012
Três Fatores de Desempenho
São 3 os fatores que interferem no desempenho de um time de futebol:
- qualidade técnica;
- sorte; e
- influência da arbitragem.
O peso de cada um destes fatores pode variar ao longo de uma competição ou de uma partida, mas será seu balanço que definirá o resultado final.
O fator Sorte aparece aqui e ali, tanto favorável quanto desfavorávelmente. Pode ser em algumas bolas na trave, em um chute que desvia em outro jogador e entra ou sai, em um quique falso que atrapalha uma finalização ou engana o goleiro. A Sorte pode influenciar o resultado de alguns jogos, mas sozinha é praticamente impossível que leve uma equipe a ser campeã em um torneio em pontos corridos.A Qualidade Técnica é (ou deveria ser) o fator mais importante, pois é o resultado de trabalho, investimento, empenho, inteligência. É um fator que entra em campo em todos os jogos de uma equipe – e que portanto deveria levar um time ao sucesso ou fracasso em uma competição bem pensada e corretamente administrada.
Infelizmente temos testemunhado o fator que deveria ser neutro influir cada vez mais nos resultados. Pode ser infelicidade, como pode ser má-fé; cada um chegue à conclusão ditada por sua observação e consciência. Para meu modo pessoal de ver o Mundo e a Vida, o Futebol vai se tornando uma usina de decepções com esta Raça na qual fui jogado. Um constante estilhaçar da confiança na pureza, honestidade, respeito e grandeza de “meus semelhantes”.
Fico impressionado que pessoas possam se orgulhar por conquistas claramente dirigidas e imerecidas. Quando vejo pessoas considerarem as vitórias mais importantes do que a honestidade, concluo que este comportamento diz mais a seu respeito do que qualquer outra coisa.
Jogadores que simulam penalties ou que cavam expulsões de atletas inocentes são louvados. Vozes covardes se elevam em favor de arbitragens pérfidas, defendendo-as com argumentos rasteiros somente por terem favorecido equipes de grande penetração política, social ou financeira. Reclamar de político desonesto é “ter espírito cívico”, mas de juiz ladrão é “choro”.
Vivemos uma Sociedade baseada em “vencer, não importa a que custo”. Pelo jeito, a Honra anda com custo baixo.
Se é que vale alguma coisa.
(abr/2012)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Come Together
Perguntaram a John Lennon porquê os Beatles tinham acabado.
Ele respondeu:
- “Estranho não é os Beatles terem acabado. Estranho é os Stones ainda estarem juntos!”
(abr/2012)
domingo, 8 de abril de 2012
É só um Jogo
Toda vez que vejo torcedores se esganiçando, jurando amor eterno a seus Clubes de coração, urrando “é raça!!!” com olhos esbugalhados e o rosto vermelho e inchado de sangue, querendo tatuar o escudo de seu time no peito ou – pior de tudo – brigando por causa de futebol, me lembro de “Fever Pitch”.
Este filme de 2005 com Jimmy Fallon e Drew Barrymore, chamado “Amor em Jogo” no Brasil, traz uma das cenas mais racionais e maduras a respeito dos esportes de competição – e, por isto mesmo, uma das mais ignoradas.Jimmy Fallon faz o papel de um torcedor completamente alucinado pelo Boston Red Sox, time americano de baseball.
A cena que me marcou se passa após uma derrota de sua equipe. Ele está completamente devastado em um bar, sem fome e sem ânimo, arrasado e se lamuriando com um amigo. De repente nota que alguns jogadores do time estão em uma mesa próxima, comendo e conversando animadamente. Ele fica completamente transtornado – “como é possível que estejam assim, como se nada tivesse acontecido?!?” – e vai se levantando furioso para interpelá-los e tirar satisfações.
O Amigo o segura e interrompe o movimento, e faz a constatação definitiva:
- “Porque tudo isto? It’s just a game!”
É isto, galera. It’s just a game. Infelizmente as torcidas perderam este (bom) senso de leveza, de inconseqüência, de espírito esportivo. Só me resta especular que isto talvez seja reflexo de vidas vazias, de falta de objetivos concretos, de coisas realmente importantes na existência do elemento. É uma pena ver tamanho dispêndio de energia por algo que, no limite, não faz a menor diferença.
It’s just a game...
(abr/2012)
sábado, 7 de abril de 2012
Pai Profissional
Um dos mais fundamentais ativos em nossa formação é o Pai Profissional. Tive a felicidade de ter um dos mais espetaculares deste Planeta: FTB, também conhecido como FB.
Iniciei minha carreira profissional como Estagiário de Manutenção em uma enorme fábrica de latas, baldes e tambores metálicos em São Critóvão, no Rio de Janeiro. Após 1 ano fui efetivado como Engenheiro Mecânico responsável pela Oficina Mecânica; e após 1 ano mais fui chamado a ser Assessor do Presidente da Companhia – que tinha 5 fábricas no Brasil – na Matriz, em São Paulo. Considero interessantíssima a história deste convite, mas não irei descrevê-la aqui, devido a minhas características modéstia e humildade. (Sugiro no entanto que você – principalmente em início de carreira – pergunte pessoalmente, pois pode ser bastante útil.)Nasci para ser Assessor. E lidar diretamente com o Presidente de uma mega-multinacional foi um dos maiores aprendizados de minha vida, pois seu tempo era absurdamente precioso. Eu fazia extremamente complexos e intrincados estudos financeiros de budget, planejamento, projeções, investimentos em novos produtos e linhas de montagem, payback (retorno), capital de giro, etc; mas todas as minhas apresentações a ele começavam pela conclusão. A partir daí, dependendo de seu interesse e disponibilidade eu ia retrocedendo no raciocínio, ampliando-lhe as explicações e a complexidade, até FB se dar por satisfeito (creio que às vezes ele fazia isto apenas para verificar se eu me assenhoreara do assunto). Até hoje acho curiosas e incompreensíveis as apresentações-calhamaço que são feitas aos CEOs atuais: não sei como eles têm tempo e muito menos paciência para assistir àquelas resmas que dissecam com detalhada microscopia os desenvolvimentos dos raciocínios que só interessam aos próprios autores. Não à toa, ao receberem antecipadamente os “prints” de apresentações, muitos Executivos pulam diretamente para as páginas finais, onde estão os “financials”: o nome técnico deste procedimento é “cut the crap”. Ao invés de reclamar, aprenda que 84 telas ultra-sofisticadas de power point não são do interesse do Chefe de seu Chefe (e de ninguém). Isto se estivermos falando de um executivo realmente top, of course.
Sempre me orgulhei enormemente de meus trabalhos. Certa vez apresentei algum mega-complexo estudo cujo sumário estava sintetizado em uma planilha de uma única página com todos os dados que interessavam, elegantemente dispostos e correlacionados. Ele olhou a página por alguns segundos, me devolveu e sentenciou:
- “Falta um dado essencial.”
Com poucos segundos de análise! Voltei para minha sala e passei mais de 2 horas revendo todo o trabalho e principalmente a página de face, mas nada descobri. Voltei à sala dele (envidraçada de cima a baixo e com vista para o enorme pátio ajardinado da Fábrica) e anunciei minha desistência.
- “A data!”, me disse FB. “Falta a data. Sem ela, dentro de algum tempo vou olhar este estudo e não saberei se ele é recente e ainda válido, ou ao menos o quanto ele é atual.”
É claro que jamais esqueci esta lição.
Como minha formação era Engenharia, a Empresa me financiou diversos cursos de Finanças, Contabilidade, Administração, Área Comercial, Inflação e outros. A cereja do bolo seria uma Pós-Graduação com duração de 2 anos. Como se tratava de um curso top extremamente disputado, freqüentei um cursinho preparatório. Fiz os testes de adimssão, e passei para a Pós em 2º lugar entre muitas centenas de candidatos. Orgulhoso, fui dar a boa notícia a FB. Ele viu meu entusiasmo, refletiu... e indagou:
- “E você está satisfeito?”
Depois me parabenizou efusivamente. Mas a lição foi clara e igualmente inesquecível: você pode até estar satisfeito, mas sempre dá para melhorar.
Tive outras grandes influências na vida Profissional, e felizmente ainda mantenho contato com um ou outro guru iluminado. Em comum, a extrema dedicação, a visão filosófica, o altíssimo nível de exigência, o pensamento estratégico e a visão do todo. Além de inteligência superb, mas isto é um pré-requisito mínimo. Mas sempre com uma diferença fundamental: o contato muito menor. Eu praticamente convivi direta e diariamente com FB por 4 anos, e em início de carreira.
Desejo que você tenha a felicidade de ter um fenomenal Pai Profissional. Que aprenda com ele. Ou que, estando do outro lado, se preocupe em transmitir conhecimento, orientação, rumo e visão filosófica aos padawans que te cercam.
Minha gratidão ao fundamental FTB.
(abr/2012)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ouvidos Moucos
Dizem que os homens fazem qualquer coisa para ouvir “o tilintar das moedas, as palmas de seus semelhantes e os gemidos das Mulheres”.
De minha parte, estou pouco me lixando para o tilintar das moedas ou as palmas de meus semelhantes!
(abr/2012)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Apelidos Genéricos
Confesso minha enorme dificuldade com apelidos genéricos, ou seja: aqueles que são usados por todos, indiscriminadamente e sem a menor criatividade. Entendo um apelido com origem pessoal ou particular, como por exemplo alguém chamar um Pedro de “Potamus”. Mas daí a todo mundo passar a chamá-lo de Potamus, não me faz o menor sentido.
O pior é quando somos apresentados a um apelido:
- “Este é o Lico.”
- “Este é o Lico.”
Porra, eu nem conheço o cara e já vou ter que chamá-lo de “Lico”?!? Tenha paciência!
Ou então em sérias reuniões de trabalho, onde ficam todos se chamando de Cadu, Jô, Má, Vi ou que outros raios os partam. Reunião de trabalho, galera! Não é rodinha de biriba no Clube!
Ainda por cima eu gosto dos nomes próprios, que sempre são bem mais bonitos do que os apelidos. Em São Paulo há um pieguíssimo hábito de chamar as pessoas pela primeira sílaba de seus nomes: Rosana vira “Rô”, e Juliana se transforma em “Jú”. Você está em um ambiente de trabalho e ouve alguém chamando “Má”, e não sabe se estão convocando o Marcos, o Marcio, o Marcelo, a Marcela ou a Macaca. Os Pais passam meses quebrando a cabeça escolhendo um nome, para ele virar uma sílaba???
Alessandra sempre me dava carona tarde da noite, após as aulas de Mestrado. Certa vez ela desabafou:
- “Só existem duas pessoas no Mundo que me chamam de ‘Alessandra’: Mamãe quando está brava; e você!”
(05/abril/2012)
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Os Táxis e o Ar Condicionado
Depoimento de um usuário freqüente de táxis tanto no Rio como em São Paulo: ao menos uma diferença é escancaradamente evidente entre os motoristas das duas cidades (além dos preços, é claro).
No Rio você entra em um carro de praça e nem precisa perguntar ou solicitar: o ar condicionado já está ligado.
Em São Paulo, mesmo no ápice do verão está sempre aquele calor monstruoso e abafamento terrível dentro do carro, o que leva nosso depoente a indagar ainda antes de indicar o destino:
- “Tem ar condicionado?”
Se não tiver – ou se estiver quebrado, uma desculpa bastante comum – ele nem mesmo chega a sentar, e se retira do veículo no mesmo instante.
O passageiro costuma inclusive manifestar sua incredulidade para alguns motoristas: não é pelo cliente, que passa apenas 10 ou 15 minutos dentro do carro; é pelo conforto de vocês mesmos! Passar o dia inteiro dentro daquela fornalha???
Certa vez um taxista contou que quando fica com o ar condicionado ligado recebe críticas de seus colegas:
- “Está acostumando mal os passageiros!”
Então é isto! Uma economia de 10% é mais importante do que 100% de conforto!
Mas talvez isto não seja uma exclusividade dos motoristas de táxi. Afinal, a vida em SP tem se tornado cada vez mais estressada, engarrafada, angustiante, insegura, desrespeitosa.
Porquê então insistimos tanto em manter nossos ares-condicionados pessoais desligados? O que nos leva a ficar presos a um aglomerado assim?
É claro que cada um tem o seu motivo.
Assim como os motoristas de táxi.
(mar/2012)
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Matusa
Neste caso, neste final de semana pulei de 55 para 712 anos de idade!
(abr/2012)
domingo, 1 de abril de 2012
Eu quero este problema!
Eles estavam em Rotorua (NZ), e encontraram uma grande loja de graciosas roupitchas femininas para uso doméstico. Era tudo de extremo bom gosto: peças leves de toque agradabilíssimo com criatividade e ótimos preços; um sonho. Ela pegou uma dúzia de ítens e os experimentou, depois mais uma dezena, depois mais alguns e então outros mais; porém até mesmo as peças pequenas eram grandes, e todas ficavam folgadas nela.
Ele ficou algo constrangido com a quantidade de peças que ela pegava (todas lindas!) e experimentava sem eleger nada, devolvendo tudo no atacado. E foi se desculpar com a Vendedora:
- “There is a problem... all of them are big for her!”
A simpática Vendedora retrucou com um sorriso:
- “I wish I had this problem!”
(mar/2012)
sábado, 31 de março de 2012
Os Desalmados
A idéia de nós, Humanos, termos cada um uma Alma individual não resiste à análise da Criônica, ou “criopreservação de longo prazo” (usualmente confundida com Criogenia). É uma pena, pois a mim (a todos nós) o conceito de Alma era extremamente agradável; mas teremos que aprender a viver sem ele.
Criônica é, segundo definição na Wikipedia, “o processo de preservação em baixas temperaturas de humanos e outros animais que não podem mais ser mantidos vivos pela medicina contemporânea, na esperança de que a cura e reanimação sejam possíveis no futuro”. Diz-se – o que é largamente refutado – que o corpo de Walt Disney estaria em uma câmara criogênica desde sua morte em 1966. Suponhamos que sim, apenas como exemplo. Onde estaria sua Alma durante todo este tempo? Esperando para saber se ele será revivido? A Alma fica circulando por aí, até que a Medicina decida por sua alforria? “OK, este não vai dar para reviver; vamos desligá-lo.” E então a Alma aliviada poderia enfim seguir seu curso – após esperar inutilmente quase 50 anos por uma decisão dos médicos!
- “Ei, Doutor, estou esperando! Posso ir embora?”
Ou ao contrário: a alma do elemento crionicado vai embora... e de repente é chamada de volta:
- “Ooops, o cabra foi restaurado. Volta lá, correndo!”
Ou ainda uma terceira alternativa: a Alma se vai, e o corpo acorda sem uma! E uma vez que a memória ficou retida no cérebro restaurado, o coração voltou a bater e a circular sangue, e a máquina funciona novamente, o pobre coitado se torna um zumbi sem Alma; um personagem de Crepúsculo!!!
Infelizmente a única conclusão lógica é: não existe esta invenção feita por nós mesmos, com o objetivo de nos dar o conforto da garantia de existência de um confortável Além.
É curioso que consigamos ser tão racionais quanto à inexistência de uma “Alma” quando analisamos os seres que chamamos de “Irracionais”, e tão irracionais quando analisamos os que chamamos de “Racionais”...
Sem Alma, o que seríamos então? A resposta é ainda mais simples: somos células de Deus. Cada um de nós – racionais ou irracionais – é uma fagulha do Todo; do Divino.
Mas esta é uma outra história.
Namaste!
Nota: A falha neste raciocínio é o pressuposto da linearidade do Tempo. Isto por sua vez é vinculado a nossa limitada percepção - e conseqüente incapacidade de compreensão - do que efetivamente seja o Tempo.
(mar/2012)
sexta-feira, 30 de março de 2012
A lógica do futebol brasileiro
Classificação da Taça Guanabara 2012:
Vasco da Gama – 21 pontos (7 jogos, 7 vitórias)
Botafogo – 15 pontos
Flamengo – 15 pontos
Fluminense – 13 pontos
Campeão: Fluminense!
Repetida e exaustivamente vemos no Brasil campeonatos de futebol nos quais o melhor time – por motivos diversos – não é o Vencedor.
Isto se deve a um tipo de raciocínio pequeno e de curto prazo bem típico de gente subdesenvolvida.
Não é sem motivos que somos cada vez menos importantes e respeitados neste campo.
Estar em 6º lugar no ranking da FIFA é muito mais do que merecemos.
(março/2012)
domingo, 25 de março de 2012
Análise Grafológica
O aumento descontrolado da população do Planeta – baseado em uma (bio)lógica que privilegia a quantidade, e não a qualidade; que enaltece o curto prazo da Raça Humana, e não o longo – conduz a uma inevitável pasteurização das massas. Torna-se mais importante uma vida simples que seja acessível aos 7 bilhões do que o aprimoramento e aprofundamento da cultura. Infelizmente, somos forçados a nivelar por baixo.
Um recente sinal desta forma de involuir a Raça é a tendência ao término do ensino da Caligrafia, ou letra cursiva. Aparentemente, em um futuro próximo somente será ensinada a letra de forma, ou as maiúsculas. Vários motivos respaldam tal regressão: facilidade de compreensão por pessoas que falam outras línguas, a péssima caligrafia de muita gente (a maioria), padronização, etc. Sem questioná-los, atenho-me aqui apenas ao aspecto romântico desta perda.
Sempre gostei de escrever à mão, e graças a isto muitos conhecidos consideram erroneamente que sou um apaixonado por canetas: não sou. Gosto de canetas por serem um instrumento ou meio para a caligrafia pessoal, da qual muito me orgulho; um prazer que será negado às gerações futuras. A Caligrafia voltará a ser privilégio de monges encastelados, ou um hobby de vetustos senhores – ou seja, eu mesmo.
No início dos anos anos 90, como parte do processo de admissão a uma grande Empresa, fui submetido a uma Análise Grafológica. Posteriormente, já como parte integrante do quadro de funcionários, infernizei a vida de uma Psicóloga do RH até conseguir acesso àquela análise. Sendo um apaixonado por Caligrafia, eu tinha que saber o que a minha dizia a meu respeito!
Apresento a seguir o texto, não como autopromoção mas sim como uma utopista defesa à Caligrafia; por considerá-lo uma das melhores análises já feitas a meu respeito (fora o Teste Vocacional quando tinha 16 anos de idade, é claro). É impressionante como se pode dissecar alguém através de sua letra; é inacreditável que alguém possa ter ido tão fundo olhando apenas a escrita, sem jamais ter conversado ou mesmo visto a pessoa. Note-se que a análise não se destinava a ser lida pelo analisado, mas sim exclusivamente pela Empresa; não tinha, portanto, nenhum interesse em impressionar o Objeto da mesma forma que tantas outras como alguns horóscopos, etc.
Lembro-me ter escrito algo comparando as coisas que gosto àquelas que não gosto. Transcrevo o texto ipsis litteris mantedo a grafia original, mesmo discordando de uma ou outra utilização de vírgulas, etc. O original é datilografado. Meu agradecimento àquela Psicóloga por me ter propiciado o acesso a esta Análise.
“Personalidade muito mais forte do que parece e bem dotada em muitos aspectos. Ótimo equilíbrio, não dispensando, no entanto, o uso do eficaz autocontrole mas permitindo um estado normal de reduzida tensão.
O Sr. Panda é um homem decidido, que sabe o que quer e que, com firmeza, determinação e sem atropelos, segue o seu caminho apesar dos obstáculos. É autêntico e parece estar em paz consigo e com a vida.
Vivas sensibilidade e emotividade dominadas com certa facilidade.
Respeito não incondicional às normas em vigor.
Bom nível de segurança.
Maturidade condizente com a idade.
Elevado autoconceito, baseado, certamente, na consciência do próprio valor, e grande preocupação com a impressão causada. Imagem projetada vistosa e arrojada, irradiando força e necessidade de afirmação. Autocrítica bastante desenvolvida e atuante.
Extroversão menor do que parece. Pessoa reservada quanto à vida pessoal e de fácil comunicabilidade. Relacionamento fácil, discreto e, certamente, agradável, com tendência para um profundo envolvimento por parte do Sr. Panda. Sociabilidade natural e cultivada. Certa agressividade latente. Integração verdadeira provavelmente lenta e difícil nos meios em que vive, podendo, porém, tornar-se intensa em certos casos.
Expressão verbal muito clara, fluente e desembaraçada, um dos grandes trunfos desta personalidade.
Impulsividade mais canalizada do que contida.
Eficaz domínio sobre as atitudes e palavras.
Ótimos dotes para a ordem e organização aplicados sistematicamente.
Excelente grau de eficiência – o Sr. Panda não desperdiça a sua energia.
Boa capacidade para chefia.
Atividade fluente, constante e muito disciplinada.
Dinamismo e energia maiores do que parecem e, geralmente, sob controle.
Ambição bastante desenvolvida.
Inteligência viva e profunda ao mesmo tempo. Invulgares agilidade e flexibilidade mental. Notável poder de concentração. Consideráveis lucidez e sensatez. Julgamento normalmente objetivo.
Ativa força de vontade favorecendo a constância, a persistência e a tenacidade. Combatividade, iniciativa e audácia temperadas pela prudência.
Grande, profundo e requintado orgulho exercendo uma forte influência no comportamento do Sr. Panda e incentivando a sua ambição e vontade de lutar. É, por isso, um fator positivo.
Conclusão: valioso elemento, muito ativo e esforçado, empreendedor e, certamente, responsável.”
(Nota: considero “respeito não incondicional às normas em vigor” a melhor frase já escrita a meu respeito. Adoro também “extroversão menor do que parece”: eu só finjo que não sou tímido!)
(mar/2012)
sexta-feira, 23 de março de 2012
Vidas Descartáveis
Comento com uma jovem Avó a respeito das (para mim) extremamente fúteis e vazias vidas que boa parte dos Adolescentes levam atualmente. Esvaem seus tempos em programas que ignoram as fronteiras da boçalidade: Pânico na TV, Big Brother, Ultimate Fighter, a profusão de partidas de futebol de campeonatos inglês-espanhol-italiano-alemão e até o Brasileiro, mesas redondas, videogames de pancadaria ininterrupta, e muitos etcs até um quase-desligamento de suas sinapses (*).
A jovem Avó pensa em seus netos, e responde:
- “Os jovens de hoje levam vidas descartáveis.”
Me remete a algo que li ou ouvi: os jovens sempre deram mais importância à opinião das pessoas de sua faixa etária do que à dos mais velhos. No entanto, no passado eles tinham pouca exposição ao convívio dos demais manés da mesma idade: se encontravam na escola, em algumas atividades fora do colégio e de casa... e pronto. Na maior parte do tempo estavam com gente adulta, saíam com seus Pais, ou seja: ouviam, aprendiam e se desenvolviam com a experiência dos mais experientes.
Atualmente a juventude passa muito mais tempo na rua, plugados, antenados, se comunicando via messengers, torpedos, redes sociais, caralivros, celulares. A convivência com os mais vividos – e conseqüentemente sua influência – reduziu barbaramente. O resultado é óbvio: sem referência daquilo que já foi vivido, experimentado e testado alguns milhões de vezes, o jovem de hoje passa a vida empenhado em inventar o isqueiro – sem cair em si que está desperdiçando seu tempo para descobrir o que já existe; perdendo tempo que lhe deveria servir para seguir em frente. Ao invés de embarcarem no trem-bala da História, optam por puxar-lhe a carroça.
Talvez seja este o grande desafio do jovem atual: a coragem de passar por cima de seus semelhantes – que nada sabem, assim como eles – e se aplicar a um modelo de dedicação, esforço, humildade e aprendizado que valerá o escárnio por parte dos brothers manés preguiçosos: afinal, “a desgraça ama companhia”. Enfrentar a preguiça e a comodidade dos imbecilérrimos programas que demandam inteligência parca e que nada acrescentam ao inculto que os assiste – ou pior, acrecentam envelhecimento inútil à própria existência. Menos vida a usufruir, sem qualquer retorno; sem mais nada.
Cuidar para não se tornar uma Pessoa que pouco ou nada tem a acrescentar, a não ser o próprio deslumbramento com descobertas há muito ultrapassadas.
Cuidar para não escorregar para uma vida descartável.
(*) © Calvin
(mar/2012)
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