segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Montanha Mágica


“Todo respeito ao Amor, mas vamos mais longe sem ele.”

(Thomas Mann, citado por Paulo Delgado em O Estado de São Paulo, 09.maio.2018 página A2)

(No original:
“With every kind of respect for love, one makes more headway without it”)

sábado, 18 de janeiro de 2020

Champanhe e o Marketing for Dummies


Alguns empedernidos radicais esperneiam com faniquitos caso qualquer reles mortal cometa a heresia de chamar de “Champanhe” alguma champanhe que não tenha sido produzida na região de Champagne, na França.

Passam a recitar mantras e scripts, pregando evangelhos equivalentes a “a única Coca-Cola é a produzida na Georgia, o resto é tubaína”; ou então “a única Cerveja é a produzida na Baviera (ou em Itaipava)”, “o único saquê é o produzido em Kyoto, o resto é suco de arroz” ou ainda “a única Pinga é a Do Capora produzida na Fazenda de minha Tia, o resto é aguardente”, e por aí vai.

Ora, não coaduno com este Marketing for Dummies, e não sou subserviente a lavagens cerebrais. Podem vociferar “espumante”, “prosecco” ou “frisante” à vontade; será mera falta de cultura pra cuspir na escultura.

Champanhe!


(Leblon, 20200112)

Happy 64, Almirante! Um brinde com Champanhe!

Tadinho serve!


Li certa vez um Ensaio que recomendava vivamente que se informasse à(s) Mulher(es) objeto(s) de seu Desejo que Ela(s) o é(são).

Algo como:

- “Hoje à noite vou fantasiar com Você, posso? Isto te incomoda?”

Além da Dama ficar lisonjeada, sempre existiria uma possibilidade – por ínfima que fosse – de Ela contrapropor “the real thing”.

(Lisonjeada ou então compadecida, também serve!)

De minha parte, sempre fui favorável à Verdade e à Franqueza sem reservas, contanto que não fossem ofensivas.

Portanto, minha Querida Amiga...

... eu queria te dizer uma coisa.....


(Ipanema, 20191201)



The Best Medicine


Nada – nada – corrige mais a minha Postura do que a proximidade a uma Mulher ALTA!

(Botequim do Itahy Maria Quitéria, 20191120)


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

The Big Brother Is Watching You


RBdC veio a esta Existência para se divertir, e o faz permanentemente e com maestria.

É um corajoso Experimentador, Desapegado e “Safo”.

Além de um excepcional Funcionário, sempre foi um ótimo Amigo, e conversávamos sobre o Céu, a Terra, a Água e o Ar.

Seu Casamento com La Lê – ainda viviam no Brasil – foi marcante e inesquecível para todos os que lá estiveram. Foi a sexta e última vez que aceitei ser Padrinho em um Casamento, um fecho de ouro. Talvez já tenha escrito sobre este marcante Evento, ou talvez algum dia venha a fazê-lo.

Sempre impliquei, no entanto, com sua fascinação com o programa Big Brother Brasil, que ele não apenas assistia com assiduidade mas também comentava com entusiasmo.

Um dia eu mais uma vez o estava fustigando com críticas sobre esta sua preferência, quando ele me indagou:

- “O quê Você gosta de fazer com seu tempo livre?”

- “Gosto de ler!”, foi minha resposta óbvia.

- “Que ótimo”, replicou ele. “Eu gosto de ver Big Brother. Posso?”

Esta conversa mudou minha visão e postura quanto aos apreciadores do Programa; não está mais aqui quem falou.

Enjoy!


(Ipanema, 20200115)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Eu não faço Juramentos


Nunca faço Juramentos, e por um motivo simples.

Só tenho UMA Palavra, e a respeito.

Fazer Juramento implicaria que às vezes minto e às vezes não (quando estou sob Juramento), e isto é completamente sem sentido.

Só tenho uma Palavra.

E não preciso jurar para ela ser verdadeira.

(Caso algum dia precise depor em algum Julgamento, teremos problemas...)


(Nota 1. Registrei alguns pensamentos a este respeito em “Face Value”:
Nota 2. Existiriam 2 situações nas quais a Mentira é compreensível / aceitável:
1. Mentiras Sociais
Você não vai dizer que não vai a um Jantar porque odeia a Comida da Casa dele, ou o Marido dela, ou que tem coisa melhor para fazer, etc. Então inventa alguma coisa, e está desculpado.
2. Mentira específica em Ambiente Profissional por Motivo Pessoal
Você não vai dizer para seu Chefe que vai demorar no Almoço porque tem uma Entrevista para outro Emprego. Então diz que vai ao Médico, e está desculpado.)

(Ipanema 20191110)

Quasímodo


Caminhava com os Olhos permanentemente costurados no Chão à sua frente

para não correr o risco de tropeçar

nos Olhos dela.


(Lagoa, 20191120)

Hey Goose


Será que sou a única Pessoa no Mundo que sabe que os BEATLES fizeram uma Música para uma Vodka???

“Grey Goose /
don’t make it bad /
take a sad song /
and make it better...”

Sempre a cantarolo quando tomo um SHOT!

(Ipanema 20191121)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

As Aspiracoes dos Cavaleiros


A Peregrina me flagra com uma Cruz de Malta, e aponta as 8 obrigações ou aspirações dos Cavaleiros:
  • viver na verdade
  • ter fé
  • arrepender-se dos pecados
  • dar prova de humildade
  • amar a justiça
  • ser misericordioso
  • ser sincero e incondicional
  • suportar a perseguição

E me desfere a pergunta:
- “És um Cavaleiro?”

Respondo que sempre me considerei como tal, mas nunca havia me questionado sobre quais os meus Valores mais elevados. Tento listá-los, e de imediato me ocorrem os seguintes:
  • Justiça
  • Honra
  • Racionalidade
  • Empatia
  • Generosidade
  • Conhecimento
  • Imparcialidade
  • Coragem

Ela treplica: Cavaleiro, podes usar a Cruz de Malta como teu Símbolo!
Teus oito pontos são verdadeiros Valores de Cavaleiro, principalmente neste momento em que vivemos!


Posteriormente acrescento:
  • Compaixão
Ao que Ela comenta:
- "Compaixão, que Sentimento difícil..."
Registro então tratar-se de um longínquo Ideal, que ainda não faz parte de meu “Portfolio”.

(Corte de Cantagalo, 20191209)

The Singularity Trap


Para quem gosta de Teoria dos Jogos e de Sci-Fi, “The Singularity Trap” de Dennis E. Taylor (Autor da ótima Trilogia “Bobiverse”) apresenta uma excelente Equilíbrio de Nash (defection or cooperation?) envolvendo a Humanidade inteira versus (ou em cooperação com?) outra(s) Civilização(ões).

Disclaimer: visto que sou completamente ‘biased’ quanto aos 2 temas, esta sugestão pode ser ignorada sem grandes prejuízos!


(Lagoa, 20200105)

Srta. R


Ele achava o Nome dela tão bonito que jamais conseguiu inventar-lhe um Apelido – e olha que Ele era bom nisto!...

Mas Ela não compreendeu ou aceitou bem, achando que era um sintoma de falta de intimidade deles – afinal, todos os Casais acabam desenvolvendo apelidos carinhosos.

E por mais que Ele dissesse que Ela não tinha razão, talvez tivesse alguma – afinal, Ele estava tão embevecido pela Luz interior, Beleza & Pureza dela que nunca sabia se comportar naturalmente.

Lembrou-se de Ney Matogrosso: “detesto me apaixonar; quando me apaixono, o PIOR de mim vem à tona”.

Inseguranças, ciúmes, descontroles, falta de espontaneidade; “o pior de mim”...

Os anos se passaram, e Ele jamais conseguiu dar-lhe um Apelido.

Só quando escrevia para Ela.

Srta. R

(China, 200307)

 



Terceira Lei de Newton


Tentarei ajudar Você a compreender este Ser que Eu habito.

Ele não “gosta” ou “desgosta” de ninguém gratuitamente.

Ele simplesmente reage / responde a Merecimentos.
 
Ele não tem motivações Emocionais.

É bastante simples.

Bastante linear.

Cartesiano.

Lógico.

(Lagoa, 20200104)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Thank You


Quando começou aquela mais uma Taquicardia, Ele pensou:
- “Mais uma Taquicardia.”

Elas surgiam inesperada e aleatoriamente, e duravam entre alguns e muitos minutos. Ele as respeitava, assim como respeitava as igualmente inesperadas e aleatórias Tonturas, que de quando em quando escureciam sua Visão e embotavam sua Consciência. Nestes casos Ele parava de interagir, fechava os Olhos e se isolava do Mundo pelos minutos que fossem necessários, evitando obedecer à vontade de se deitar no chão que certamente causaria alarde às Pessoas a sua volta, uma apreensão que em poucos minutos se revelaria desnecessária.

Mas aquela não foi “mais uma taquicardia”, e Ele começou a considerar que talvez desta vez ela (finalmente) não passasse.

Seu Pensamento a seguir foi que não havia agradecido o suficiente. Algumas Pessoas lhe deram tantas coisas, o ajudaram tanto, se empenharam tanto em lhe facilitar a Vida; agradecimentos nunca seriam suficientes, e Ele era espartano neste sentido, pois por sua vez ficava constrangido quando lhe agradeciam por coisas que lhe pareciam meramente o cumprimento de tarefas; e igualmente receava deixar os Demais encabulados.

Especialmente Ela. Tamanhas Paciência, Dedicação, Compreensão, Carinho, Entrega, Atenção, Cuidado. Fora sua Guardiã e sua Memória; sua Companheira de Estrada. Ele jamais teria como agradecer o suficiente, mas foi para Ela que, involuntariamente, direcionou seus últimos Pensamentos: não tinha agradecido o suficiente, não tinha retribuído o suficiente, não a havia protegido o suficiente.

Obrigado, Amabo.

E então relaxou. Refugiou-se na idéia que sempre o fascinara:
“A Paz do Afogado no momento em que desiste de lutar”.

(Ipanema, 20200102)


Perdoa-me por me traíres


Te peço desculpas por Você mentir para mim.

Se Você mente para mim, é porque receia minha reação.

É porque não me mostrei – ou não fui – suficientemente / adequadamente Compreensivo, Aberto, Receptivo.

“Mais ridículo do que temer alguém é ser temido por alguém.”

Se Você precisa mentir para mim, minha Culpa, minha Culpa, minha máxima Culpa.

(Ipanema, 20200102)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Quando começa a Década


Quando imaginamos que UFA!, acabou a década!, passou!, vida nova!, somos de imediato arrancados da ilusão e do devaneio e cruelmente confrontados com a completa ESTUPIDEZ de alguns “pensadores” da Raçumana. O tópico da vez: “quando começa a Década, em 2020 ou em 2021?”

Não consigo compreender como possa existir qualquer dúvida a respeito, mas uma vez que a idiotia se alastra, vamos às duas abordagens elementares da questão.

A colocação semântica deveria ser suficiente para aclarar qualquer dúvida. Alguém tem Coragem de dizer que “o ano 20 não faz parte da década de 20”, ou que “o ano 20 não faz parte dos anos 20”? Para quem ousa afirmar tamanha jumentice, parabenizo pelo desapego quanto à própria imagem!

Partindo para o Raciocínio Lógico, imaginemos um Bebê. Quando completa 1 ano, ele já viveu 1 ano; quando completa 2 anos, ele já viveu 2 anos; no dia em que completa 10 anos, ele já viveu 10 anos, ou seja, já viveu 1 década! Assim, seu “ano 10” já faz parte de sua segunda década de vida.

Igualmente, ao completar 20 anos nosso Bebê já terá vivido 20 anos, e portanto aqueles 365 (ou 366) dias de seu “ano 20” já fazem parte da TERCEIRA década de sua existência.

É muito difícil de entender?
Para quem “desperately tries to be different”, é...

Que Você tenha uma ótima Década!


(Nota – por favor me poupem de cretinices do tipo “ano 1”. O Calendário é uma mera convenção, e não vamos passar centenas de Décadas arrastando um raciocínio ilógico em função de uma galera que i) na época não sabia que estava em um “ano 0” ou “ano 1”, ii) não está aí para reclamar, iii) se estivesse, estaria pouco se lixando, e iv) “ano 1” e “ano 0” nem sequer existiram, é tudo uma CONVENÇÃO, cazzo!)

(Ipanema 20200101)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A Palavra do Ano


Nos últimos dias, muito se tem comentado sobre “qual a Palavra que melhor representa o seu ano”.

Pensei muito a respeito.

E minha Palavra é...

EXAUSTÃO!

Tinha cogitado “Dedicação”, mas “Exaustão” é mais representativa / significativa de meu 2019.


(Ipanema, 20191204)

domingo, 3 de novembro de 2019

Studying the Higgs boson and beyond


Meu Querido Primo João deixou este Plano de Existência em 14 de setembro de 2019, aos 52 anos.

Como homenagem, seguem abaixo as últimas recomendações que ele me havia feito:
  • “The Singularity Trap”, de Dennis E. Taylor (o Autor da trilogia “Bobiverse” que eu havia recomendado a ele) (thanks, Arcanjo!)
  • “The Big Sheep” de Robert Kroese (o Autor de "Mercury Falls")
  • “The Stars My Destination” de Alfred Bester
  • “Astrophysics for People in a Hurry” de Neil deGrasse Tyson (em especial o capítulo 12 “Reflections on the Cosmic Perspective”)
  • “The 7 Lessons of Highly Effective People: Powerful Lessons in Personal Change”, de Stephen R. Covey (“um livro pelo qual sentia o maior preconceito, mas que acabou me conquistando por ser sensato, alto astral e não-dogmático”)
  • Blog / Site: “Wait But Why”, de Tim Urban
  • agradeceu minha indicação de “How I ate my Father (The Evolution Man)”, de Roy Lewis (thanks, Mr. Martin!)

Uma enorme perda para a Família, uma colossal perda para a Humanidade.

Até breve, João!


(Cosme Velho, 20191014)

Show me the honey!

Elvira!

Da queridíssima Nadia N.E.W.S., de Jompa (*):

- “Todo mundo diz que eu sou FODA...
O problema é que não passa disto!”

(*) Nota – Os paraibanos que me perdoem, mas jamais chamarei JOão Pessoa de “Jampa”. Me parece uma adaptação preguiçosa e sem sentido de “Sampa”; não tem o menor cabimento a segunda letra ser um “a”!

Já “Jompa”, além de graciosa e charmosa, tem tudo a ver com o nome desta linda e deliciosa cidade onde vivi por cerca de 18 maravilhosos meses.

(Rinja, 20190825)

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Carro na frente dos Bois


Estávamos em uma mesa de Bar bebericando 'Vodka com' em calderetas, um cenário perfeito para a declaração que aquela Grande Apreciadora de Whishy me fez:

- “Deixei de tomar Gim porque a Ressaca começou a chegar antes do Pileque...”


(Pato com Laranja, 20190912)

domingo, 1 de setembro de 2019

A importância de se fazer a Pergunta certa


O Amigo FM comemora seu cinqüentenário oferecendo uma Recepção em um belíssimo Casarão no Campo Belo, São Paulo City.

Compareço exibindo meu mais recente adorno: uma pavorosa barba que completou 70 dias, e que já me valeu ser chamado de “Comunista”, “Profeta” e “Cotonete”; neste Evento incorporam “Guru” à paleta de opções.

Perto do final da Festa, a linda Esposa Uruguaya do Aniversariante comenta animada:
- “Sua barba está aprovadíssima! Ouvi cerca de 27 elogios a ela!”

Questiono:
- “Que ótimo! E quantos deles foram de Mulheres Descomprometidas?”

Ela murcha:
- “Nenhum...”

Estatísticas de nada valem se Você não souber interpretar os Dados adequadamente!


(Itaim Bibi, 20190831)

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Living in the Past



É risível – e não existe termo mais adequado – a arrogância que as Pessoas exibem quando se referem a procedimentos da Raçumana no Passado. “Antigamente era assim”, arrotam os soberbos com ares de superioridade evolutiva, sem no entanto levarem em consideração que para aqueles que vêm à frente, este Presente é o Passado; e mais, um Passado distante e muito ainda próximo da Era do Pau & Pedra Lascada.

Alguém tem alguma dúvida de que esta Atualidade será ridicularizado no Futuro? Alguém realmente acha que a Raçumana já desenvolveu a Vacina para a Gripe, por exemplo? Os vacinados desta 2ª década do Século XXI serão chamados de “cobaias” em um Futuro que nem é muito distante. O desprezo pelo Lixo, o Consumo desordenado, o Egoísmo inconseqüente. A atualidade é Primitiva: Valores, Processos e Visão.

"Capitão, o Senhor está me pedindo para
montar um circuito de memória mneumônica
usando pouco mais do que pau e pedra lascada!"
Ao invés de olhar o Passado com desdém, a Humanidade deveria olhar para o Futuro com Humildade. Comparemo-nos ao Futuro, e não ao Passado. Nivelar por cima, e não por baixo. Raise the bar. Aos olhos do Porvir, somos pouco mais do que Bárbaros.

E analisando franca e friamente, não é necessário avançar muito no Futuro para enxergar a fragilidade e inferioridade da contemporaneidade.


(Ipanema, South America 20190822 – lost & doomed in the beginning of the twentieth first century)

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Meu Primo João


Passo a Vida garimpando Inteligência, Cultura e Honra.


Meu Primo João tem a mesma dependência que Eu quanto a papel-toalha. Ele me ensinou seu método pessoal, que considerei irrepreensível: simplesmente carrega o rolo inteiro de papel-toalha pela casa, para onde quer que esteja, principalmente em refeições! De uma praticidade e clarividência ímpares; quando Você me vir carregando um rolo, já sabe quem estou reverenciando.

Certa vez conversava com Ele a respeito das dificuldades de escrever e tornar público aquilo que penso. Dependendo do Texto, uma ou outra Pessoa pode se sentir ofendida, magoada, melindrada. E com isto cresce imensamente a quantidade de Ensaios que escrevo e não posto. Chamo tais Textos de “Panda Unpublished”. Pois João me falou que um Escritor não pode se importar com a reação de quem quer que seja. Ele escreve o que sente, coloca sua Alma para fora; e quem não entender, não concordar, ou se sentir ofendido, que pare de lê-lo. Mas que não prive os muitos por causa de alguns poucos. Dar a Cara a tapa, se expor, e aturar as conseqüências; esta é a estrutura do Escritor. (Embora concorde plenamente com Ele, ainda não cheguei a este nível de Coragem; continuo me preocupando com as poucas Pessoas que ficarão desagradadas. Mas confio que um dia chegarei onde João idealiza.)

Ele jamais recomenda um Livro. Cada conversa significa a recomendação de dez ou doze, sobre os mais variados assuntos, complexos, profundos, esclarecedores e divertidos, sempre inteligentes, sempre instigantes, sempre descortinadores de horizontes. Leio em média 1 Livro por mês; creio que em toda a minha Vida não conseguirei chegar a ler sequer a metade dos Livros que Ele me sugeriu.

João é uma Pessoa Iluminada. Não vou me estender (e “estender” aqui é a Palavra perfeita) sobre suas conquistas acadêmicas, profissionais e pessoais. Apenas registro que se fosse estabelecer “notas” para Inteligência Abrangente + Cultura Útil, nunca conheci alguém que conseguiria uma Soma maior do que Ele.

I Love You, John!

Nós todos te amamos, João!

Todos que te conhecem te amam.


(Cosme Velho, 20190821; Happy Birthday Wanda GG!)

Atualizando a Expressão


Ex-Mulher de Amigo meu, pra mim é Ex-Homem!


(Ipanema, 201908201; 121 anos CRVG)

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Bonus Tracks



Brother Gloug – o Maior Fã dos ROLLING STONES ever, limítrofe, acima disto é Doença – tem uma opinião antológica sobre o famosérrimo álbum “Sticky Fingers” (1971):

- “O disco tem ‘Can’t You Hear Me Knocking’, e todo o resto são bonus tracks!”


(Degrau Leblon, 20190817)

A Safira de Bombaim



Influenciado por Brother Gloug, experimento um Gin com Citrus Schweppes.

Um único copo é suficiente para me transtornar o Cérebro, o que me lembra a letra de “You” do disco “Face Dances” (1981) (tem a fenomenal “You Better You Bet”) do THE WHO:

“One look, and I’m hooked...”


(Degrau Leblon, 20180817)

Cinderella Search


Sem questionar o Prêmio Nobel de Literatura concedido a Robert Zimmerman – nunca fui Fã do Cabra, e portanto não conheço suas Lyrics – sempre tive queda por Músicas que falassem de Dores de Cotovelo terminais, Corações Partidos, Sofrimentos abissais por Amores não correspondidos, Fim do Mundo por causa de alguém que não quis.

RIC OCASEK (via THE CARS) e SHAKIRA, por exemplo, foram grandes expoentes deste tipo de lamentação pública.

Quantas milhares de vezes ouvi “Lost & Found” do GOLDEN EARRING ("Cut", 1984) por pura Deprê de abandono? (embora dor de cotovelo não seja especialidade dos holandeses):

“I am not an object
Somethin' you throw away
I am no piece of junk
That's been left on a stationary train
Won’t you get a message
To the one who's gonna set me free
Tell her to hurry, tell her to recognize me
'Cause I'm beginning to believe
That forever I'll live on a shelf
Of the lost & found
Between a cane and an umbrella
A wallet and a chain of keys (...)”

"We are all FUGAZI!"
Mas imho, o melhor Letrista da História, o mais complexo, o de mais brilhantes construções, melhores interpretações, maior genialidade no uso de construções, é disparado Derek William Dick, a.k.a. FISH, o eterno Vocalista do MARILLION. As letras do Disco “Fugazi” (1984) são as mais complexas de todos os tempos, e quem souber cantá-las de cor merece proficiência automática na Língua Inglesa.

Apresento abaixo alguns extratos da Letra de “Cinderella Search”, que não foi lançada em nenhum Disco oficial da Banda. Escolhi estes trechos não em função da complexidade presente em outras canções, mas pela forma que aborda meu assunto preferido:

“(...)
in a marquee of promises,  I touched a dream, I held a dream, I had a dream / to end the Cinderella search
(...)
maybe it was infatuation or just the thrill of the chase
maybe you were always beyond my reach, and my heart was playing safe
Was it love in your eyes I saw, or just the reflection of mine?
I'll never really know for sure, you never really gave me time (...)”

E a Música termina com o massacre final definitivo sendo repetido diversas vezes:
“Welcome back to the Circus!”

Ouça “Cinderella Search”.

Ouça “Fugazi”.

E ouça “Lost & Found”!


(Ipanema, 20190818)

O Isqueiro Russo


Quando fui ao Polo Norte, visitei Longyearbyen na Ilha de Svalbard.

No dia 06 de fevereiro de 2013 fiz um longo Safari de 9 horas em Snowmobile, rodando mais de 100km. Almocei na cidade russa de Barentsburg, cuja austeridade exterior refletia e ressaltava o frio intenso da região, chegando a nos fazer imaginar a Sibéria!

Lá tomei Vodka (é claro) e visitei a Lojinha de Souvenirs (é claro!!!).

Comprei um belo isqueiro russo, que recentemente deixou de funcionar.

Levei-o então a um especialista na Rua da Quitanda (Centro – RJ), a quem contei esta história.

Ele examinou o Isqueiro e sentenciou:

- “Você comprou o isqueiro na Rússia... mas ele é chinês!”


(Nota: maiores detalhes a respeito deste dia na Postagem "Snowmobile em Svalbard" http://www.umpandaemsaturno.com/2013/02/snowmobile-em-svalbard.html)


(FGV-SP, 20190805)

Matéria Prima


A Vida é feita de pequenas Vitórias e grandes Derrotas.


(Via Dutra, 20190721)

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Dedicação


Dedicação é (por exemplo)

deixar crescer uma barba horrorosa / (pavorosa)

que te deixa com uma Cara pavorosa / (horrorosa)

só porque Você não tem Tempo

para nenhuma Outra Coisa mais.


(Ipanema, 20190812)

Cardápios


Era a primeira vez que saíam juntos sozinhos, era a primeira vez em muito tempo que Ele convidava uma Mulher para Jantar. Mas longe de deixá-lo nervoso, isto o fazia eufórico.

Em determinado momento, em uma completa surpresa até para Ele mesmo, regurgitou:

- “Olha... vou te contar como Eu funciono, para Você não perder tempo (“e nem Eu”, mas isto Ele não disse).
Existem alguns caminhos distintos mas não são muitos:
- Só sei me envolver se for me apaixonando. Não sei ser “one-night-stand”; não dá tempo para mim. Ou tem meu Coração, ou não tem Eu;
- Ou talvez a Pessoa não queira nada mais “denso” comigo, queira apenas ser Amiga, trocar idéias, observações, filosofias & venenos, topo, estou precisando, adoro conversar, e tenho tido tão poucas oportunidades. E quem não quer ser Amigo de um Mulher tão Bonita?
- Talvez Você venha a se interessar em me ensinar a ser um Ser diferente deste Covarde atual que só sabe se apaixonar? Ensinar a me envolver sem me envolver? Ser a Professora de um Modelo (novo para mim) de  Relação menos... comprometida? Eu adoraria ser seu Aluno particular, topo se Você topar!
- Ou finalmente talvez Você não queira saber de olhar para a minha Cara nunca mais, jamais vou entender o porquê, mas isto acontece, então, bem, well, Você escolhe, quando quiser, e pode mudar de idéia, afinal é a Mulher quem decide mesmo.”

Ela ficou olhando-o, sentiu vontade de fumar, bebeu dois goles da Champanhe, sempre contemplando seus Olhos, e então falou:
- “Olha, vou te contar como Eu funciono...”


(Ipanema, 20190812)

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Quando 2 Rodas atrapalham 2 Rodas


Vejo acontecer com Bicicletas e Patinetes o mesmo que já vem ocorrendo há décadas com Motocicletas.

Comprei minha primeira Moto em 1982, alguns meses antes de completar 26 anos. Não fui um “early arrival”, mas àquela época a participação de Motocicletas no dia-a-dia era muitíssimo inferior à atual. Um Motociclista era então quase uma exceção, e vem desta época o hábito (quase esquecido atualmente) de nos cumprimentarmos quando parados em sinais de trânsito.

Entre os muitos problemas que os motociclistas sempre enfrentaram, veio uma má fama causada por maus motociclistas. Gente que subia nas calçadas, avançava os sinais, buzinava esganiçadamente, forçava a barra, colocava em risco os pedestres, automóveis e até os próprios colegas motociclistas. Isto existe até hoje, é claro.

Sempre fui avesso a “sentimentos de classe” do tipo defender outro motociclista só porque “é da panelinha”. Jamais! Deve-se defender quem está com a razão, esteja ela de que lado estiver. Maus motociclistas que causam acidentes são responsáveis por má fama e má vontade dos demais condutores quanto a nosso meio (livre) de locomoção. Um motociclista que faz cagada deve ser criticado e repreendido, e não defendido a qualquer custo. Ele está comprometendo “a Classe”!

Passaram-se os anos e veio então a onda das Bicicletas. Já fui atropelado 5 vezes por elas: duas na calçada, duas em faixa de pedestres estando o Sinal aberto para mim, e uma na contramão. Ouvi o imbecilérrimo argumento: “sorte sua que não era um carro”. Não é Sorte, não; se fosse um Carro, eu simplesmente não teria sido atropelado. Como jamais fui.

Surgem então as Patinetes, ameaçadora e covardemente enxotando Pedestres para fora de suas calçadas.

Este texto seria então um libelo contra Bicicletas & Patinetes? Absolutamente NÃO!!! O problema não são Bicicletas e Patinetes (e nem Motos), mas sim os MAUS ciclistas, os MAUS patinetistas, os MAUS motociclistas. São eles que levam má fama a todos os BONS usuários; são eles os camarões podres que estragam uma panela inteira de bons camarões.

Minha sugestão – e isto vale para todos, também para torcedores do seu Time que causam transtorno e arruaça, para pessoas de seu País que fazem baderna e sujam sua nacionalidade no exterior, para maus condutores de quaisquer veículos – é portanto: não acoberte o mau comportamento só porque ele é da sua tchurma. Critique-o, condene-o, eduque-o, civilize-o.

Se alguém usar uma Chave de Fenda para matar outra Pessoa, isto não torna as Chaves de Fenda instrumentos do mal.

Nem as Bicicletas, nem as Patinetes.

E nem as Motocicletas.


(Ipanema, 20190806)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Significado de Nome


"Este é Você", disse Ela ao me entregar o Quadro

A melhor observação a respeito de meu Nome foi feita pela Arquiteta Pintora Dançarina (entre outras coisas) que tive a Honra de ter como Companheira do primeiro ao último ano da Década de 90:

- “Seu nome tem o Mar, e tem o Cio.”


(Ipanema, 20190801)