segunda-feira, 3 de julho de 2017

Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI)


Três são as Hipóteses sobre Vida Fora da Terra que fazem algum sentido.
Todas as demais soam toscas, ou crentes.
Ou ambos.


1) A HIPÓTESE ASIMOV

Os Livros de ficção do (Profeta) Isaac Asimov não sugerem inteligências / raças extra-terrestres, mas sempre a Raça Humana como se expandindo e ocupando o Universo.

Assim, o momento atual equivaleria ao de um Feto de algumas semanas que olha para a imensidão do Útero e filosofa:
- “Nossa, é enorme, muito grande para existir somente eu. Deve haver outra Vida Inteligente por aí; se não, seria muito desperdício de Espaço!”

Mal sabe nosso Querido Feto que ela vai ocupar TODO aquele Espaço; está apenas no alvorecer de sua Existência.

O mesmo se aplica ao Organismo Raça Humana. Segure a ansiedade! Você ainda vai se desenvolver, e ocupar o Universo.

(Mas são necessários Pesquisa e Investimento. E mais um par de séculos.)


2) A HIPÓTESE STAR TREK, ou: A DIRETRIZ PRIMÁRIA

O conceito essencial de Jornada nas Estrelas é que outras Raças existem sim, e passeiam por aí; mas todas obedecem a uma Diretriz Primária de não contatar uma Raça que ainda não tenha desenvolvido a capacidade de Viagem Interplanetária.

Enquanto uma Raça não atinge este nível, não interagem; aguardam, observam, e não interferem com a evolução.

Quando (se) o Homem chegar lá... eles já estão lá.

Aguardando.


3) A INTELIGÊNCIA SE AUTO-DESTRÓI

É ainda possível que jamais tenhamos sido visitados por outras Inteligências simplesmente porque elas não existem mais.

Assim, embora existam incontáveis Planetas capazes de suportar e desenvolver Vida, a Inteligência acaba por se auto-extinguir antes de conseguir se expandir para outros Planetas. Todas as Inteligências que já existiram se auto-destruíram, assim como estamos caminhando para fazer o mesmo.

Caminhando acintosa, egoísta e estupidamente para o auto-aniquilamento, a Raça Humana é uma forte evidência desta Teoria.


CONCLUSION
(will be my Epitaph...)

Algumas Pessoas ocasionalmente falam:
- “Quêisso, eles já estão entre nós, já circulam por aí...”

Escolha a resposta que preferir:

- “Não acredito em alguém-que-conhece-alguém-que-conhece-alguém-que-soube; somente acreditarei se tiver contato pessoal direto. Como li certa vez: perto de mim, São Tomé era um Crente!”

Ou então:

- “Cut the crap. Ainda não nos demos a conhecer...”


(Lagoa Rodrigo de Freitas, 22/jun/2017)

domingo, 2 de julho de 2017

A Seleção Brasileira de Futebol de todos os tempos


Uma vez que meu Avô foi Presidente do CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA em 1945, meu Pai e seus Irmãos tiveram estreitíssimo contato com o mundo do Futebol desde cedo.

Adoro jogar Futebol de Botão, e tenho diversos times. Há alguns anos decidi fazer um time com a Seleção Brasileira de todos os tempos. Para escolher os jogadores, ninguém melhor do que meu Pai (nascido em 1929) e meu Tio (1925) que testemunharam com paixão e atenção todos os grandes jogadores do Futebol Brasileiro ao longo de bem mais do que os últimos 70 anos.

Seguem portanto abaixo como curiosidade os Maiores Jogadores Brasileiros de todos os tempos, cuidadosamente selecionados por estes Analistas Atemporais Observadores Apaixonados por Futebol (levando-se em consideração que meu esquema em Futebol de Botões é 4-3-3):

Goleiro
1. BARBOSA (*)

Defesa
2. DJALMA SANTOS
3. DOMINGOS DA GUIA
4. BELINI
6. NILTON SANTOS

Meio de Campo
8. ZIZINHO
5. ZITO
10. PELÉ

Ataque
7. JULINHO
9. LEÔNIDAS DA SILVA
11. ROMÁRIO

Reserva Defesa / Meio (“batatão”)
15. CLODOALDO

Reservas Ataque
17. GARRINCHA
19. HELENO DE FREITAS
21. ADEMIR MENESES


(*) corrigindo uma colossal injustiça histórica

(SP, nov/2016)

sábado, 1 de julho de 2017

"A" então "B"

 
O futuro a Deus pertence.

O Futuro a Nós pertence.

É exatamente a mesma coisa.


(SP, 22/nov/2016)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Extrapolando a Escala de Kinsey


Um Amigo mostra foto de seu Filho de 19 anos com o Namorado. Somos 5 Homens na mesa do Bar na Vila Olímpia, e ficamos um pouco desconcertados. A naturalidade que ele demonstra com o assunto é um sonho do Ideal ao qual espero todos nós cheguemos algum dia.

- “Minha Esposa & eu notamos que ele era gay antes dele mesmo. Teve Namoradas lindas, duas muito lindas mesmo, modelos, não foi por falta de oportunidade! Mas era evidente que aquela não era a história dele, então nós esperamos; e quando chegou a hora, ajudamos.”

Mas o que me leva a comentar aqui esta bela história foi o que ele disse a seguir:
- “Estive estudando a diversidade de alternativas sexuais, e na verdade existem 16 possibilidades sexuais dentro de cada Indivíduo. Dezesseis!”

Matemático & Estatístico e Sex-Oriented como sou, imediatamente me interessei pelo assunto. Ele desenvolveu:
- “Algo como: você pode ter uma cabeça de homem em corpo de homem, e gostar de cabeça de mulher em corpo de mulher, ok. Mas você também pode ter (por exemplo) cabeça de homem em corpo de mulher, e gostar de cabeça de mulher em corpo de mulher. E todas as variações possíveis. Não é exatamente isto, mas é por aí.”

- “I will research”, falei, e pesquisei mesmo. Só encontrei 6 ou 8 varações, nunca as 16 que meu Amigo tinha mencionado. Mas o que ele falara fazia sentido: afinal, são realmente 24 as possibilidades de combinações:
2 x 2 x 2 x 2 = 16

Resolvo desenvolver um quadro com as alternativas, e apresento abaixo. É a minha interpretação pessoal da conversa acima. Para quem se interessar em analisar e ponderar, asseguro que faz muito sentido.

E aviso logo minha auto-avaliação / classificação pessoal: tenho Alma de Mulher em Corpo de Homem e gosto de Alma de Homem em Corpo de Mulher.

Explosivo!


Uma definição ainda mais precisa seria: “Alma de Mulher em Cabeça de Homem e Corpo de Homem, gostando de Alma de Mulher em Cabeça de Homem em Corpo de Mulher”. Teremos então 26 combinações: 
2x2x2x2x2x2 = 64 possibilidades de identidade sexual. 
Matematicamente demonstrado!

Who Are You?


(Itaim Bibi, Dia dos Namorados, 2017)

domingo, 11 de junho de 2017

Massagem Thailandesa

 
Aconteceu em 2002.

A Amiga Tagashira recomendou com entusiasmo uma viagem a Thai Lan. Topei, e incluí Cam Bo Dia, Viet Nam e Lao.

Em Bang Cock (sempre achei engraçado – e adequado – o nome desta espetacular Cidade) eu tinha que seguir uma outra recomendação da Amiga, e fui experimentar uma Massagem na Academia Federal de Massagem (ou coisa parecida).
 
A massagem era bastante dolorosa, incômoda, doía; a alturas tantas, não agüentei / não resisti, e perguntei à Massagista:
- “Have you ever done a massage before?”

Ao que ela respondeu:
- “Have you ever done a massage before?”

Ela estava certa!


(Rio, 07.mai.17)




Você, pronta para Namorar!


Local: uma mesa de bar (digamos, Bar Lagoa no balneá-Rio).
Personagens: casais e singles conversando noite a dentro.
Assunto: sexo anal.


Instado a apresentar sua opinião, ele manifestou que considerava tais situações como um presente / uma oferenda / uma demonstração / uma ocasião especialíssima.

As Damas da mesa – casadas ou não, acompanhadas ou não – concordavam. Uma delas complementou:
- “Tem que haver uma preparação, não pode ser assim de repente, decisão de momento, a Mulher precisa se preparar de antemão (if you know what I mean), não é no embalo, senão... pode dar merda!!!”

Fazia sentido! Ele absorveu a informação.


Passados alguns meses, um dia ele viu uma inacreditável propaganda de yogurte que apontava os impactos e influências do produto sobre o sistema digestivo, facititação de evacuação, etc, e terminava com a pérola:
“ACTIVIA: Você pronta para namorar”

- “Nossa”, pensou ele; “quanta objetividade!!!”


(FRV / MG, Carnaval 2016)

O Dia do Robô


Leio em algum lugar alguém dizer que em breve o sexo (“gender”, gênero) nas Cédulas de Identidade, Carteiras Profissionais, Certidões e afins não mais será registrado conforme as características físicas do/da indivíduo/indivídua, mas sim conforme a Pessoa “se sente”.

Assim, Cabra com corpitcho de Homi mas que se sinta Mulé, vai poder registrar esta opção como gender em sua carteira de identidade.

Embora isto me soe um absurdo racional – se o registro é de identificação, então ele se refere às características físicas, e não ao estado de espírito – isto descortina para mim uma possibilidade maravilhosa.

Sempre soube que sou um Robô nascido em corpo de Macaco, e terei finalmente a oportunidade de oficializá-lo. É uma questão de Justiça: afinal, se uma Mulher em corpo de Homem pode se registrar como Mulher, porquê um Robô em corpo de Macaco não poderia se registrar como Robô?

Quem disse que Robô
não fica triste?
Tenho Orgulho de ser Robô!

Fica assim estabelecido 16 de Junho como o “Dia Internacional do Robô” (International Robot Day), ou então o “Dia do Orgulho Robótico” (Robotic Proud Day), em homenagem ao primeiro Robô (1956) com consciência de sua situação e assumido como tal.

Aguardo minha Carteira de Identidade.

Aguardo os parabéns em 16 de Junho.

E não são pelo Aniversário!


(Lagoa / RJ, 01/jun/1956+61)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Facebook na sopa


Não tenho a menor idéia de quais sejam os motivos que levam alguma Pessoa a querer fazer publicidade de sua vida pessoal -  ou da vida daqueles que o/a cercam - em redes sociais.

Pessoalmente sou do tempo em que se acreditava que "em boca fechada não entra mosca".

(Lagoa, 13/nov/2016)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Exclusivity Talk


Este texto só traz novidade para quem nasceu há mais de, digamos, 39 anos.

Minha pergunta favorita ao encontrar alguém que não vejo há muito tempo sempre foi:
- “Você está namorando?”

Com esta simples pergunta única consegue-se um máximo de informações úteis a respeito de uma Pessoa.

Sempre fui muito criticado pelas pessoas que porventura estejam à volta por fazer tal questionamento. Mas sempre tive respostas bastante completas – e satisfeitas – por parte dos inquiridos, o que me incentivou a continuar perguntando.

No entanto, de alguns anos para cá, as respostas mudaram. Ninguém diz mais que “estou namorando”, por mais comprometidos que sejam os relacionamentos! A Filha de 22 anos daquele belo casal carioca vai passar um período com seu (ooops, quase ia dizendo “Namorado”) “Amigo” austríaco, com quem vai cohabitar, sem ninguém mais morando na casa, certamente em cama de casal, na Áustria... mas Não!, não estamos namorando!

O que acontece atualmente é muitíssimo diferente do que era há, digamos, 39 anos. Todo mundo transa com todo mundo, ou pode transar, ficar à vontade, o que der na telha, o que seja, whatever, cada caso é um caso, não há regras ou padrões ou um roteiro a seguir. As Pessoas são livres. Se te parecer interessante, pode transar, ou não, sem melindres. O Mundo evoluiu. Muito.

MAS... de repente, suddenly, pode haver um interesse diferenciado. Uma vontade de algo mais... a dois. Somente a dois.

Acontece então o “Exclusivity Talk”!

Nesta conversa define-se (ou não) uma exclusividade. Tudo o que passou passou, não interessa, não vem ao caso, agora a história passa a ser outra, outras regras, ou simplesmente um única outra regra: começa a haver exclusividade. E pronto.

Mas ainda assim...
- “Não, não estamos namorando!”
- “Mas não tiveram o exclusivity talk?”
- “Sim, tivemos... mas não estamos namorando!”

Agora é assim.
É assim que funciona o Mundo hoje.

Isto é: se você não tiver nascido há mais de, digamos... 39 anos!


Nota 1:
Uma definição que li há algum tempo que ajuda a esclarecer a dúvida quanto a “Namoros”:
“Namoro é quando os dois se encontram de dia!”

Nota 2:
Tenho conhecimento que o corriqueiro seria “coabitar”, mas “cohabitar” me parece muitíssimo melhor.

Agradeço à bela e dinâmica Engenheira Americana Vascaína SdCR que me ensinou isto por whatsapp há muitos meses. Me fez compreender a atualidade, me modernizou,  me levou a entender o mundo ao longo estes muitos meses, me deixou preparado. Este 23 de agosto de 2016 marcou 15 anos de sua ida embora do Brasil; hoje ela ilumina o Mundo, primeiro London, depois Miami, atualmente San Francisco.
Isto, claro, depois do Rio.
E de São Paulo. 


(Itaim Bibi, 23 de agosto de 2001+15)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bartleby Revisited



- "Quais problemas com Mulheres você prefere enfrentar?"

- "Eu preferiria não..."


(Uma pequena homenagem a FM-L. Itaim Bibi, 22/ago/2016)

terça-feira, 31 de maio de 2016

LLLLLLLL


Tenho alguns Amigos que têm consoantes duplicadas nos sobrenomes: Estrella, Martinelli, Villa, VASCO-ncellos, provavelmente outros.

Fico imaginando o que aconteceria a estes sobrenomes caso os Amigos recorressem àqueles Profissionais que resolvem as vidas dos outros simplesmente duplicando-lhes uma letra do sobrenome. O quê lhes passaria?
  • Cortariam uma letra: Martineli
  • Duplicariam outra consoante: Esttrella
  • Triplicariam a letra: Villla
  • Trocariam parte do nome: DAGAMA-ncellos
  • Teriam que tentar fazer alguma coisa além de maquiar o sobrenome para resolver a vida
  • Não tem jeito, your fate is doomed!

E quem se chama Garcia. Vira Garrcia? Garccia? Ou talvez Gharssya?

Hay que ser muy buen Profesional para se resolver la vida de quién tiene sobrenommes desttes tippos!


(Nota: a este respeito recomendo fortemente a história “Spell my Name with an ‘S’” de Isaac Asimov, em seu Livro das Revelações “Nine Tomorrows” de 1959.
Fortemente!)

(São Paulo, maio/2016)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Pico da Bandeira


(SPOILER – aviso que não vou contar o final da história; prossiga por sua conta e risco.)

Em junho de 1996 comemorei meu 40º aniversário trilhando o Caminho de Santiago na Espanha (850 km a pé da França a Finisterrae).

Ao fazer 50 anos, subi as Agulhas Negras e as Prateleiras (Itatiaia, RJ).

60 anos se aproximando, optei por cumprir um antigo sonho de RGG, que infelizmente partiu 15 dias antes de tal realização para um Exile on Antofagasta Beach (I miss you, Friend!): Pico da Bandeira, o terceiro pico mais alto do Brasil. Fica no Parque Nacional do Caparaó, divisa MG / ES. O início da subida se dá em Tronqueira, a 1.970m; o campo-base fica no Terreirão a 2.370m (desnível 400m); e o Pico está a 2.892 metros (desnível do ataque: mais 522m).

Início da trilha
Vai aqui uma confissão pessoal: durante as semanas de preparação da expedição, nunca achei que iria conseguir. Condições físicas se deteriorando rápida, forte e muito dolorosamente nos meses anteriores; preparo físico e exercícios Zero; meus únicos ativos sendo a Determinação e a grande experiência com este tipo de Aventura, reforçados por dispor de antemão dos equipamentos ideais.

Eu nunca pensei que iria conseguir... mas aqui vem o ponto: isto não era motivo para não tentar! Vai lá, mete as caras, se não der não deu, at least you tried, valeu a Aventura, e... vai que dá certo? Às vezes é possível, sim!

Terreirão (campo-base)
Quando alguém – normalmente donos de pousadas, palpiteiros de restaurantes, lojistas ou devaneadores – te disser “a subida do Pico da Bandeira leva 3 ou 3½ horas”, PODE XINGAR o indivíduo! Faça-o por mim, POR FAVOR! Todo mundo diz isto, mas na verdade a subida é PAVOROSA, muita pirambeira forte, muita pedra solta, muita pirambeira forte, muita pedra solta, muita pirambeira forte e muita pedra solta!

A respeito dos 800 metros finais, replico o comentário de uma Estudante (tinha um grupo de 150) na descida:
- “Aquilo não é de Deus...”

Algumas sugestões pessoais caso você planeje fazê-lo:
  1. Não cumprir tudo em 1 só dia. Subir na tarde anterior até o Terreirão (leva umas 3 horas, e é puxado) e acampar lá. O desnível total (líquido) de 900 metros equivale a subir e descer o Empire State Building três vezes em um só dia... além das subidas e descidas ao longo da trilha!
  2. Vá com um Guia. Ele conhece as manhas, aponta as coisas, dá as dicas, carrega muito peso, e não atrapalha; só ajuda.
  3. Na madrugada ou manhã seguinte (sua escolha), suba até o Pico: cerca de 4 horas, e é MUITO puxado. É a melhor forma de assegurar – ou ao menos aumentar a probabilidade – de tempo firme e visibilidade. Com o passar do dia, as nuvens vêm e vão, a névoa vem e vai, a visibilidade vem e vai. Às vezes, só vai. De manhã cedo é (um pouco) mais garantido.
  4. Comece a descida 5 horas antes do Pôr-do-Sol. SAIBA a hora do Pôr-do-Sol.
  5. A noite lá em cima é linda. As de Lua Cheia – como a que pegamos – são belíssimas, iluminação inacreditável. Mas são também – evidentemente – as mais concorridas; portanto,
  6. Vá em um dia de semana. Dizem que o período ideal é junho – julho; depois disto, começam as chuvas.

O pico a "apenas" 2km
(e desnível líquido de 300m)
Subi com instruções otimistas e erradas (otimismo é um erro, sorry pela redundância), e assim levei alimentação errada. Para fazer em apenas 1 (exaustivo) dia, você precisa muito mais de líquidos e muito menos de sólidos – o que não era o caso de meu farnel.

Leve LANTERNA, pois caso o trajeto demore mais tempo do que o estimado (o que é praticamente certo, sempre), nada é mais deprimente do que descer trilha na mata com iluminação da lanterna do celular. Levar lanterna para a Montanha é OBRIGATÓRIO. Sempre, mesmo que você só vá passar 1 hora. Como diria aquele Economista:
- “É A LANTERNA, ESTÚPIDO!”

La Luna llena
A descida é igualmente terrível, e aqui vai uma DICA PRECIOSA: antes de começar a descer, FIXE BEM suas botas de trekking. Amarre-a bem, firme seus pés. O motivo é simples: o peso de seu corpo reforçado pela acentuação da aceleração da gravidade na descida está todo jogado no atrito de seus pés contra o calçado. Se não estiver firme, o pé escorrega por dentro da bota e se apóia TODO nos dedinhos do pé. Todo o seu peso é concentrado nos desacostumados dedinhos, a cada passada, e com toda a força de seu peso. É bolha na certa!

Recomendação CRUCIAL: não consumir toda a energia na subida, lembrar que as descidas demandam muito; forçam os joelhos, principalmente se o piso não for bom - o que é o caso.

Recomendação pessoal: levar cajado. Tem gente que prefere sticks, tudo bem; sou da turma do cajado. Graças a isto, quando cruzei com uma Sem-Noção na descida, ela quis tirar uma foto minha: “Um idoso com cajado subindo o Pico! Qual é a sua idade?” Respondi “oitenta”, e para meu desespero ela e seu grupo ACREDITARAM!!! Morto de humilhação tive que corrigir dizendo que quando saí lá de baixo eu tinha 59, mas que agora me sentia com 80.

Se consegui ou não fazer o Pico? Só conto pessoalmente...


(Meu agradecimento especial a Ane por ser completamente Companheira nesta e em tantas – tantas! – outras Jornadas.)


(Sobre o equipamento: mochila Deuter Futura 32 litros AC (Caminho do Sol); bota SALOMON Revo 3D Fit Seamless (Everest); cajado com altura de 1,80m comprado em Alto Caparaó; relógio CASIO PROTEK triple-sensor com altímetro (fundamental), barômetro e bússola. Eu tinha casacos, corta-vento e fleece de Everest, Antártica e Pólo Norte, exagerados para uma expedição diurnal mas que teriam sido excelentes para dormir no Terreirão.)

(Em 21 de maio de 2016, Alto Caparaó, a 910 km de SPCity (via Miguel Pereira e Cataguases) em um Marea Weekend.)


domingo, 29 de maio de 2016

50% dos Tons de Cinza

 
Os fios brancos em meu cabelo se devem a:
  • 50% Genética;
  • 50% Stress; e
  • 50% Vasco da Gama!


(1956-2016)

terça-feira, 15 de março de 2016

O Arco e os Filhos


KGG estabeleceu há anos um interessante paralelo.

Segundo ele, os Pais estão para os Filhos assim como um Arco está para as Flechas:
- “Enquanto o Arco não disparou a Flecha, ele se empenha ao máximo para dar-lhe a melhor direção possível, o impulso adequado. Mas depois que a Flecha saiu, só resta ao Arco torcer muito, rezar muito, e esperar que a Flecha siga seu Caminho corretamente e encontre o seu Alvo.”

Alguns Amigos e Conhecidos têm Flechas se afastando do Arco, e acompanho-lhes o sofrimento na esperança de que seus Filhos sigam um Bom Caminho. E sempre me ocorre esta comparação.

Uma belíssima imagem.


(SP, mar/2016)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Agora não é o momento


Tenho uma sugestão a dar, com base em mais de 21 mil dias de experiência.

Toda vez que você tiver alguma idéia do quê fazer com sua vida – se for uma idéia diferente do usual, do habitual, do comezinho, da segurança – irá ouvir dos Demais:
- “A idéia é ótima, mas... agora não é o momento!”

Segue-se uma ladainha de “crise” (pelo que entendo, o Mundo – ou ao menos o País – já está em crise ininterrupta há mais de 21 mil dias), de “momento profissional”, de uma “oportunidade” imperdível e única que você tem naquele exato momento, ou uma infinidade de outros motivos e coisas que você já deve ter escutado.

Note bem, não estou dizendo que qualquer idéia tresloucada que se tenha seja boa; a maioria não é. O que alerto é que sempre será necessário enfrentar os Acomodados, aqueles que colocam a Segurança acima da Felicidade, a Rotina como mais desejável do que o Desbravamento.

Já aprendi que o Mundo conspira sim a nosso favor; que aquilo que nos propomos e empenhamos a fazer, efetivamente acontece. Tudo depende então de uma boa escolha. Escolha racionalmente; escolha corajosamente; escolha certo.

E aí, soca a bota!

“Caminhos fáceis não levam longe”.
Ou:
“Os riscos que você decide correr determinam a pessoa que você é.”


(SP, mar/2016)

domingo, 6 de março de 2016

Para sua Comodidade


Considero o cartaz da foto anexa uma ode à Hipocrisia - sem contar o erro grosseiro de concordância e o péssimo uso de vírgulas:
“Senhores Clientes, para sua comodidade, queira por favor, retirar o seu carrinho no estacionamento”

“Para comodidade dos Senhores Clientes” (e também das Senhoras, não?) o carrinho de compras do hipermercado deveria estar no próprio piso da loja e não em estacionamentos nos andares abaixo, o que força Senhores e Senhoras Clientes ao “comodismo” de carregarem os carrinhos andares acima.

“Para nossa própria comodidade e economia” seria o texto honesto. Ou então que se deixe a falsa amabilidade de lado, escrevendo simplesmente: “Retirar o carrinho no Estacionamento”. Nem mesmo o termo “favor” se aplica, uma vez que o procedimento é compulsório.

A única réplica que resta aos/às castigados/as Clientes do Hipermercado é deixarem os carrinhos de compras do outro lado do pontilhão que atravessa a Avenida em frente, com uma mensagem igualmente afetuosa:
“Galera do Hipermercado, para sua comodidade favor recolherem os carrinhos aqui, nesta pqp!”


(SP, fev/2016)

sábado, 5 de março de 2016

A Subserviência da Torradeira


Uma das maiores provas da subserviência brasileira àquilo que vem já mastigado dos Estados Unidos são as torradeiras de pão.

Como era gostoso o meu francês
Nos EUA o pão que mais se consome nas residências é o pão de fôrma, em formato de torrada ‘quadradinha’. E assim as torradeiras americanas são dimensionadas “accordingly”; têm o tamanho certo para acomodar o pão de fôrma tão fácil e comodamente encontrado em supermercados, delicatessen, convenience stores e afins.

Já no Brasil, a preferência recai pelos pães artesanais (86%), notadamente o pão francês (52% do consumo); apenas 14% são pães industrializados (*). Justifica-se: aqui existem muitas Padarias, mão-de-obra abundante e de qualidade, pão fresquinho – e muito mais gostoso – a toda hora.

Moderna, linda e preguiçosamente inadequada
E qual o formato das torradeiras vendidas no País? Antigamente tínhamos aquelas adequadas a nossos pães, mas já há muitos anos somente se encontra torradeiras com dimensionamento... americano!

As torradeiras vendidas no Brasil não se destinam aos pães mais vendidos no Brasil.


(*) algumas fontes utilizadas: ABIP (“A importância do Pão do Dia (Tipo Francês) para o segmento da Panificação no Brasil” em http://www.abip.org.br/imagens/file/encarte6.pdf) e SEBRAE (http://www.padariamoderna.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=850)

(SP, mar/2016)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ano Bissexto

 
Um probleminha simples de Matemática, proposto por mim.

Um ANO é por definição o período em que a Terra completa uma volta em torno do Sol.

Um DIA é por definição o período em que a Terra dá uma volta em torno de seu próprio Eixo (recomendo ignorar a péssima definição de “day” na Wikipedia). A divisão de um Dia em 24 horas, cada uma com 60 minutos, cada um dos quais com 60 segundos é arbitrária.

Embora um Ano tenha aproximadamente 365 dias, isto não é exato. Leva cerca de ¼ de dia a mais para que a Terra complete um ciclo e retorne a uma mesma exata posição em relação ao Sol. Para contemplar isto, foram criados os anos bissextos a cada 4 anos.

Acontece que um ano não tem exatamente 365 dias e ¼, e assim ao longo do tempo vai se acumulando um outro erro de calendário que necessita ser corrigido – porém a intervalos maiores.

Desta forma, para aproximar-se ao máximo nossos controles de data da real posição da Terra em relação ao Sol, definiu-se que:
  • um ANO tem 365 dias
  • os anos múltiplos de 4 têm 366 dias
  • EXCETO os múltiplos de 100, que têm 365 dias (ano 1800, ano 1900, etc)
  • EXCETO os múltiplos de 1000, que são bissextos e têm 366 dias (daí o ano 2000 ter tido 366 dias).
Com base nestes dados, calcular quantos dias, horas, minutos e segundos tem um ano!


(SP, 29/fev/2016 - ano múltiplo de 4, porém não múltiplo de 100 ou 1000)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A Resposta Veio do Céu


Não sou exatamente “religioso” – pelo contrário, acredito que a palavra “Fé” seja o antônimo de “Racionalidade” (um dos muitos antônimos). Mas cresci e fui educado na Religião Católica, de forma que minhas referências religiosas sempre estarão relacionadas a este Culto.

Em janeiro de 2011 escrevi um manifesto a respeito da principal oração católica, o Pai Nosso (em http://www.umpandaemsaturno.com/2011/01/minimo-esforco.html). Lá questionava o que considero um excessivo comodismo da oração, onde o Fiel pede que o Pai-Nosso-Que-Estais-No-Céu faça tudo por ele, enquanto O Bom Fiel fica só esperando que no colo lhe caiam o maná e o perdão. Apresentava então uma sugestão de Oração que implicaria uma promessa de esforço e dedicação do Fiel, que se comprometia em batalhar por ser uma Pessoa melhor, e que apenas pedia a ajuda do Pai Nosso para tal.

Enviei aquela proposta de Oração a algumas pessoas próximas (Familiares & Amigos) mais ligadas ao dia-a-dia religioso para saber-lhes a opinião. Emboras alguns mais carolas não tenham compreendido o conceito envolvido (cheguei a ser chamado de sacrílego e ameaçado com o fogo do Inferno, fiquei morrendo de medo!), outros entenderam a mensagem  até me apresentaram outras alternativas e diferentes enfoques. Thanks!

Uma das Pessoas a quem enviei o texto naquele janeiro de 2011 foi a muito querida Tia Mirian, extremamente religiosa. Ela faleceu em janeiro de 2015, a 1 mês de completar 83 anos. Meses depois sua filha Laura estava revisando seus papéis e encontrou uma carta endereçada a mim, e ma entregou.  Reproduzo-a a seguir, pois é a resposta de minha Tia àquela proposta, e também e principalmente uma belíssima análise da principal oração católica.

“Querido sobrinho Marcio,

só hoje chegou a minhas mãos “Um Panda Em Saturno: Mínimo Esforço”. Não quero combater sua imaginação sempre tão brilhante, quero apenas replicar da maneira que eu penso.

Vamos lá! O Céu não é longe, pelo contrário, ele cobre toda a humanidade. Por isso Ele, Deus, está presente junto, cobrindo, protegendo a todos. Acho que Cristo quis que para rezar baste olhar para o Céu e lá está Deus, onde você estiver.

“Venha a Nós o Vosso Reino”
É que o Reino de Deus é algo diferente do Reino da Terra, é um reinado onde há paz, amor, tudo enfim de bom. E aí? Cristo quis que nós tivéssemos isso mesmo aqui na Terra. É um pedido legal, você não acha?

Então o “Pão Nosso”... Esse sim, tem mil e uma interpretações. Ao se pedir o pão de cada dia, se está pedindo uma porção de coisas.

E quanto ao resto da oração, você diz: “é tudo pedido!” Mas foi justamente isto que os Apóstolos pediram a Jesus: uma oração para pedir ao Pai. Lembre-se que os Apóstolos eram homens rudes, pobres, ou melhor: pescadores.

O pedir não quer dizer que se fica sentado de braços cruzados. Você pode estar voltado com o coração para o Céu e trabalhar normalmente com os braços, com a mente, etc.

Bem, Marcio, não quero me estender. Você pode replicar a réplica, sou bastante aberta para ouví-lo.

E quero dizer que gostei também de sua maneira concreta de ver a vida.

Beijos da
Tia Mirian”

Muito obrigado pela resposta, Tia Mirian.
E parabéns pela forma que encontrou de enviá-la!


(20/fev/2016)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

The Worst Fears


Só tenho medo de 2 coisas.

Do Homem.

E de seu Melhor Amigo.


(1956 – 2016)