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terça-feira, 20 de maio de 2025

Chifre Quântico

 

O Corno de Schrödinger:

Você só está sendo traído/a se vir sua/seu Parceira/o transando com Outro/a/os/as com seus próprios OlhOs!





(Lagoa, 20250520)


terça-feira, 28 de maio de 2024

Atlas

Grande momento de Jennifer Lopez em “Atlas”!

 

Com 1h30’15” de Filme, após uma COLOSSAL explosão, Ela grita:

 

- “GOD, that was satisfying!!!”

 



(Lagoa, 20240528)


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Shake it up

 

(1981)

“Shake it up” the Song, e não apenas ela; the Album! (1981)

 

A abertura do Disco (na época eram Discos) é “Since You’re Gone”, não tem título de Música que seja mais a cara de Ric Ocasek; um lamento, coração rasgado, dor-de-cotovelo como tudo dele (e também Shakira nos good old times), preparação para “Shake it up... with all You’ve got!”

 

Recomendo ainda:

 

“Victim of Love” – falei que não tinha título de música mais ‘a cara do Ric Ocasek’, e veja o que surge: “Victim of Love”! O Cara era casado com Paulina Porizkova... (O Casal fez parte de uma Lista “The 5 Weirdest Couples” (de uma “Vogue” ou coisa que o valha) como um dos tais cinco casais; era disparadamente o melhor!)

 

Veja isto:

“She can take you / anywhere she wants to / She can show you things / that make you weak / She can make you think / that you’re the only one / She can steal your heart / with just one wink…”

 

e mais:

 

“She'll hold ya tight and she won't let go / She'll make it last and she'll make it slow / She’ll tell you things that you should not know / Cause you're the victim, the victim of lo-o-ove”

 

Com o balanço maravilhoso de THE CARS!

 

A hipnótica “A Dream Away” – e The Cars SABEM ser hipnóticos…

 

A entusiasmante “Think it over”, te deixa ofegante, vocals Benjamin Orr. Pode-se considerar a tradução que aqui ofereço: “Pense nisto”; encaixa no cantar da Música e no sentido da Letra.

 

“Cruiser”, também com Orr cantando, é pesada – e The Cars SABEM ser pesados...

 

Em resumo: sou suspeito para falar, pois THE CARS estão em meu Top 5 (além da Santíssima Trindade, o quinto membro é rotativo: tem épocas de RAMMSTEIN (um período, atualmente não ouço nada, abandonei completamente desde que ouvi o preguiçosérrimo e formulaico “Zeit”, o mais recente lançamento, blaaagh, Banda perdeu meu respeito, virou Circo (com Guitarras boníssimas, tenho que admitir), SHAKIRA (a primeira fase, digamos até “She Wolf”, o seguinte “Sale el Sol” já é exclusive), STRAWBS (pena que apenas 4 discos sejam bons, o problema é que são 4 Discos BONS DEMAIS, então Strawbs tem suas épocas de Top 5), ultimamente vinha sendo NIGHTWISH, creio que no momento a vaga esteja vaga, estou ouvindo Progressivos. Com isto praticamente enumerei meu Top 10, para completar dez Eu acrescentaria AEROSMITH e o LED ZEPPELIN (Nota: quem me conhece sabe que a Santíssima Trindade é GENESIS (com Gabriel), GOLDEN EARRING e MARILLION (com Fish))

 

Era para fazer apenas uma recomendação para algumas Músicas deste LP / CD / Álbum, mas o Vento sopra forte sobre os Nefelibatas...

 

 

(Lagoa, madrugada de 20240102)


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

The Printer Expert

 

Inquiro o Arcanjo (meu Consultor de T.I.) sobre problema inexplicável com Impressora (problema este que vim posteriormente a compreender).

 

Ele me explica que usa muito pouco Impressoras em Casa, e portanto não sabe falar a respeito:

- “Imprimo em Casa umas 3 ou 4 vezes por ano, então toda vez que vou imprimir compro uma Impressora nova; é o único jeito de não ter problemas com elas! E sai mais barato do que comprar Cartuchos novos para repor os que ressecaram.”

 

Simples!

 

Taí portanto uma Dica de solução para quem vive tendo problemas com Impressoras.

De minha parte não os tenho: aprendi que com Impressoras o negócio é usar muito, aquela estória do “quanto pior trata, melhor se comporta”.

 

 

(Lagoa, 20231231)


quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Rebel Moon

Adoro Cinema, adoro Filmes, adoro Séries, mas nunca fui muito ligado nos Diretores. Curti muito a fase Hitchcock do Brian de Palma, e também mais alguns óbvios, mas nada que me chamasse a atenção (acho Christopher Nolan um “poseur” que só impressiona a impressionáveis; “A Origem” é provavelmente o Filme com mais furos de Lógica de toda a História) (e é cultuado, por aí se pode ter uma idéia do nível com o qual temos que conviver...) (neste Blog tem Crítica das Falhas de Raciocínio do Filme).

 

Zack Snyder fez “SUCKER PUNCH”, o maravilhoso Sucker Punch (jamais vi - em canto algum! - a tradução correta / adequada para esta expressão: “Golpe Baixo”), nota 10 com muitos Louvores, história brilhante em 3 camadas geniais, Visual, Elenco, Música, Clima, Ambientes, Danças, Guerreiras, Trajes, Cabelos, Olhares, Roupas, Cenários, Iluminação, Slow Motion, Drama). A estória por trás da estória por trás da estória é absolutamente grandiosa! Evidentemente, um Filme com pouquíssimo reconhecimento.

 

Chega 22 de dezembro de 2023: o aguardadíssimo (por todos e por mim) “REBEL MOON”, na Netflix. Começo a assistir na madrugada do lançamento, e prossigo aqui e ali com meia hora cá, meia hora lá, visões e revisões sozinho ou com P&M, curtindo, viajando junto, a Crítica caindo de malho, foi bom porque me alertou quanto a coisas com as quais Eu poderia ter embirrado – como Eles todos embirraram – e curti o Filme como se deve: embarquei na Viagem de Snyder.

 

UM Filme de 2 horas, deliciou-me em uns 8 trechos de meia hora, idas e vindas, revisitadas ao Mundo de delírio por Ele criado.

 

E a Crítica destroçando. Segue então minha Réplica:

 

1) Inaceitável pedir / exigir “desenvolvimento (aprofundamento) de Personagem”.  O Personagem é aquilo e acabou, o resto não é necessário para o desenvolvimento da história, o que interessa é que o/a Personagem é AQUILO e pronto, nunca ninguém pediu desenvolvimento de personagem dos Príncipes Encantados, eles simplesmente aparecem, matam um Dragão (espécie em extinção, e que tem todo o direito de defender seu Tesouro) , e beijam a Mocinha (até mesmo se Ela estiver dormindo, será que pode?) (será que posso?) (creio que não) e os Príncipes são Personagens Clássicos sem precisarem de aprofundamento do caráter para identificação; é Príncipe e pronto! Assim como os Personagens de Rebel Moon são aquilo e pronto, é índio, é ninja, é mau, e pronto! Quer ver Filme do Bergman, está na Praia errada!

 

2) “O C.G.I. é evidente”. Sim, é evidentérrimo. É a marca do Snyder! Nunca ninguém reclamou de Picasso ou Van Gogh não terem paisagens que parecem reais. Tela verde como estilo para o Mundo pictórico! Não tenta fazer parecer Realismo, mas sim faz pinturas, combinações de cores, câmeras lentas para curtir a plasticidade dos momentos; não é só querer ação/ação/ação e pular os visuais; slow motion, vê se curte!

 

3) "Ah, é só montagem da Equipe", sim, é montagem da Equipe, este é o Plot, não reclama! E convenhamos: não é só a montagem da Equipe... (a mesma crítica poderia ser dita - e não foi - da Primeira Temporada de ONE PIECE: "é  montagem da Equipe...")

 

A meu ver nas Críticas sobrou muito “eu quero”, “eu queria”, “eu esperava” e faltou embarque, faltou desligar, viajar, se deixar levar. O Cara fez “Sucker Punch”, galera!!! “Rebel Moon” é distração na veia.

 

Talvez caberia um 4) Sofia Boutella é muito ruinzinha, aliás é péssima, sim; but who cares??? A Mulher é uma tremenda Dançarina, perfeita para coreografias de Luta. Pessoalmente detesto lutas, a parte que sempre me cansa é a porradaria no final de quase todos os Filmes, mas as Lutas de Snyder são como do Almodóvar (o precursor “Clockwork Orange” tinha uma outra proposta): plásticas, coreografadas, bonitas de ser ver. Em câmera lenta, sim; de outra forma, vira só Soco!

 

MINI-SPOILER, APENAS NESTA LINHA (não é muito grave, mas Você pode pular se ainda não viu): (PULE!) Aquele twist me pegou completamente, e também a meus Pais com quem estou assistindo (94 e 90 anos), me parece que engana todo mundo, ou estou enganado? Pegou Você?

 

O verdadeiro CRIME do Filme não foi comentado por ninguém: esconderam / camuflaram a maravilhosa JENA MALONE (“Sucker Punch”, entre outros; Ela tem o melhor strip-tease da história, dentro de um Elevador em “Jogos Vorazes: Em Chamas”) por trás daquela horripilante e sensacional Aranha! Passei meses sonhando em (re)ver Jena, sabendo que Ela estaria no Filme, passou o Filme inteiro e Ela não apareceu, imaginei será que apenas na 2ª Parte?, fui olhar os créditos no IMDb e lá estava: “Jena Malone – Harmada”, NÃO É POSSÍVEL, a Mulher-Aranha, esconderam a Jena Malone, virou Bruxa, mas que Crime!!! Enfim Jena aguardo-a no próximo Filme (são tão bissextos...)

 

OUTRO MINI-SPOILER: O Filme acaba, ou poderia acabar, 10 minutos antes. Tudo está resolvido, bem e feliz; e aí ressurge, recomeça, continua. Se estiver mostrando para alguém, Você tem a opção de interromper e falar: “Fim” quando o Jimmy aparecer, e a Pessoa vai acreditar, e não vai aguardar uma Parte 2 dentro de 4 meses. Opção.

 

Meus Votos de que os Críticos consigam revê-lo com OlhOs de curtição, de entrega, de viagem, e que venham a curtí-lo!

 

Em câmara lenta!





(Nota: conforme mencionado, a Postagem a respeito de “Inception” (link): UM PANDA EM SATURNO: Aviso: “Inception” (“A Origem”) é uma PORCARIA! )

 

(Lagoa madrugada de 20231228. Acompanhando o Mundo desmoronar, o meu Mundo, à minha volta, nada posso fazer, tornei-me o Observador que sempre estive destinado a ser, Passivo, inerte, intervenções mínimas para que ao menos as coisas a meu redor funcionem a partir de minimamente bem, ao menos o necessário para sobreviver, para montar o Teatro, de resto sou Passivo, OlhO sem interferir, não há como interferir com a Mediocridade, não há como competir, como tentar explicar, que raciocinem; só resta observar, Observador)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

DKR e Eu

 Nada – nada – nada – se parece mais com minha Vida atual do que a página 1 de Dark Knight Returns.

 




Fundindo o Motor para cruzar a Linha de Chegada, ainda que com o Carro em Chamas...

 

(Lagoa 20231201)


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Desafio a Lei da Gravidade

Descobri (“descobri” é modo de falar) algo que desafia a Lei da Gravidade:

a Água SOBE pelo guardanapo de papel!

 

Ela SOBE pela parede infiltrada.

 

Sobe sozinha, sem nenhuma ajuda. Ignora a Gravidade.

 

Talvez se Eu pesquisasse a respeito, poderia elucidar a dinâmica envolvida; a Mecânica dos Fluidos.

 

Mas prefiro ficar achando que it’s a kind of Magic.

 

Ou talvez manter a ilusão de que haja uma outra saída do Poço Gravitacional...


 

(Ipanema 20220219)

domingo, 6 de junho de 2021

The Prestige

"Você quer ver novamente no instante
em que acaba", pura verdade!

Marcou-me o Filme “O Grande Truque” (“The Prestige”, 2006) por algo que a princípio parece pequeno mas que é a essência do Filme (spoiler não-crucial a seguir).

 

Um dos Personagens secundários é um Mágico bastante gordo & corcunda, cuja pièce de résistance de seu Ato é um truque absolutamente impossível.

 

A alturas tantas, um outro Mágico (um dos Personagens centrais) entende que ele não é gordo nem corcunda, mas que passava a Vida inteira fingindo sê-lo apenas para durante seu Ato conseguir carregar para o centro do Palco um enorme objeto oculto em suas vestes sem que ninguém notasse.

 

- “Dedicação da Vida inteira a uma Causa”, concluía com Admiração o outro Mágico.

 

Esta é minha Resposta a quem pergunta “como estou”.

 

Dedicação da Vida inteira a uma Causa.

 

 

(Lagoa Rodrigo de Freitas, 06 de Junho de 1956 + 65)

sábado, 27 de março de 2021

The Last Blast of the Century

 

Se alguém tem alguma dúvida sobre o GOLDEN EARRING ser a maior Banda da História, recomendo que assista este Show, gravado no final de 1999. Na íntegra!

 

https://www.youtube.com/watch?v=GXmgLGHemR4


 



Credits: Recorded live in Beverwijk (26-11-1999), Wateringen (27-11-1999), Tilburg (09-12-1999), Volendam (11-12-1999) and Leiden (18-12-1999).


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Abre los Ojos

 

(Disclaimer: a divagação a seguir nada tem a ver com algum evento específico da Vida deste Autor. Não estou lamentando nada ou me arrependendo de nada; apenas devaneio a respeito de uma situação que não é corriqueira, mas que certamente acontece aqui & acolá na Vida de todos – e de como reagimos a ela.)

(Disclaimer 2: se Você não viu “Vanilla Sky”, sugiro que veja imediatamente e somente depois leia esta Crônica!)


(Disclaimer 3: a pavorosa formatação do texto é culpa desta @#$%&* nova versão do Blogger. Estou desenvolvendo a continuação deste Fórum em uma outra Plataforma.)

 

 

Acho maravilhosa a frase de David Aames no telhado nos momentos finais de “Abre los Ojos” (“Vanilla Sky”):

- “I lost you when I got in that car.”

(- “Perdi você no momento em que entrei naquele carro.”)

 

No momento em que David decide entrar no carro, não parecia que a coisa degringolaria daquela forma. É claro que não era exatamente a coisa ideal a se fazer, mas por outro lado não parecia existir a possibilidade de haver grande prejuízo. E David entrou no carro, e vem então a catástrofe que varre o Filme.

 

E é este o ponto.

 

Ao longo de nossas Vidas, quantas decisões tomamos pesando apenas o que se tem a ganhar e minimizando o que se tem a perder? Quantas vezes antes de tomar alguma Atitude Você se faz esta pergunta e compara: “o que tenho a ganhar, e o que tenho a perder?” É comum se considerar apenas o que se tem a ganhar.

 

Quantas vezes Você entra no carro?

 

Usualmente existe algo agradável a se ganhar a curto prazo versus algo colossal a se perder, porém com baixa possibilidade de acontecer. E vem então a “Decisão David Aames”: o ato inconseqüente que gera agrado imediato.

 

O problema é que se der errado, o prejuízo pode ser irreparável. Pouco a ganhar, muito a perder.

 

Pessoalmente tenho por princípio jogar na defesa. Opto por “Risco Zero”, ou ao menos por minimizá-lo (costumo brincar que no Rio há tantas blitz de Lei Seca que aqui eu nem dirijo nem bebo!). Isto não impede que me exponha a situações que outros podem classificar de arriscadas; mas o faço pesando racionalmente (e não emocionalmente) os riscos e suas possibilidades de ocorrência.

 

Minha conclusão: como sempre repito (e evidentemente sou ignorado), “Riscos não são um acaso, mas uma Ciência”. Não deixe de corrê-los conscientemente.

 

Não perca o Amor da sua Vida por entrar naquele Carro.


 

(Lagoa Rodrigo de Freitas 20201018 sete meses de QuarenTimes)


segunda-feira, 14 de setembro de 2020

El Laberinto de los Espíritus


Alguns Autores nos são especiais. Para um Rato das Leituras, tais Autores Especiais equivalem a algo como Oráculos ou Profetas.

Me apaixonei por Carlos Ruiz Zafón, e li seus 8 Livros. O único em Português foi o primeiro dele que li, evidentemente “A Sombra do Vento”.

O seguinte “O Jogo do Anjo” foi nada menos do que o Livro que me fez compreender que existem sim Pessoas Amaldiçoadas neste Mundo, a troco de nada, nada fizeram para merecer ou justificá-lo, mas não importa, são Amaldiçoadas e pronto. E mais, qualquer um pode ser um deles. Você pode ser. Eu posso ser. Um Robô Amaldiçoado.

En viaje al Uruguay me compré “La Trilogia de la Niebla”, suas primeiras três obras, juvenil sem dúvida mas mostrando um estilo extremamente peculiar, criativo e atormentado de narração que valia (muito!) a leitura. “Marina”, um romance intermediário entre “La Trilogía” e a Tetralogia final, marca a transição para outro formato de escrita. E que formato...

“El Prisionero del Cielo” é o terceiro da série “El Cementerio de los Libros Olvidados”, depois da “Sombra” e do “Anjo”. Alguns Autores sabem nos fazer sofrer junto com seus Personagens, mas mantendo acesa a Chama de nosso interesse – com brilho.

Em 2016 Zafón anuncia o lançamento do quarto e último volume da série do “Cementerio”. Com afã e ansiedade, releio “La Sombra del Viento” (entonces ya me había comprado una edición en castellano), emendo com as releituras de “El Juego del Ángel” y “El Prisionero del Cielo”. Estava preparadíssimo para o “Laberinto”, embora a Tetralogia não tenha um ‘encadeamento’ formal; pode ser lida em qualquer ordem, são histórias mais ou menos simultâneas e com a mesma galeria de Personagens. “Pueden leerse en cualquier orden o por separado, permitiendo al lector explorar y acceder al laberinto de historias a través de diferentes puertas y caminos que, anudados, le conducirán al corazón de la narración”, escreve Zafón.

Quando finalmente “El Laberinto” foi publicado, surpresa: era um calhamaço de mais de 900 páginas! Eu tinha acabado de ler 3 volumes do Cabra em seguida, e estava cansado (não gosto de repetir Autores na seqüência, é cansativo) e achando algo prolixo, e me surge UM CATATAU DE NOVECENTAS PÁGINAS! Não dava, não deu, abortei a idéia.

E então, 3 anos depois do lançamento, e 3 dias após meu Aniversário deste ano... Zafón morre aos 55 anos de idade!

Fiquei catatônico, gostava de lê-lo em um mesmo exclusivíssimo patamar de Pablo Tusset, Dennis Lehane, Jo Nesbø. E as portas se fecham!

É claro que eu tinha então que atacar “El Laberinto”, inclusive já estava preparado para tal. Surgiu então a questão: comprar a edição em português com 748 páginas a R$40, ou em espanhol com 928 páginas a R$103?

Quem me conhece sabe qual foi a escolha. Eu me despedia de Zafón. E Ele sabe despedir-se: um Livro maravilhoso, Eu não queria que acabasse. Li com vagar, em alguns momentos voltava até 50 ou 100 páginas, e relia para aumentar o deleite.

Levei exatamente 1 mês, acabei hoje. Adiós, Zafón, muchísimas gracias, has sido uno de los Grandes en mi Vida.

"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço." (O Jogo do Anjo)

Apresento a seguir alguns trechos que assinalei no “Laberinto”.
  • “Los recuerdos que uno entierra en el silencio son los que nunca dejan de perseguirle.”
  • “El licor es como el matarratas o la generosidad: cuanto más se usa, menos efecto tiene.”
  • “Demasiados secretos son los que llevan a un hombre a la tumba antes de hora.”
  • “El absurdo del mundo había dejado de parecerle una comedia ocasional para convertirse en una simple rutina.”
  • “El hombre sabio es aquel que no despierta volcanes, revoluciones o féminas preñadas.”
  • “Hacía años ya que aquel opulento fósil no albergaba a familia alguna y en tiempos recientes habia pasado a ser la sede del Círculo Ecuestre de Barcelona, una de  esas inexpugnables y elegantes instituciones que fermentan en toda gran urbe para que las gentes de buen nombre puedan protegerse del olor a sudor que desprenden aquellos sobre cuyas espaldas sus ilustres ancestros edificaron su fortuna. (...) Solucionado el tema de la alimentación y la vivienda, la primera necesidad que se plantea el ser humano es la búsqueda de motivos y recursos con los que sentirse diferente y superior a sus semejantes.”
  • “Años de oficio le habían enseñado que la modestia invitaba al escrutínio.”
  • “Hacía años que había comprobado que exagerar los síntomas del dolor y esbozar un lánguido semblante a lo Dama de las Camelias le permitía manipular la dúctil e infantiloide disposición de cualquier varón necesitado de pensar que precisaba de su protección y guía, lo cual incluía a practicamente la totalidad del género masculino en el censo (...)”
  • “Ese era siempre el método más eficaz para colarse en cualquier lugar de acceso restringido: comportarse como quien sabe adónde va y no requiere permiso ni orientación. El juego de la infiltración es similar al de la seducción: el que pide permiso ha perdido antes de empezar.”
  • “Se bebe para recordar y se escribe para olvidar.”
  • “La política es a menudo refugio de artistas mediocres y fracasados. Allí pueden medrar, adquirir poder con que darse aires y sobre todo vengarse de todos aquellos que han logrado con su trabajo y su talento lo que ellos nunca han conseguido (...)”
  • “La elocuencia de una exposición es directamente proporcional a la inteligencia de quien la formula, del mismo modo que su credibilidad lo es a la estupidez de quien la recibe.”
  • “Siempre había oído que el desayuno era la comida más importante del día, al menos hasta que llegaba la hora del almuerzo.”
  • “Los juramentos (son) como los corazones: roto el primero, los demás resultan pan comido.”
  • “Creía estar enamorado (de Cristina) de esa manera tonta y fatal en que algunos hombres imaginam haberse enamorado de mujeres que no saben distinguir de un espejismo.”
  • “Dios solo escucha cuando uno suplica lo que no necesita.”
  • “Es más fácil dejar atrás malos recuerdos que buenos zapatos.”
  • “Los sabios reconocen cuando a veces se equivocan pero los cretinos se equivocan todo el rato aunque nunca lo admiten y siempre creen llevar la razón. (...) Un imbécil es un animal que no sabe o puede cambiar de idea.”
  • “La gente se muere, sobre todo los que más valdría que continuaran vivos. A lo mejor es que Dios necesita hacer sitio para la cantidad de hijos de perra con que tanto le divierte seguir sazonando el mundo...“

(Lagoa Rodrigo de Freitas, 20200913 Quaren Times)

Lagom


Ouvi há alguns anos no Rádio uma definição que me marcou; perdi no entanto o contato, por anos não lembrava da palavra-chave, dissociei.

Versava sobre guardar para si as dificuldades que não dizem respeito aos outros. Não atormentar-lhes as Vidas com coisas que não lhes interessam. O exemplo dado na transmissão radiofônica foi: após um vôo, a pessoa está esperando sua mala na Esteira de Bagagens. O tempo passa, um monte de bagagens passam, e nada da(s) sua(s). A pessoa então se vira e começa a reclamar para quem a acompanha: blah, blah, blah, blah. Ora, a outra pessoa certamente está passando pelo mesmo perrengue, pela mesmíssima preocupação, pela mesma insegurança e pelo mesmo desconforto – e ainda precisa ficar ouvindo as queixas de outrem?!? Não, não faça isto. Guarde suas queixas para si própria / próprio. Não precisa azucrinar a vida do Outro. Keep it to yourself; facilite a Vida dos Demais.

Achei aquilo incrível!, maravilhoso. Mas não sabia como encontrar, por mais que pesquisasse.

Recentemente reencontrei: É LAGOM. Porém não é exatamente como lembrava: não é hindu ou butanês ou similar como eu imaginava, mas uma Filosofia sueca. E o princípio primordial, embora igualmente Nobre, não é aquele que Eu imaginava: neste LAGOM Sueco atual a Essência é “não ter nada além do que precisa”. Ter somente o necessário, viver sem acúmulo de excessos, educar a Mente para tal. É belo.

Mas bem que Eu gostava daquela Idéia de não ter mais que ouvir lamúrias desnecessárias...

(Lagoa 20200913 Quaren Times)

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

AquaSixio


Não me canso de admirar as imagens de AquaSixio, muitas das quais aproveito neste Blog.

"The Great Escape"


Para quem também se encantar, o ideal é se cadastrar no Site DEVIANTART e lá dentro localizar AQUASIXIO. 


"A World of Poetry"


Tem coisas maravilhosas. 


"Coeur de Pirate"


 Ao menos para minha Alma. 



"Train Train Quotidien"


(Lagoa Rodrigo de Freitas, madrugada de 2ªf 20200831 QuarenTimes)

(Nota-se que sou um Redator das Madugadas, não? Dia clareando...)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Chess Puzzle


Para quem gosta de Xadrez, o GM Ronnie Guimarov apresenta este delicioso Problema:



Brancas jogam e vencem.

A solução é nada menos do que PRIMOROSA!


(madrugada de 20200817, convalescendo de minha sétima Cirurgia no Século XXI)

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Civilizações Extraterrenas


Um dos muitos grandes privilégios que tive / tenho nesta Existência é a contemporaneidade a Isaak Yudavich Azimov– ou melhor ainda, o perfeito ‘timing’ entre o florescimento de minha paixão pela Leitura e sua maturidade e ápice como Cientista, Escritor e Profeta.

Passados 38 anos de sua partida, graças a sua prolixidade (mais de 500 Livros) aqui e ali encontro Tomos redigidos por ele sobre os mais diversos assuntos; e lê-los é saborear uma Escrita embasada, racional, criativa, iluminada e iluminante.

Na segunda metade de julho/2020 li “Civilizações Extraterrenas” (1979), que comprei de um Mendigo na Praça Nossa Senhora da Paz (Ipanema, RJ) cerca de 2 anos antes. Trata-se de uma avaliação puramente técnica e científica (e bem-humorada e brilhante) da possibilidade de existir Vida contatável no Universo. A análise passa por formação / definição de Inteligência, evolução geológica do Universo, comunicação e deslocamento em distâncias absurdas, conteúdos de Informação identificáveis por formas completamente diferentes de raciocínio, e muitíssimo mais.

As pouquíssimas vezes na Vida (já não ocorre há décadas) em que parei de ler por breve período – usualmente devido a cansaço provocado por leituras excessivamente complicadas – Asimov sempre me pegou pela mão e me conduziu entusiasmado de volta ao Mundo dos Livros. Tenho mais de 50 Livros dele, tendo lido a maioria duas ou mais vezes.

Segue um par de passagens do “Civilizações”, ligeiramente adaptadas para fazerem sentido neste pequeno espaço.

“(...) Em geral estes fatos baseiam-se na visão de alguma coisa que os observadores não podem entender. Eles freqüentemente dizem: “Mas o que mais poderia ser?”, como se sua própria ignorância fosse um argumento decisivo. (...) Quando não conseguimos qualquer explicação plausível para um fenômeno, devemos deixá-lo provisoriamente de lado; em geral, o observador sofisticado aprende a conviver com a incerteza.”

“(...) A Humanidade (em seus melhores momentos) sempre deu valor ao Conhecimento em si mesmo. Esta aptidão é uma das formas pelas quais uma espécie mais inteligente se diferencia de uma menos inteligente, e uma cultura avançada de uma decadente.”

O fecho do Livro:

“Em nosso próprio benefício, vamos abandonar nossas disputas inúteis, intermináveis e suicidas e nos unirmos diante da tarefa real que temos pela frente: sobreviver / aprender / desenvolver, para entrar em um novo nível de Conhecimento. Vamos nos esforçar para herdar o Universo que está à nossa espera; sozinhos, se for preciso, ou na companhia de outros, se eles existirem.”

(Lagoa, madrugada de 20200803 Quaren Times)

domingo, 2 de agosto de 2020

Bom Dia Boa Tarde Boa Noite


Considero evidência de subserviência que uma Pessoa se balize por um Relógio para dizer “Bom Dia” ou “Boa Tarde” ou “Boa Noite”.

O que determina Dia, Tarde ou Noite não é a hora. Dia, Tarde e Noite são eventos FÍSICOS, e NÃO contábeis.

Se está escuro, é NOITE. (Tem coisa mais idiota do que dizer "bom dia" à meia-noite e cinco?)

Se clareou, é DIA.

Se o Sol já passou do Zênite, é TARDE.

Eventos FÍSICOS, é bastante simples (ao menos me parece).

A não ser que o pitaco de gente de pensamento pequeno e irracional regule a sua Vida.

Aí sim: neste caso, Você olha para o Relógio.

E obedece.


(Lagoa 20200802 Under Wraps)