segunda-feira, 20 de maio de 2013

NEKTAR na Virada Cultural SP 2013 (2 de 3)


(Palco São João, domingo 19 de maio de 2013, 16hs)

Chego ao cruzamento de São João com Ipiranga às 16h15m, a tempo de ouvir os maravilhosos acordes iniciais da espetacular “A Tab In The Ocean” serem executados no palco que ainda dista 500 metros. Que diferença para o (excelente) show de Sidney Magal na véspera, às 23hs no Largo do Arouche. Temperatura outonal agradabíssima (ontem estava frio), sem o clima pesado de posso-ser-assaltado-a-qualquer-momento da véspera, quando as ruas estavam entupidas de pessoas, muitas das quais com aparência francamente ameaçadora - e em enormes grupos espalhados por todos os cantos e buracos. Para hoje eu imaginava que em se tratando de uma Banda Progressiva inglesa que fez sucesso principalmente na Alemanha nos anos 70, tocando no mesmo horário da final do Campeonato Paulista, eu seria o ÚNICO na frente do palco. Mas não: à medida que me aproximo, noto que as talvez mil pessoas estão deslumbradas com o que ouvem. Uma platéia principlamente da minha idade, ou quase

Sem as “liquid lights”, o NEKTAR é atualmente um quarteto. ROYE ALLBRIGHTON, fenomenal guitarrista e vocalista, membro fundador, ocupa o centro do palco e da música. O NEKTAR é a Banda Progressiva que melhor consegue ter a guitarra como instrumento principal; de maneira geral, quando o guitarrista é também o cantor e principal compositor em uma banda de Rock Progressivo, ele tende a querer se sobressair, e sua banda acaba se tornando mero suporte para toneladas de Ego. Outro membro fundador é o baterista RON HOWDEN. O tecladista alemão KLAUS (“I am an oldschool keyborder”) HENATSCH e o baixista LUX VIBRATUS (que parece saído do System Of A Down) completam a formação que hipnotizou a platéia por 80 minutos.

Foram apenas 6 músicas:
1. A Tab In The Ocean
2. (- “From the same album:”) Desolation Valley
3. (- “Remember that song, many years ago?”) Remember The Future - versão com 35 minutos!
4. Crying In The Dark / King Of The Twilight
5. Preacher
6. Recycled part 1

Durante boa parte do show fico a uns 20 metros do palco, ao lado de um pós-puberdade que tem interesse em saber o máximo a respeito daquela Banda. A certa altura, ele comenta:
- “Eu poderia ir embora agora, e este já teria sido o melhor show de minha vida!”

À minha esquerda, uma lourinha de seus 20 anos shakira-style, uma graça, dançando o show inteiro. Está com uma amiga morena baranga-style. A alturas tantas, as duas vão dançar à minha frente. Mais alguns minutos... e começam a se atracar e beijar, chupão-desentope! Impressiona a quantidade de casais de mesmo sexo nesta Virada Cultural: heterossexual, me tornei minoria...
  
Guitarra altíssima, excelente mixagem para um open-air. O final do show é uma PANCADARIA sonora absolutamente espetacular! Acabo a gig a 5 metros do palco. Ávida e inculta, a platéia brasileira grita: - “More one!”

Mas a organização do evento não pode dar mole: mais alguns minutos e teremos DAVID JACKSON & ACB (da Itália) tocando covers do VAN DER GRAAF GENERATOR!


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