terça-feira, 2 de setembro de 2014

Racismo no Futebol


Sinto informar que os tão alardeados problemas de racismo que vêm sendo apontados no Futebol são um caso muito mais sério do que racismo no Futebol.

Vivemos uma era em que as vitórias se tornaram mais importantes do que a Honra; mais importantes do que os escrúpulos. No vale-tudo que se tornou a busca pela vitória, nos defrontamos com todo tipo de baixaria tais como (por exemplo) água envenenada para a equipe adversária, vestiário do time visitante esfumaçado sendo impossível respirar, torcida fazendo balbúrdia em hotéis à noite para evitar que a delegação visitante descanse, jogadores simulando faltas inexistentes para cavar penalidades, advertências e expulsões, e todo tipo de falcatrua escorada no princípio “os fins justificam os meios”.

Como o Futebol é o esporte mais popular no Brasil, é no Futebol que tais manifestações de completa falta de caráter se projetam com mais veemência. As agressões verbais racistas não são manifestação de racismo de nosso povo – se o fossem, apareceriam também em outros fóruns sociais– mas diretamente uma busca de desestabilizar os atletas adversários através de agressividade baixa e mesquinha, e com isto conseguir o que é considerado o mais valioso: a Vitória. A Honestidade e a Honra se tornam meros empecilhos a serem superados no caminho de tal Objetivo Final.

E quem semeia isto? Quem coloca a vitória como o objetivo único do esporte? São aqueles que colocam estrelas em camisas e bandeiras de times e confederações nacionais, implicando que somente os vitoriosos têm lugar em nossa História; são aqueles que determinam que o mais importante em uma Olimpíada são as medalhas de ouro, em uma evidente afronta à máxima “o importante é competir”; são aqueles que dão planos de saúde e ingressos gratuitos pelo resto da vida para atletas campeões, deixando todos os que representaram aquela camisa mas não conquistaram um título com a certeza de que não significaram absolutamente NADA naquela História.

Você não conquistou nada? Então você não vale nada!

É só olhar para um Quadro de medalhas: uma medalha de ouro vale hoje mais do que 15 de prata, ou do que 80 participações. O atleta que é bem sucedido em um fingimento e que consegue enganar um Juiz cavando um penalty inexistente ou uma expulsão injusta é louvado por seus companheiros e aclamado por sua torcida!

Não é de admirar que as agressões cheguem à torcida. Não se trata de Racismo; é falta de Ética. Falta de Honra. Falta de escrúpulos e de Moral. Quando jogo botão, prefiro perder por 5x4 a ganhar por 1x0. Esporte (em minha idílica visão) deveria significar aprimoramento, desenvolvimento, diversão saudável; e não esta desenfreada e sôfrega busca de afirmação “eu sou mais forte do que você”, “eu sou mais rápido do que você”, “eu sou melhor do que você” (variantes do “eu sou mais rico”), “você é pior do que eu, mais fraco, mais lento”, “escolheu pior por quem torcer” (variante de “eu te humilho”).

Vencer pode ser bom, mas a Nobreza é muito mais importante. Infelizmente parece que as pessoas dão mais importância à opinião dos outros do que à própria (o que também leva à Mentira; mas este é um outro tópico). E assim, o Esporte – ao menos parte dele – vai se tornando um reduto de sentimentos sórdidos.

Quem quiser se divertir jogando Botão, estou à disposição!

(São Paulo, 29 de agosto de 2014)

domingo, 31 de agosto de 2014

A Única Superbanda Brasileira




RPM, último show da excursão “Elektra”
29 de agosto de 2014
Audio SP – Barra Funda, São Paulo City

Vou a shows desde o início dos anos 70, quando RGG me levou para debutar com um espetáculo de Raul Seixas, não lembro se no Teatro Ipanema ou no Tereza Rachel (aka. “Terezão”), não sei se turnê “Krig-ha, bandolo!” ou “Gita”.

Talvez eu tivesse 17 anos, e fiquei tão desbundado e estupefato (Frederiko on guitars!) que assisti a TRÊS shows em seguida, na sexta, sábado e domingo. E assim acabaram tanto aquela temporada do Raul que o estourou como sucesso como minha virgindade quanto a shows de Rock.

Devem existir uns vinte (talvez um pouco mais) shows ao longo de 40 anos de experiência que considero “um dos 5 melhores shows que eu vi na vida”. Entre eles está o RPM em São Paulo em 1986 ou por aí.

Na última sexta-feira do mês de agosto leio no jornal que o RPM vai tocar HOJE no AUDIO SP (Francisco Matarazzo, Barra Funda), e somente hoje. É o show final da turnê “Elektra” do ótimo disco que lançaram no ano passado, e que obviamente eu tenho. E obviamente eu vou.


Somos privilegiados por podermos conviver com uma Superbanda em nosso País. Schiavon é um tecladista progressivo, um GRANDE tecladista progressivo, e que sabe (muito bem) misturá-lo com o eletrônico e o dance, Tony Banks + Flake ou então Mark Kelly tocando Vive La Fête. Essencial ao som do RPM, como aliás são todos: é impossível imaginar a Banda sem um de seus Quatro Coiotes originais. Deluqui é um guitarrista elegante, elegantérrimo, a exemplo dos também elegantes Elliot Easton do THE CARS (infelizmente econômico – ou talvez humilde - um tiquinho além da conta) e obviamente David Gilmour. Pois Deluqui é elegante e desbundante, estrela rocker não espalhafatosa. Quanto ao P.A., bastar dizer que o cara toca ao vivo COM HEADPHONES!, ou sei lá como se chamam aqueles fones de ouvido de estúdio. Pois o batera usa ao vivo. E PRM é um compositor maravilhoso, baixista funkado, grande mestre de cerimônias, cheio das mais brilhantes e profundas referências musicais - que desfila ao longo de todo o fantástico show: tem Ruby Tuesday, tem Love in Vain, tem You Can’t Always Get What You Want, tem Exagerado, Wish You Were Here, Lionel Ritchie, camiseta do “The Slider” (tenho um poster GIGANTE em minha sala). Tem referências ao “Quatro Coiotes” (“nosso patinho feio”) (porque não o relançam, cacete, já procurei como o obsessivo que sou pelas Grandes Galerias e nada!), ao “Radio Pirata ao Vivo” (Caetano e Secos & Molhados), tem música nova e tem coisas do “Elektra”. A casa não está lotada, o que é perfeito em um show (para quem está na audiência, pelo menos): dá para chegar perto e/ou pertinho do palco, curtir em pessoa, dançar demais, it’s only rock’n’roll but i like it!

Um show sensacional, maravilhoso, delicioso, animadérrimo.

Recomendo adquirir o “Elektra”, o primeiro disco (“Revoluções por Minuto”) e o DVD “Radio Pirata - o Show” de 1986 e lançado em dvd em 2008. E você pode também me ajudar a encontrar o “Quatro Coiotes”.

Espero te ver no próximo show do RPM. Vai ser um dos 5 melhores da sua vida!

(São Paulo, 31 de agosto de 2014)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não Apenas Um Rostinho Bonito


Perdi as primeiras 2 semanas de aula na Engenharia depois de passar no Vestibular. Com 17 anos de idade fui acometido de herpes zóster no canal auditivo, afetando parcialmente controles musculares e cerebrais do rosto. Fiquei por um longo período não apenas com metade da face paralizada como também isolado do Mundo, sendo aquelas duas semanas somente a reta final. Minha Mãe achava que eu iria morrer (não foi a única vez), e em seu Amor Materno se lamentava:
- “Se era para ele morrer, era melhor que tivesse tido a moto que tanto queria!”

Mas sarei, e com autorização médica e ainda com metade da face paralizada passei a freqüentar a Pontifícia Universidade e retornei às aulas de inglês no IBEU. Um aspecto positivo daquela quarentena foi que perdi o trote de calouros (uma das provas irrefutáveis da Imbecilidade da Raçumana), e não tive o pixaim raspado.

O reencontro com o Grande Amigo RGG nas escadarias do IBEU foi antológico: eu rindo dele careca, ele rindo de meu riso meia-face (literalmente meia-boca!). Ríamos tanto um do outro e daquela situação esdrúxula que tivemos que sentar no chão para não urinar nas calças.

Aprendi nesta vida que jamais nos recuperamos por completo dos percalços físicos que porventura tenhamos tido ao longo da existência. O tornozelo direito e o joelho esquerdo seriamente contundidos em inocentes jogos de futebol na praia e playground na infância e adolescência voltarão a inchar e inflamar quando você peregrinar a pé pelo Caminho de Santiago quase 25 anos após as contusões. O olho que levou uma bolada certeira terá crises esporádicas de ofuscação gratuita passados 40 anos do incidente. A urticária alérgica provocada pelo ataque simultâneo de 50 carrapatos quando você subiu a Serra das Araras voltará a te atormentar a cada biênio, religiosamente. A operação de hérnia inguinal se manifestará poderosa quando você fizer uma longa caminhada na China, um lustro após a intervenção cirúrgica.

E aquela herpes zóster que estava esquecida é descoberta 4 décadas depois em seu dia-a-dia, quando você olha suas fotos atuais. Ela aparece em todas em que você sorri, um lado do rosto fica menor, diminuído, algo atrofiado. Um olho mais fechado, um sorriso torto, uma face mais assimétrica do que o usual.

Você descobre que, definitivamente, não é apenas um rostinho bonito...

(SP, 27/ago/2014)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Eleições chegando

 
“Política é teatro.”

(João Cerqueira de Santana Filho (1953- ), citado por Dora Kramer n’O Estado de São Paulo em 22/ago/2014, página A6)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Baudrillard


“O comunismo, hoje desintegrado, tornou-se viral, capaz de contaminar o Mundo inteiro; não através da ideologia nem de seu modelo de funcionamento, mas através de seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação da vida social.”

(Jean Baudrillard (1929-2007), citado por Arnaldo Jabor n’O Estado de São Paulo em 19/ago/2014, página C8)

Outras frases do Sociólogo e Filósofo francês:
“O Sistema gira (...) sem fim e sem finalidade.”
“Nunca teria havido ciências humanas nem psicanálise se tivesse sido milagrosamente possível reduzir o homem a comportamentos racionais.”

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Me perdoa!


A Pessoa que pede perdão ou desculpas está delegando sua remissão a outrem. Ela lava as mãos, e deixa a seu interlocutor a responsabilidade pela limpeza de sua alma ou de sua consciência.

É muito mais digna uma expressão de contrição “sinto muito” do que um confortável e quase chantagista “me desculpe”.

O mais cabível questionamento para alguém que pede desculpas ou perdão é:
- “Mas você já se perdoou?”

(SP, jun/14)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

“Use the Force, Luke!”

 

Mostrando que aprendeu a lição de Darth Vader, e seguindo a famosa instrução de Obi-Wan Kenobi, um Discípulo do Lado Negro da Força utiliza seus poderes para torturar um desafeto em público!


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Jagger meets Jagger


O encontro histórico aconteceu na Livraria da Travessa do Shopping Leblon no dia 14/mai/2014. 

Felizmente havia um lambe-lambe a postos para registrar o momento!



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nova Oportunidade


“Deus não se interessa pelo quê você já foi, mas pelo quê você é.”

(Flávio Cavalcante diria: - “Li não sei aonde, guardei e dou de graça para vocês”.)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu Não Te Amo


Fico feliz em te dizer que não te amo.

Amor soa como um sentimento fora de controle, auto-suficiente, independente, que pode ser danoso e muitas vezes o é. Um sentimento onde não há escolha, como a Mãe que não tem a opção de decidir se ama seu Filho pela pessoa que ele é, mas sim está fadada - condenada - a amá-lo independentemente de seu valor. Muitas vezes - muitas - o Amor extrapola o “fazer bem” e se torna uma chaga, uma fonte de sofrimento, uma confortável e preguiçosa vitória do Emocional sobre o Racional. “Detesto me apaixonar: quando me apaixono, o pior de mim vem à tona”, li certa vez a pérola de Ney Matogrosso. O apaixonado pode se tornar ciumento, inseguro, ansioso, possessivo. Definitivamente não se trata de um sentimento Nobre.

Prefiro a Escolha. Prefiro o Racional abrindo as portas do Caminho que me faça bem. Prefiro me permitir ser tomado por uma Companheira, uma Iluminada, alguém que admire e de quem tenha Orgulho. Prefiro a alegria da Escolha acertada à loteria vazante do Amor imaturo.

Ame o seu Time - mas escolha a sua Companheira.

(SP, maio/2014)

domingo, 4 de maio de 2014

Talmude

 
“Se não pode vender sua mercadoria nesta cidade, vá a outra.”

(Passagem no Talmude, em menção de Jotabê Medeiros sobre Ludwig Bemelmans citado na história “O Dia Em Que Me Tornei Um Profissional” no livro “Life in Pictures” sobre Will Eisner; OESP 04/mai/2014 pág. C8)

Nota pessoal: as palavras “vender”, “mercadoria” e “cidade” podem ser substituídas por diversas outras, sem prejuízo do conceito.

sábado, 3 de maio de 2014

O Último Pensamento


Quarto na penumbra, costas estendidas sobre a cama, lhe ocorreu um pensamento, o quê aprendi com esta Raça afinal, e a resposta sobreveio de imediato, aprendi que se não houver interesse do interlocutor não haverá como enfrentar seus baixos instintos, suas más intenções, seu desejo de maldade, seu egoísmo. Em sua grande maioria estão interessados em continuar sendo da mesma pequenez que já são, evoluir dá trabalho ou exije esforço, podemos no máximo nos esforçar em dar bom exemplo, mas se não partir de uma vontade própria e individual de aprender, crescer e compartilhar, nada pode ser imposto a nenhum deles.  A liberdade de pensamento implica a liberdade de optar por ser um estorvo, por ser um problema, pelo direito de ser idiota, “a vitória final é sempre do medíocre” ouvira certa vez e aquilo lhe marcou profundamente, “só o medíocre tem paciência para ficar insistindo martelando insistindo martelando insistindo e martelando até que o visionário se cansa, se desilude, desiste e vai buscar terreno mais fértil” (que não vai encontrar). A vitória final é sempre do medíocre, e não há como enfrentar seus baixos instintos, suas más intenções, seu desejo de maldade e seu egoísmo, se assim não o quiserem; foi isto que aprendi com esta Raça, afinal. Desligou seu cérebro e adormeceu.

Acordou no meio da noite com uma inédita dor no lado direito do pescoço, um forte incômodo, parecia algo como um grão de arroz entupindo uma veia, atravancando o caminho, tentando subir, tentando achar o caminho até o cérebro, seria isto um avc, pensou, é assim que acaba?

A dor não parou, pelo contrário, aumentou, o lado direito do pescoço parecia inchar.

E então aquele Mundo que já lhe era escuro se tornou ainda mais impenetrável.

(Via Dutra, 02/mai/2014)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Monge e o Shopping Center


A história me foi contada desta forma, e portanto é desta forma que a apresento.

Uma conhecida Associação de São Paulo – que o Amigo RdNBF considera “o melhor motivo para se morar em SP” – estava hospedando um Lama budista, talvez tibetano.

Alguém teve a idéia de levá-lo a um Shopping. O Lama passeou pelas lojas, viu as vitrines, olhou tudo. E ao final comentou:
- “Quanta coisa que eu não preciso!”

Não sei se tal fato efetivamente aconteceu, mas esta história não me sai da cabeça. De alguns muitos meses para cá a frase me ocorre todas as vezes que vou a um Shopping, a uma rua de comércio intenso, ou sempre que vejo vitrines, vitrines, vitrines e vitrines.

Até mesmo a presença dos átomos em minha casa se torna cada vez mais incômoda.

Por mais que eu os utilize.

(Lagoa Rodrigo de Freitas, 01/maio/2014)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Konfidential


Dois excepcionais vídeos de música estão reunidos em um único DVD, tornando-o um excelente investimento a um custo baixíssimo: são o KISS KONFIDENTIAL e o X-TREME CLOSE UP.

“X-treme Close Up” é a história da Banda contada pela dupla Stanley & Simmons, sem pudores ou make-up. São fatos interessantíssimos e curiosérrimos sobre a formação de uma Banda, a evolução da maquiagem, membros dependentes de álcool ou aditivos químicos que tiveram que ser limados do Grupo por comportamento vexatório on stage (com imagens!), o processo de escolha de novos músicos, etc. Vi certa vez um depoimento do Gene Simmons – não sei se neste documentário - onde ele esclarecia que “se não fosse pelo Paul Stanley, o KISS já teria acabado há mais de duas décadas. Eu estou quieto e tranqüilo em meu canto fazendo as minhas coisas, e daqui a pouco lá vem o Paul Stanley: vamos excursionar! Vamos gravar um disco! Vamos colocar a máquina para rodar de novo! E ele tanto enche o saco que eu acabo concordando, e começa tudo novamente”.

O outro conteúdo do DVD é o “Konfidential”, que vem basicamente a ser o visual do show “Kiss Alive III”, para mim o ápice da Banda. Sem make-up, sem fru-frus e sem frescuras, com o excepcional baterista Eric Singer e com o excepcional guitarrista Bruce Kulick (a história dele, contada no “X-Treme Close Up”, é ótima), o KISS detona em versões longas, pesadas e maduras de músicas de uma Banda que atingia sua maioridade e ápice naquele momento.

A curiosidade do nome “Konfidential” fica por conta de uma antiga tradição em shows do KISS: as Fãs e Groupies focalizadas pelas câmeras dos telões levantam as blusas e mostram os seios ‘au grand complete’. Para preservar a beleza dos mo(nu)mentos e a privacidade das Damas, a produção do vídeo optou por colocar tarjas escritas “Konfidential” sobre os rostos da Meninas, e deixando à mostra tudo que elas queriam mostrar.

Imperdível!

(4 músicas são especialmente recomendadas:
  • Take It Off – com strippers no palco
  • Lick It Up
  • I Just Wanna
  • Domino  minha all-time-favorite, a letra é puro Gene Simmons: “(...) Loves lots of money / backs against the wall / calls me Sugar Daddy / she's got me by the balls (...) she ain't old enough to vote / loves to play with fire / loves to hurt so good / loves to keep me burnin' / she's a bad habit / that's too too good... They call her Domino! (...) Every time I walk through that door it's the same damn thing / that bitch bends over, and I forget my name...” )
(Rio, 30/abr/2014)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Face Value


Para quem aprecia a Honra como um dos mais elevados valores humanos, poucas coisas serão mais belas do que o conceito oriental de “Face Value”.

A idéia é que da mesma forma que só temos um único rosto (ou face), igualmente só temos uma única Honra - e uma única Palavra.

Assim, suas palavras, gestos e atitudes implicam, envolvem e determinam o valor que têm a sua Honra e o seu rosto.

Após algumas tratativas com uma Pessoa, ao olhar para seu rosto você já saberá o que esperar - ou não - de suas palavras, e de sua Honra. Saberá se aquele é ou não o rosto de uma Pessoa confiável.

A própria Pessoa, ao se olhar no espelho, sabe qual é o valor que os demais podem dar ao ver aquele rosto refletido à sua frente.

Sua Palavra. Seus gestos, sua confiabilidade. Sua Honra.

Qual é o valor do seu Rosto?

(Via Dutra, 23/abril/2014)

domingo, 20 de abril de 2014

A Substância mais Preciosa


Qual é o material mais precioso do Universo?

O mais raro, o mais único, o mais valioso, o mais insubstituível?

A resposta é muito fácil: é a Pessoa que você ama.

A Pessoa que amamos deve ser merecedora de um pedestal; de um altar. Ela é incomparável, única, um Sol enquanto todo o resto são satélites. Amizade, Admiração, Respeito e Confiança.

(Se você não ama alguém desta forma, sugiro procurar outra Pessoa.)

Imaginemos por exemplo um Cabra que no altar coloque sua Deusa de 48 quilos e 1,58m (estas dimensões se aproximam da Shakira, mas isto é puro acaso - e a voz da Amada certamente será mais bonita). Pois então, só existem 48 quilos deste material em todo o Universo!

Incomparável. Insubstituível. Única. Mais valiosa do que tudo.

A quantidade existente do material mais precioso do Universo é o peso da pessoa que você ama.

(abr/2014)

sábado, 19 de abril de 2014

Lágrimas Ardidas


Eu sofro.

Eu sofro - mas não é por mim.

Sofro ao ver como os mais fracos são tratados pelos mais fortes.

Ao ver como os Poderosos tratam aqueles que deles dependem.

Como as vitórias e conquistas são mais importantes do que a Honra ou os escrúpulos.

Como o Serumano é hipócrita. Mentiroso. Ganancioso. Mesquinho. Irracional. Histérico. Quanto mais irracional, mais histérico.

Orgulhoso de ser Imbecil.

Sofro com o sofrimento que causamos a nós mesmos, a nosso Planeta, a esta Existência conjunta.

E não adianta me isolar. O sofrimento dos demais permanece, e eu somente estaria me isolando dele, apenas me escondendo.

E não posso me despedir: me indo, causaria ainda algum sofrimento àqueles que teimam em se apegar a mim.

Encurralado, ensinucado, eu sofro.

Ainda por cima, de um tempo para cá minhas lágrimas passaram a arder muito em meus olhos.

(abr/2014)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Deu Branco


Estou conversando com um Amigo, talvez bebendo um pouco, ou talvez não seja tão pouco assim. A alturas tantas preciso acessar meu celular, seja lá por causa de qual dos três mil motivos que temos ao longo do dia para acessar um celular. Olho para a tela de bloqueio da mesma forma que a olho outras três mil vezes ao longo de um dia, mas desta vez é diferente: não tenho a menor idéia de qual seja a minha senha. Deu branco.

Um branco pavoroso. Veja bem, tenho este celular há 18 meses, já o devo ter desbloqueado mais de dez mil vezes (*), a senha é a mesma do celular anterior e do antes dele. Mas olho para aqueles dígitos como se fosse um analfabeto, não me fazem o menor sentido.

Tento em desespero uma seqüência de números, “ballpark” puro, mas é claro que está errado. A absolutamente terrível impressão que tenho é que jamais conseguirei acessá-lo novamente. Aqueles números desapareceram para sempre em um vácuo de minha memória falha. Ou melhor: de minha memória que começa a falhar. É nada menos do que aterrorizante.

E então desaba sobre mim todo o peso da crueldade que é exigir um cérebro perfeito de pessoas cuja memória não esteja mais em perfeito funcionamento. Sempre achei que se tratava de desatenção, falta de interesse, distração... e sempre reagi furioso. A fúria do ignorante. Pois vejo agora - sinto por dentro - que não é nada disto. É um branco, um vazio, um void dentro da sua cabeça. Uma informação que já esteve lá, que é crucial, e que desapareceu para sempre, que se tornou um nada como se nunca houvesse existido. Entendo como minha abordagem a esta situação com os outros sempre foi tosca, pobre, mirim. Indigna. Fico arrasado comigo.

Aprendida a lição - ou ao menos exposta a mim - a lembrança da senha retorna. Faz “plim” e destrava, tão simples como isto. Talvez tenha sido um primeiro e leve sinal de um Alzheimer vindouro. Talvez eu não estivesse bebendo tão pouco assim.

Talvez tenha sido uma lição cósmica.


(*) 18 meses x 30 dias/mês x 20 acessos/dia. Não foi um “ballpark” puro. (Além dos desbloqueios dos celulares anteriores!)

Nomes alternativos para este texto: “Tela de Bloqueio”, ou então “Brain Cloud”. A imagem postada é do filme “Joe Contra O Vulcão”, no momento que Joe Banks / Tom Hanks é informado que tem uma “brain cloud”.

(em 05/abr/2014)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Just a Collection of Antiques and Curios


Você finalmente compreende que é chegada a hora de mudar de vida, e descobre que seu Modelo de até então está errado - defasado, ultrapassado, obsoleto.

Aquele MONTOEIRA de tralhas e átomos acumulada ao longo da vida - e que você se orgulhava tanto ao comprar - se torna então e de repente uma PUTA TRAMBOLHADA; um âncora de mais de 5 toneladas. Vai te dar um trabalho ENORME.

Acumular é muito mais fácil do que se desfazer.

(abr/2014)

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Arqueólogo


Ele estava em estado deplorável e terminal, algo como embriagado ao limite - mas não era possível dizer qual substância havia ingerido.

Talvez tenha sentido vontade de desabafar com alguém, vomitar, enfim: expor a alguém desta Era a sua estupefação. Eu estava ali, e já tinha tido algumas conversas descambadas para a filosofia com ele. E assim, por puro acaso, acabei ouvindo seu desabafo.

Confessou-se um Viajante, um Estudioso, um Arqueólogo. O único de seu Tipo, as far as he knew. Oferecera-se e foi escolhido para fazer uma curta viagem e conhecer a Raça Humana antes daquilo que chamava de “A Evolução”. Quando ainda era composta por homo sapiens individualistas, egoistas, auto-centrados, belicosos, ignorantes.

Estava destruído pela forma com que tratamos nossos semelhantes. Com o descaso e o abandono. Sim, haviam estudado a barbárie anterior à Evolução, mas parecia ser exagero. Não era, e o que ele encontrou era incompreensível, inadmissível, inaceitável. Insuportável.

Não tinha como se comunicar com sua própria Era, que nem era tão distante. Sempre soubera disto, mas aceitara o afastamento irreversível. A única coisa que lhe preocupava então era o cuidado em manter seus registros arqueológicos no meio combinado, onde seriam encontrados e viriam a ser importantes e esclarecedores. Estarrecedores.

Perguntei se poderia divulgar sua história, ele me perguntou “para quê?” mas autorizou, com uma única condição - que até hoje eu cumpro.

Nunca mais voltei a saber dele. Desapareceu no Mundo, e não faz parte de nenhuma Rede Social. Mas não se passa um único dia sem que me lembre de sua história. Sem que imagine quão distantes ainda estamos d’A Evolução.

Ou sem que compartilhe o seu Horror.

(em abr/2014, ainda distantes d’A Evolução)

(Com uma pequena referência ("near-man") ao grande Dick de Philip K.)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

The One and Only



Ele se mudou do Rio de Janeiro natal para São Paulo em 1982, pouco antes de seu 26º aniversário.

Na primeira festa que foi na nova cidade, era o ÚNICO vestindo calça jeans.

E na primeira festa que foi no Rio depois disto, era o único que NÃO estava vestindo calça jeans!

(jun/1982 - abr/2014)

domingo, 6 de abril de 2014

The Shining


Frase atribuída ao Buddha, e que pode ser a grande resposta para tudo - ou ao menos uma saída:
“Aquele que ilumina a si próprio é mais importante do que aquele que ilumina o Mundo.”

(Bariri, 29/mar/2014)

Algumas outras belas construções atribuídas a ele, em tradução livre:
“Existem apenas 2 erros que alguém pode cometer no caminho da Verdade: não ir até o fim, e não começar.”
“Nunca olho para o que já foi feito, somente para o que falta fazer.”
"Você não será castigado por causa de sua Raiva, você será castigado por sua própria Raiva."
“Ser inerte é um caminho curto para a morte, e ser ativo é um estilo de vida. Tolos são inertes, sábios são ativos.”(*)

(*) na versão em inglês, “idle” versus “diligent”, que também podem ser traduzidos como “inativo, parado, inútil, desocupado, preguiçoso, indolente, negligente” versus “aplicado, esforçado, trabalhador, batalhador”.

sábado, 5 de abril de 2014

Dimensionando pelo Pico


Uma das muitas valiosas lições que tive com meu Pai Profissional (http://www.umpandaemsaturno.com/2012/04/pai-profissional.html) refere-se a Controle de Estoques. Ele era o Presidente de uma enorme Metalúrgica com 5 filiais, e certa vez me disse:
- “Se ao final do ano eu vir que não faltou nenhum item de estoque ao longo do ano inteiro, que todas as solicitações foram imediatamente atendidas... eu DEMITO o Gerente de Estoque!”
E explicou:
- “Isto significa que estamos trabalhando com excesso, com uma exagerada margem de segurança. Um bom Controle de Estoque, que trabalhe sem gorduras desnecessárias, trabalha perto do limite. E de vez em quando - seja por uma inesperada demanda excessiva, seja por um imprevisível atraso em alguma entrega - uma coisa ou outra deverá faltar naturalmente. (É claro que isto não se aplica a ítens essenciais, que parariam a linha de produção.)”

Me lembro disto toda vez que vejo gente reclamando exacerbadamente de alguma espera em momentos de pico. Uma vez que não tiveram a sorte de ter um Orientador como este, estas pessoas esperam que o dimensionamento seja pelo pico - e não se preocupam que o serviço ou equipamento permaneça com uma ENORME ociosidade por todo o resto do tempo.

A tão criticada opção por decretar feriados em dias de jogos da Copa do Mundo é portanto profissional e racionalmente perfeita. Não se pode dimensionar algo - um Metrô, por exemplo - pela utilização do pico de uso de um dia normal MAIS o volume excepcional (e que não irá se repetir) do dia de um destes jogos. Teríamos um Metrô dimensionado para apenas UM único dia - ou dois, ou três - e sub-utilizado pelo restante de sua existência. Raciocínio mais amador e ignorante não pode existir. É evidentemente muito melhor contrabalançar um movimento excepcional (jogo de Copa do Mundo) com uma redução excepcional (feriado fora de época). E assim dimensionar o Meio de Transporte de forma inteligente, e não excessiva.

O problema é que os tais “críticos” falam de orelhada, arrotando um conhecimento que não têm para cobrar uma solução que não existe para um problema que não entendem.

Sugiro um esforcinho para aprender e entender antes de sair chutando. Please!

(abr/2014)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Dança da Chuva


Sejamos racionais: não existe diferença entre o Fiel que ora a seus Deuses, pede a seus Santos, solicita a seus Protetores... e os Índios que fazem a Dança da Chuva. Estão todos fazendo exatamente a mesma coisa: solicitando a Entidades além-do-natural, acima-da-compreensão que intercedam favoravelmente em suas existências, de acordo com as próprias necessidades, e para tal utilizando os métodos (limitados) que estão a seu alcance.

Tendo isto logicamente esclarecido, qual o seu passo seguinte?

a) Continuará não pedindo nada a nenhuma Entidade, pois isto é pura crendice.

b) Passará a acreditar que a Dança da Chuva pode efetivamente atrair a atenção dos Deuses e trazer o benefício solicitado - ou seja, a chuva. Afinal, se os Deuses atendem a sua oração e seu pedido, feitos de acordo com sua compreensão e sua necessidade, então atenderão também à oração e aos pedidos dos índios, feitos de acordo com a compreensão e as necessidade deles.

c) Continuará achando que seu pedido será atendido, mas a Chuva não. Afinal, você é diferente dos Índios, ou melhor: você é melhor do que eles! Afinal, os seus Deuses são verdadeiros, e os deles não. Os seus te atenderão, os deles não. O Deus da Chuva não existe, os Deuses dos Índios não existem, e Deus só atende se o endereço no envelope estiver com o CEP correto. O que você pede faz sentido e é importante, a chuva que eles pedem não.

Sejamos racionais: quem reza e faz pedidos a(os) Deus(es) tendo Fé que será atendido/a, tem que acreditar na Dança da Chuva.

(23/out/2013)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Porque eu não fiz Vasectomia


Qualquer pessoa que me conheça há mais do que 10 minutos sabe de minha total aversão à idéia de ter Filhos. Em toda a minha vida, não existe um único segundo no qual tenha me passado pela cabeça o pensamento : “puxa, e se eu tivesse um Filho?”, ou então “ah, eu deveria ter tido uma Filha”... Não, tal segundo jamais existiu em minha existência. Entre todos os gestos irracionais dos serumanos, considero a procriação o mais irracional de todos.

Desde pequeno - digamos, 8 anos de idade - eu penso desta forma, e com uma excelente base (vide http://www.umpandaemsaturno.com/2010/04/vou-te-dar-um-conselho.html). No entanto, nunca cheguei a fazer vasectomia. Segue abaixo a história.

Cheguei aos 18 anos sabendo que não queria ter Filhos. Mas sempre tive o questionamento “como que é que vou pensar daqui a 10 anos?” (que se aplica a tudo que seja a longo prazo, a começar pelo Casamento). E portanto não fiz a Vasectomia.

28 anos. Os tais 10 anos tinham se passado, e eu continuava pensando da mesma forma. Fui então a um Urologista, e questionei: “custo, risco, reversibilidade e opinião pessoal”. Ele me disse:
- “Para mim é ótimo fazer a cirurgia em você. É simples, faço aqui mesmo em meu consultório, serei bem remunerado, não há inconvenientes, você sentirá um incomodo por algum período e pronto. A grande questão é a reversibilidade: é como se seccionássemos um duto pouco mais grosso do que um fio de cabelo. Caso no futuro você opte por reverter, a reconstrução é uma intervenção algo delicada dada a finura do canal, mas não é este o problema. A questão será a reação de seu organismo então. Porque algum tempo depois da vasectomia seu organismo aprende que não adianta mais produzir espermatozóides, e cessa de fazê-lo. Isto não atrapalha em nada, pois os espermatozóides são apenas cerca de 2% da ejaculação. A questão é que no caso de uma reversão - digamos, 5 anos depois - mesmo que a delicada operação de reconexão seja bem sucedida, quem garante que o organismo vai reaprender que deve voltar a produzir os espermatozóides? Há o risco de mesmo com uma cirurgia bem sucedida, o Homem permanecer estéril.”

Isto não me assustou nem um pouco: a esta altura, eu já tinha certeza de que nunca me tornaria Irracional a ponto de querer ter Filhos. PORÉM a questão que me embasbacou foi outra. Em algum tempo meu Organismo aprenderia que não precisava mais produzir espermatozóides, e pararia de fazê-lo. Quem sabe se algum tempo depois meu Organismo não aprenderia que já que não havia os 2% de espermatozóides, também não era necessário produzir os 98% de fluido protetor, o ‘plasma seminal’? Cessaria então a ejaculação. E pior: passado mais algum tempo o Organismo poderia aprender que, bem, neste caso a ereção também se tornou desnecessária!?!

Este risco não dá para correr! E então deixei para lá, e não fiz a tão desejada vasectomia.

Agora às vésperas dos 58 anos, um Grande Amigo às vésperas dos 48 se submete à intervenção. Um aviso, um sinal. Costumo dizer que Deus apareceu para mim e me concedeu UM único desejo para esta existência. E eu escolhi: não quero ter Filhos. E Ele me atendeu.

É chegada a hora de fazer a minha parte.

(abr/2014)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cinco Segundos


Reza uma lenda urbana que alimentos que caiam no chão e sejam retirados antes de 5 segundos não serão infectados. Estarão limpos, e aptos para consumo.
 
O incontrolável EOS apresenta questão pertinente:
- “E se for pão na merda?”

O Amigo Urologista (não confundir com Urologista Amigo) WJ confirma a suspeita:
- “Não há  ‘prazo de tolerância’: caiu no chão, contaminou.”

Que o raciocínio lógico sobreviva aos modismos!

(abr/2014)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sunk Cost


Tenho certeza de que os Amigos que já adquiriram ingressos para o LOLLAPALOOZA 2014, todos fulgurantes Executivos, estão familiarizados com a expressão "sunk costs", que se refere a gastos já efetivados e cujos montantes não voltam mais, aconteça o que acontecer. Assim, ao se avaliar a continuidade de um investimento, o que já foi expendido simplesmente já era, e não deve ser emocionalmente considerado na decisão de continuidade do mesmo investimento.

Isto posto, passemos ao LOLLAPALOOZA. Sei que alguns já gastaram R$290 em ingressos; isto é o "sunk cost". Analisemos agora se vale a pena insistir no investimento:
  • Vai estar lotado.
  • Vai chover.
  • É em Interlagos, ou seja: para quem mora na distância que moramos, é na putaquepariu.
  • Já vimos praticamente todos os shows (eu, ao menos, já vi).
  • Vai passar na televisão, e com ótima qualidade de som e imagem (e com cenas backstage e entrevistas com os Músicos).
  • As apresentadoras do MULTISHOW estão usando roupitchas cada vez mais caprichadas.
  • Em casa temos banheiros limpos e desimpedidos.
  • Em casa temos rangos gostosos e sem fila.
  • Em casa temos champanhe gelada, vodka congelada, e cerveja holandesa.

Em outras palavras... que tal RASGAR os ingressos, e assistirmos todos juntos?

Desapega - desapega - desapega!

O dinheiro já foi embora, mesmo! Now let's be happy!

(E ainda podemos seguir para o tradicional cheese’n’shake ao final do evento, e pegar as hamburguerias vazias antes da chegada dos enlameados!)

(abr/2014)