quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Bienal do Livro

Sempre compareci às Feiras e Bienais de Livros em finais de semana, mas neste agosto de 2010 tive a oportunidade de comparecer à Bienal do Livro de São Paulo em uma 3ª feira.

O estacionamento no Anhembi está custando R$25 para carros (algo como US$15), ou R$15 para minha moto (US$9). Mais caro do que muitos livros - é como se você fosse a uma Churrascaria e o estacionamento custasse mais do que o próprio espeto!

A entrada foi emocionante. Imaginava que o Pavilhão fosse estar meio deserto, mas qual! Usam os dias de semana para levar Escolas, e a Bienal estava absolutamente lotada de ruidosas crianças! Fiquei comovido por estar em ambiente tão monumental, completamente lotado por meus amados livros e com a algazarra dos excitados petizes; deixei-me levar pela ilusão de que a agitação era por causa dos livros...

Estando acostumado a muitas Feiras de Livros, fiquei extremamente decepcionado com o evento: em 95% dos casos os preços são os mesmos das lojas físicas. Trata-se apenas de um enorme "lojão", que se aproveita da afluência para vender (muito) mais a um preço superior ao da internet. Fui preparado para adquirir diversas peças mas acabei passando muitas horas no garimpo e resgatando pouquíssimas peças - com destaque para um "Planolândia" por R$5 (US$3)! Um grande e inesperado achado foi o stand da PLAYTOY, de apaixonados por antigos jogos de tabuleiros - o stand tem PILHAS de preciosidades. Eles resgatam peças inestimáveis como o maravilhosamente lúdico "Tapete Voador" da GROW, de 30 anos atrás (tenho um em perfeito estado, mas adquiri 2 peças adicionais...). Os jogos da GROW desta época eram espetaculares (o "Jockey" é imbatível, claro que com as regras ligeiramente melhoradas por mim, como aliás sempre fiz com todos os Jogos...). Eles têm até mesmo um "Yam" original. Não resisti e adquiri um "Aventura na Selva" (também da GROW) e agradeci ao Fabio e ao Miguel: graças a eles, minha ida à Bienal foi mais do que justificada.

Esperava encontrar Editoras e Gráficas - por pura vaidade planejo editar 2 livros -, mas quase nada. No que mais se tropeça são vendedores de assinaturas de revistas que te abordam no meio dos corredores com o manjadíssimo "já retirou o seu brinde?". Alguns poucos stands valem a pena, mas creio que nada se compare às Feiras do Livro nas praças públicas do Rio.

O traje oficial dos Escritores é jeans e blaser, e portanto não se espante se você passar a me ver trajado desta forma. Afinal, se você quiser ser Diretor é necessário primeiramente se portar como um, mesmo ainda sendo Gerente...

Mas quem sabe volto lá uma vez mais. Afinal, trata-se de um Mundo em extinção - é um googol de títulos e lançamentos, e ninguém mais tem tempo para quase nada que não seja seu próprio umbigo. Mas é este o Mundo que me fascina; vou acabar junto com os Livros.

(ago/2010)

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