A disputa do 3º lugar na Copa do Mundo deveria ocorrer DEPOIS da Grande Final.
Da forma que é atualmente, um jogo na véspera, NINGUÉM tem o menor interesse ou dá a menor atenção a tal disputa. O que é uma pena, pois certamente são seleções quase excepcionais. Mas não adianta: sendo véspera da Final, todo mundo estará com a cabeça no amanhã.
E o que acontece após a Finalíssima? Um grande vazio! Depois de 1 mês de futebol emocionante, com grandes jogos quase todos os dias e que vieram em um crescendum, vem um enorme buraco negro. Quando está todo mundo viciado, antenado, fissurado por ver um joguinho, qualquer que seja... acabou-se tudo!
Se a disputa do 3º lugar fosse DEPOIS da Finalíssima, haveria muito maior afluência e interesse. Seria uma espécie de despedida ou saideira. O que não acontece na Final, quando ninguém está em clima de despedida ou saideira - mas sim em clima de Grande Final.
Observe-se que esta teoria já foi colocada em prática em Campeonatos de Futebol de Botão que organizo, e posso assegurar que funciona. Quando a disputa de 3º lugar ocorre antes da Final, ninguém dá a menor atenção: ficam todos conversando, bebendo cerveja e esperando a decisão. Mas quando a medalha de bronze entra em jogo depois da Final, ficam todos igualmente conversando e bebendo cerveja, porém assistindo com total interesse ao jogo-saideira!
(jun/2010)
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Jogadores de Futebol do Passado
Comentários do tio "Fulaninho (algum dos gigantes do passado) não conseguiria jogar no futebol de hoje" denotam completa falta de perspectiva histórica por parte de quem os profere.
É o mesmo que dizer (por exemplo) que "o Messi não vale nada porque seu futebol não vai funcionar no futebol praticado daqui a 40 anos".
É necessário avaliar e julgar qualquer coisa dentro de seu contexto temporal. Um recordista mundial do passado não deixa de sê-lo somente porque seu recorde foi superado; ele sempre será um puta atleta; um Recordista Mundial.
Alguém desmerece Mark Spitz e suas sete medalhas de ouro na Olimpíada de 1972 pelo fato de que seus tempos hoje seriam superados por grande parte dos atletas de ponta? É como dizer: - "Se competisse hoje, o Mark Spitz não ganharia nenhuma medalha"!
O único jogador atemporal, e que escapa a esta análise, é Ronaldinho Gaúcho. Trata-se de um presepeiro pífio, um Cagalhão em qualquer que seja a época de atuação considerada.
(jun/2010)
É o mesmo que dizer (por exemplo) que "o Messi não vale nada porque seu futebol não vai funcionar no futebol praticado daqui a 40 anos".
É necessário avaliar e julgar qualquer coisa dentro de seu contexto temporal. Um recordista mundial do passado não deixa de sê-lo somente porque seu recorde foi superado; ele sempre será um puta atleta; um Recordista Mundial.
Alguém desmerece Mark Spitz e suas sete medalhas de ouro na Olimpíada de 1972 pelo fato de que seus tempos hoje seriam superados por grande parte dos atletas de ponta? É como dizer: - "Se competisse hoje, o Mark Spitz não ganharia nenhuma medalha"!
O único jogador atemporal, e que escapa a esta análise, é Ronaldinho Gaúcho. Trata-se de um presepeiro pífio, um Cagalhão em qualquer que seja a época de atuação considerada.
(jun/2010)
domingo, 6 de junho de 2010
Polícia
Ao analisarmos qualquer Profissão, devemos nos ater à filosofia nela embutida; a seus aspectos conceituais, não nos prendendo àquilo que eventualmente tenha acabado por ocorrer com alguns dos profissionais que a exerçam.
Quando se generaliza que "banqueiros são fdp", ou "políticos", ou "sindicalistas", ou o que seja, na verdade estamos nos referindo a Brasileiros que são fdp, e que estão naquele papel, exercendo aquela profissão, da mesma forma que seriam igualmente fêdêpês se exercessem qualquer outra. Não são portanto políticos nem sindicalistas nem bancários que são fdp; são Brasileiros. São Seres Humanos. Nossos semelhantes.
Há uma profissão que me enche de respeito: é a de Policial. Uma atuação que expõe seu profissional a risco de vida simplesmente por envergar-lhe a roupa! Uma profissão que a pessoa exerce para proteger seu semelhante, para proteger a mim, a você e àqueles que nos são queridos, contra pessoas que transformam o que poderia ser uma belíssima existência neste Planeta em algo inseguro e assustador. A Polícia - por definição - faz o correto, protege, se arrisca pelas Pessoas do Bem. A Polícia é do Bem.
Tem gente que se compraz em reclamar da Polícia. Mas o que não falta é gente que reclama de tudo. "O freguês tem sempre reclamação".
Meus respeitos à Polícia e aos policiais, e minha gratidão.
(jun/2010)
Quando se generaliza que "banqueiros são fdp", ou "políticos", ou "sindicalistas", ou o que seja, na verdade estamos nos referindo a Brasileiros que são fdp, e que estão naquele papel, exercendo aquela profissão, da mesma forma que seriam igualmente fêdêpês se exercessem qualquer outra. Não são portanto políticos nem sindicalistas nem bancários que são fdp; são Brasileiros. São Seres Humanos. Nossos semelhantes.
Há uma profissão que me enche de respeito: é a de Policial. Uma atuação que expõe seu profissional a risco de vida simplesmente por envergar-lhe a roupa! Uma profissão que a pessoa exerce para proteger seu semelhante, para proteger a mim, a você e àqueles que nos são queridos, contra pessoas que transformam o que poderia ser uma belíssima existência neste Planeta em algo inseguro e assustador. A Polícia - por definição - faz o correto, protege, se arrisca pelas Pessoas do Bem. A Polícia é do Bem.
Tem gente que se compraz em reclamar da Polícia. Mas o que não falta é gente que reclama de tudo. "O freguês tem sempre reclamação".
Meus respeitos à Polícia e aos policiais, e minha gratidão.
(jun/2010)
sábado, 5 de junho de 2010
Nextel
Nextel é como cocô, só deveria sair do casulo em banheiros.
Artigo 1º –
Ficam autorizadas cusparadas, espirrar ketchup, derramar vinho ou sopa, dar porrada ou um tiro em quem utilizar aparelhos tipo Nextel em locais públicos como restaurantes, cinemas e teatros, ônibus (principalmente em trajetos noturnos), aviões, etc.
§ Único –
Todos os beneficiários da ação ficam instados a interferir pró-ativamente caso o benfeitor venha a ter sua integridade física ameaçada pelo boçal usuário do aparelho em público.
Revogam-se as disposições em contrário.
(mai/2010)
Artigo 1º –
Ficam autorizadas cusparadas, espirrar ketchup, derramar vinho ou sopa, dar porrada ou um tiro em quem utilizar aparelhos tipo Nextel em locais públicos como restaurantes, cinemas e teatros, ônibus (principalmente em trajetos noturnos), aviões, etc.
§ Único –
Todos os beneficiários da ação ficam instados a interferir pró-ativamente caso o benfeitor venha a ter sua integridade física ameaçada pelo boçal usuário do aparelho em público.
Revogam-se as disposições em contrário.
(mai/2010)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Paixão faz mal
Tenho visto diversos jogos de futebol excelentes. Por exemplo as grandes finais do Barcelona, alguns jogos da Espanha, ou minha querida Holanda (terra do GOLDEN EARRING), a Alemanha, Argentina, Itália, alguns grandes jogos do Campeonato Brasileiro... tudo puta jogão!
Mas são jogos que só assisto com prazer quando meu Time do coração não está envolvido. Porque quando está, tudo muda de figura: deixo de apreciar a beleza das jogadas para passar a me preocupar com a precisão dos chutes e com o acerto dos passes, a enlouquecer com os erros dos juízes, a me irritar terrivelmente com a malandragem desonesta dos adversários, a consultar nervosamente o relógio a cada ataque, seja de que lado for. É uma agonia que não tem fim!
Ver jogos de Futebol com Paixão envolvida tira o prazer, e o transforma em angústia. E é pior ainda ver com meu Pai! Além de sofrer com o time, adversários e juiz, ainda fico a ouví-lo reclamar o tempo todo! E mais, com toda a razão!!!
Sempre digo que o Futebol é o responsável por 50% de meus cabelos brancos (ficando 50% para o Trabalho, além de 50% para a Genética).
Buda disse:
- "A fonte de todo o Sofrimento é o Apego. Livre-se do Apego, e se livrará do Sofrimento."
Buda era portanto um apreciador de futebol. E provavelmente torcedor do meu Time!
(mai/2010)
Mas são jogos que só assisto com prazer quando meu Time do coração não está envolvido. Porque quando está, tudo muda de figura: deixo de apreciar a beleza das jogadas para passar a me preocupar com a precisão dos chutes e com o acerto dos passes, a enlouquecer com os erros dos juízes, a me irritar terrivelmente com a malandragem desonesta dos adversários, a consultar nervosamente o relógio a cada ataque, seja de que lado for. É uma agonia que não tem fim!
Ver jogos de Futebol com Paixão envolvida tira o prazer, e o transforma em angústia. E é pior ainda ver com meu Pai! Além de sofrer com o time, adversários e juiz, ainda fico a ouví-lo reclamar o tempo todo! E mais, com toda a razão!!!
Sempre digo que o Futebol é o responsável por 50% de meus cabelos brancos (ficando 50% para o Trabalho, além de 50% para a Genética).
Buda disse:
- "A fonte de todo o Sofrimento é o Apego. Livre-se do Apego, e se livrará do Sofrimento."
Buda era portanto um apreciador de futebol. E provavelmente torcedor do meu Time!
(mai/2010)
quarta-feira, 2 de junho de 2010
We Are The Losers, My Friend
Vivemos uma cultura "We Are The Champions" totalmente inadequada à realidade estatística do Mundo.
Para cada campeão existem dez, vinte ou trinta que não o foram. Para cada selecionado existem quarenta ou cinqüenta que não foram. Para cada banda de sucesso são mil que não saem da garagem. Você namora 20 para casar com 1.
Nossa cultura que só privilegia a vitória - ou a mega-vitória - vai gerando uma Humanidade de frustrados. Se você não for top model, atleta estrelado, ator premiado, cantor que movimenta multidões ou CEO capa das "Capricho" empresariais, então você não é nada, my friend.
Eu gostaria de ver uma torcida cantar "Eu / sou (torcedor de tal time) / com muito orgulho / com muito amor!" quando o time perde. Cadê o Amor? Cantar que tem Amor na vitória é muito fácil. Difícil é sentir tal orgulho in the dark side of the moon.
De uma maneira geral, estatística, todos nós habitantes deste Planeta somos usualmente Perdedores. De vez em quando, sim, Campeões - e então com muito orgulho. Mas por favor, sem uma desmesurada exaltação pelas vitórias. Sem uma busca desenfreada que coloque o triunfo acima da Honestidade, da Lealdade e da Honra.
We are all Fugazi... my Friend!
(set /2009)
Para cada campeão existem dez, vinte ou trinta que não o foram. Para cada selecionado existem quarenta ou cinqüenta que não foram. Para cada banda de sucesso são mil que não saem da garagem. Você namora 20 para casar com 1.
Nossa cultura que só privilegia a vitória - ou a mega-vitória - vai gerando uma Humanidade de frustrados. Se você não for top model, atleta estrelado, ator premiado, cantor que movimenta multidões ou CEO capa das "Capricho" empresariais, então você não é nada, my friend.
Eu gostaria de ver uma torcida cantar "Eu / sou (torcedor de tal time) / com muito orgulho / com muito amor!" quando o time perde. Cadê o Amor? Cantar que tem Amor na vitória é muito fácil. Difícil é sentir tal orgulho in the dark side of the moon.
De uma maneira geral, estatística, todos nós habitantes deste Planeta somos usualmente Perdedores. De vez em quando, sim, Campeões - e então com muito orgulho. Mas por favor, sem uma desmesurada exaltação pelas vitórias. Sem uma busca desenfreada que coloque o triunfo acima da Honestidade, da Lealdade e da Honra.
We are all Fugazi... my Friend!
(set /2009)
terça-feira, 1 de junho de 2010
No Bolso de todas as minhas Calças
(Iggy tem uma música chamada "Cock in my pocket". Além disto...)
No ano 2000 fiz uma invenção genial (em minha humilde opinião). Uma “alça-argola-ganchinho” de tecido costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de minhas calças. Com isto, e utilizando um “mosquetinho” (mini-mosquetão) como chaveiro, passei a carregar as chaves de casa penduradas nesta alcinha costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de minhas calças. São 3 as vantagens, sem nenhuma desvantagem (fora o trabalho de encontrar uma Costureira que entenda e faça, ou então costurar você mesmo):
- as chaves ficam elegantemente penduradas, não formando um “bolo” visível no fundo do bolso;
- as chaves não furam o fundo do seu bolso; e
- as chaves não caem do bolso, e você NUNCA as perde (nem em longuíssimas viagens de ônibus!).
Na época, entusiasmado com a praticidade do invento, fiz também uma previsão: que em uma década esta alça-argola-ganchinho de tecido seria costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de TODAS as calças masculinas.
Bem, os 10 anos se passaram, e atualmente uso a praticíssima alça nos dois bolsos dianteiros de minhas calças, sendo a segunda (bolso esquerdo) para chaves de veículos, ou de casas onde esteja hospedado, mini-lanterna, canivete, etc. Mas ninguém além de mim veio a usar a invenção, e portanto:
- ou tal invento era uma Bosta;
- ou então sou um péssimo vendedor e divulgador de Boas Idéias.

Como estou dez-anos-convencido de se tratar de uma invenção genial e prática, e há meio século convivendo com a terrível incapacidade de convencer meus semelhantes de qualquer coisa, fico com a Segunda opção.
Mas deixo aqui uma foto do invento, e uma recomendação: faça isto na parte superior interna dos bolsos dianteiros de suas calças, ou das de seu Namorado. Você (ou ele) vai adorar.
E quem sabe daqui a 20 anos a gente convence o Mundo!
(mai/2010)
No ano 2000 fiz uma invenção genial (em minha humilde opinião). Uma “alça-argola-ganchinho” de tecido costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de minhas calças. Com isto, e utilizando um “mosquetinho” (mini-mosquetão) como chaveiro, passei a carregar as chaves de casa penduradas nesta alcinha costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de minhas calças. São 3 as vantagens, sem nenhuma desvantagem (fora o trabalho de encontrar uma Costureira que entenda e faça, ou então costurar você mesmo):
- as chaves ficam elegantemente penduradas, não formando um “bolo” visível no fundo do bolso;
- as chaves não furam o fundo do seu bolso; e
- as chaves não caem do bolso, e você NUNCA as perde (nem em longuíssimas viagens de ônibus!).
Na época, entusiasmado com a praticidade do invento, fiz também uma previsão: que em uma década esta alça-argola-ganchinho de tecido seria costurada na parte superior interna do bolso dianteiro direito de TODAS as calças masculinas.
Bem, os 10 anos se passaram, e atualmente uso a praticíssima alça nos dois bolsos dianteiros de minhas calças, sendo a segunda (bolso esquerdo) para chaves de veículos, ou de casas onde esteja hospedado, mini-lanterna, canivete, etc. Mas ninguém além de mim veio a usar a invenção, e portanto:
- ou tal invento era uma Bosta;
- ou então sou um péssimo vendedor e divulgador de Boas Idéias.
Como estou dez-anos-convencido de se tratar de uma invenção genial e prática, e há meio século convivendo com a terrível incapacidade de convencer meus semelhantes de qualquer coisa, fico com a Segunda opção.
Mas deixo aqui uma foto do invento, e uma recomendação: faça isto na parte superior interna dos bolsos dianteiros de suas calças, ou das de seu Namorado. Você (ou ele) vai adorar.
E quem sabe daqui a 20 anos a gente convence o Mundo!
(mai/2010)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Os dois Estados Civis
Existam diversas interpretações sobre o número de estados civis diferentes. Por exemplo, meu Professor de Español, o catalão MC2, diz existirem 2 estados: “Casado” ou “Feliz”. O segundo estado engloba todos os outros...
Pessoalmente também acredito que existam 2 estados: “Disponível” ou “Indisponível”. Existe gente casada que é disponível, da mesma forma que existe gente solteira indiponível (geralmente gatas) (um desperdício) (acredito que com uma aproximação adequada não estariam indisponíveis, mas enfim...).
“Disponível” e “Indisponível” são definições que contêm toda a informação necessária. Seria esta, portanto, a indagação correta a ser feita a alguém. O problema é que, por melhores que sejam suas intenções, se você chegar para uma Menina e perguntar:
- “Você é Disponível?”
vai levar uma bolacha!
(mai/2010)
Pessoalmente também acredito que existam 2 estados: “Disponível” ou “Indisponível”. Existe gente casada que é disponível, da mesma forma que existe gente solteira indiponível (geralmente gatas) (um desperdício) (acredito que com uma aproximação adequada não estariam indisponíveis, mas enfim...).
“Disponível” e “Indisponível” são definições que contêm toda a informação necessária. Seria esta, portanto, a indagação correta a ser feita a alguém. O problema é que, por melhores que sejam suas intenções, se você chegar para uma Menina e perguntar:
- “Você é Disponível?”
vai levar uma bolacha!
(mai/2010)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Comer, Dormir, Transar
Muita gente acha que “comer, dormir e fazer sexo” são as melhores coisas da vida. – “Se eu pudesse, passava a vida inteira só comendo, dormindo e transando!”
Ora, mas é exatamente isto – e exclusivamente isto – que os animais fazem! Não era necessário ter encarnado Ser Humano e se dar a tanto trabalho para conseguir estas coisas; era só ter nascido “irracional”...
... ou será que os irracionais somos nós?
“O Homem é o único animal que não sabe o que veio fazer neste Planeta”.
(mai/2010)
(Nota: não que eu não goste...)
Ora, mas é exatamente isto – e exclusivamente isto – que os animais fazem! Não era necessário ter encarnado Ser Humano e se dar a tanto trabalho para conseguir estas coisas; era só ter nascido “irracional”...
... ou será que os irracionais somos nós?
“O Homem é o único animal que não sabe o que veio fazer neste Planeta”.
(mai/2010)
(Nota: não que eu não goste...)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Previsão do Tempo
Todo ano é a mesma coisa.
No final de maio / início de junho, acontece uma semana de frio tremendo em São Paulo. Fica então todo mundo falando: "neste ano o Inverno veio cedo!", ou "ih, este ano o Inverno vai ser terrível!".
Passamos então dois meses em um inverno absolutamente normal.
No final de agosto / início de setembro vem mais uma semana de frio de rachar. Aí toca a aparecer reportagem nos jornais: “Neste ano o inverno veio tarde!”. E dá-lhe entrevista com lojas que já estavam com a coleção de inverno em liquidação, e com pessoas que já tinham guardado seus agasalhos na parte de cima dos armários.
No one ever learns?
(mai/2010)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Os 4 Elementos
Poucas semanas antes de meu 26º aniversário, os Tios L&M faziam Bodas de Prata. Na época, as filmadoras domésticas estavam começando a aparecer, mas eram ainda uma novidade. Emocionantemente fui encarregado de documentar parte da Festa.
Aproveitei o escudo da câmera para perguntar ao Tio L:
-“Tio, qual o segredo para duas pessoas ficarem 25 anos juntas?”
Passados 28 anos, nunca esqueci a resposta que só vi pelo visor eletrônico:
- “O Amor é o resultado de uma composição de quatro elementos: Amizade, Admiração, Respeito e Confiança. Junte estes 4 elementos, e o Amor virá”.
Preste portanto atenção às pessoas que te cercam. Quem te provoca estes quatro sentimentos?
(mai/2010, com base em mai/1982)
Aproveitei o escudo da câmera para perguntar ao Tio L:
-“Tio, qual o segredo para duas pessoas ficarem 25 anos juntas?”
Passados 28 anos, nunca esqueci a resposta que só vi pelo visor eletrônico:
- “O Amor é o resultado de uma composição de quatro elementos: Amizade, Admiração, Respeito e Confiança. Junte estes 4 elementos, e o Amor virá”.
Preste portanto atenção às pessoas que te cercam. Quem te provoca estes quatro sentimentos?
(mai/2010, com base em mai/1982)
As Convocações para a Seleção Brasileira
Tendo nascido em 1956, a primeira Copa do Mundo da qual tenho perfeita lembrança é a de 1970. Já assisti, portanto, a onze convocações da Seleção Brasileira. E observo haver um padrão comum a quase todos os Técnicos.
Ao convocar a Seleção, seu Técnico faz questão de mostrar que “não se curva às pressões”. Se o País inteiro descobre um jogador antes que Ele (o Técnico) o tenha convocado, babau: Ele não se curvará às pressões. O Técnico prefere ser chamado de “Burro” do que “ceder às pressões”; ser “Macho”é mais importante do que ser Inteligente.
O primeiro exemplo foi o João Saldanha: ele não ia levar o Pelé para a Copa de1970! Tamanho foi o rebuliço, que o Saldanha rodou (felizmente) e entrou o Zagalo. (Posteriormente surgiram outras estórias sobre a saída – as versões posteriores são sempre mais românticas – mas à época o que se comentava era isto).
O Felipão teve a mesma situação com o Romário. Teimoso, corria o risco de ser (muito merecidamente) chamado de “Burro” caso o Brasil não ganhasse a Copa de 2002, por não ter levado o principal responsável (junto com o Bebeto) pela conquista de 1994. Mas Felipão mostrou que tem Sorte.
Telê Santana comprova a tese. É até hoje aclamado como “gênio” simplesmente por ter levado os jogadores que todo mundo queria. O caso do Telê é sintomático: só uma rematada toupeira conseguiria perder a Copa com um timaço daqueles. Ele conseguiu, por um erro crasso na escalação (mais detalhes a respeito no texto “Cagalhões Reverenciados do Futebol Brasileiro”, futuramente neste espaço); mas como levou aqueles que todo o País queria, não sobrou espaço para críticas, e Toupeira Santana é até hoje reverenciado como um dos maiores técnicos que esta República das Bananas já teve.
Agora o Dunga não leva o Paulo Henrique Ganso, contrariando torcedores, comentaristas, bom senso e todo o País. Teimoso e burro como o Felipão ele já mostrou que é. Resta saber se tem a mesma sorte.
(mai/2010)
Ao convocar a Seleção, seu Técnico faz questão de mostrar que “não se curva às pressões”. Se o País inteiro descobre um jogador antes que Ele (o Técnico) o tenha convocado, babau: Ele não se curvará às pressões. O Técnico prefere ser chamado de “Burro” do que “ceder às pressões”; ser “Macho”é mais importante do que ser Inteligente.
O primeiro exemplo foi o João Saldanha: ele não ia levar o Pelé para a Copa de1970! Tamanho foi o rebuliço, que o Saldanha rodou (felizmente) e entrou o Zagalo. (Posteriormente surgiram outras estórias sobre a saída – as versões posteriores são sempre mais românticas – mas à época o que se comentava era isto).
O Felipão teve a mesma situação com o Romário. Teimoso, corria o risco de ser (muito merecidamente) chamado de “Burro” caso o Brasil não ganhasse a Copa de 2002, por não ter levado o principal responsável (junto com o Bebeto) pela conquista de 1994. Mas Felipão mostrou que tem Sorte.
Telê Santana comprova a tese. É até hoje aclamado como “gênio” simplesmente por ter levado os jogadores que todo mundo queria. O caso do Telê é sintomático: só uma rematada toupeira conseguiria perder a Copa com um timaço daqueles. Ele conseguiu, por um erro crasso na escalação (mais detalhes a respeito no texto “Cagalhões Reverenciados do Futebol Brasileiro”, futuramente neste espaço); mas como levou aqueles que todo o País queria, não sobrou espaço para críticas, e Toupeira Santana é até hoje reverenciado como um dos maiores técnicos que esta República das Bananas já teve.
Agora o Dunga não leva o Paulo Henrique Ganso, contrariando torcedores, comentaristas, bom senso e todo o País. Teimoso e burro como o Felipão ele já mostrou que é. Resta saber se tem a mesma sorte.
(mai/2010)
Brutal Valentine
ALICE COOPER PSYCHO-DRAMA
CREDICARD HALL, 12 de junho de 2007
“This won’t hurt... much!”
Faltando 4 dias para meu 51º aniversário, sou brindado no Dia dos Namorados com uma apresentação de TIA ALICE COOPER no CREDICARD HALL, em São Paulo. A Srta. A e eu nos dirigimos ao local nos entupindo de champanhe no gargalo, e ouvindo KILLER de cabo a rabo em volume terminal no trajeto.
Tia Alice foi o primeiro “gig” internacional que assisti, em 1974. Na época ele estava em transição de banda, e excursionando com a “equipe” de Lou Reed além de seu time de estrelas. Assim, (pelo que me lembro) o show da época contou com nada menos do que QUATRO guitarristas: os originais Michael Bruce e Glen Buxton (que morreu em 1997), e mais o suporte luxuoso de Dick Wagner e Steve Hunter (someone please confirm). Assisti tanto ao show intimista no Canecão como ao "popular-lotadaço" no Maracanãzinho.
Passados 33 anos, o público era o melhor possível, com gente de todas as idades, lotação média, espaço para deslocamentos, dança e aproximação do palco, as poltronas liberadas para quem quisesse subir e ter visão panorâmica. Muitos rockers com a pintura clássica de Alice nos olhos e cantos da boca. Um metaleiro usava uma camiseta escrita “BRITNEY WANTS ME”. E nas costas: “... DEAD”. Fomos cumprimentá-lo e indagar se tinha mandado fazer, o que ele confirmou (Alice usou esta camiseta na excusão “Brutally Live” de 2000). E antes do início do show, um gaiato desfilava pela pista gritando:
- “TODO MUNDO QUE ESTÁ DE CAMISA PRETA É VIADO!!!”
Às 22h00m as luzes se apagam, e as luzes por trás de uma imensa tela que escondia o palco projeta o contorno do próprio, de cartola e bengala. A banda ataca de IT’S HOT TONIGHT, a platéia uiva, e um SEGUNDO contorno sombreado de Alice começa a brigar com o primeiro. A primeira sombra, que fora ovacionada, é derrotada. Tínhamos ovacionado a Alice errada... A segunda se ergue, sobe a tela-cortina, e começa o delírio. Alice brinca com a bengala como o legítimo mestre-de-cerimônias que é.
A formação é clássica e essencial: dois guitarristas, baixo e o melhor baterista que se possa imaginar: ERIC SINGER, que há tempos excursiona também com o KISS (quando eles deixam de lado a ganância e o makeup). Alice sempre soube escolher muitíssimo bem sua banda, e se atualmente não excursiona mais com os guitar players Ryan Roxie e Bob Marlette, encontrou substitutos à altura nos afiadíssimos Keri Keller e Jason Hook.
O set list é impecável – creio que não cheguem a existir 10 bandas que possam se servir de um repertório tão espetacular. A segunda música é NO MORE MR. NICE GUY o que conquista de vez a platéia. Eu já começo a chorar na terceira, UNDER MY WHEELS (do obrigatório KILLER de 1971). Emendam I’M EIGHTEEN e aí o choro já é convulsivo, telefono para Gloug, para Garcia, para Lolota e para Mamãe. Somos brindados com IS IT MY BODY? e em seguida a única música do show que não conheço, provavelmente do último disco DIRTY DIAMONDS que é um dos pouquíssimos que não tenho (tenho 15 álbuns da Titia). A banda assume a postura clássica de rock’n’roll no palco, os dois guitarristas e o baixista em linha jogando a cabeça para a frente e para tras, arrebentando nos riffs, e no meio deles Alice destroçando no vocal e mise-en-scène. Estou no banheiro urinando champanhe quando ouço os arrasadores acordes iniciais de LOST IN AMERICA, e enquanto pulo descontrolado (na pista, não no banheiro) telefono para Gustavo que me apresentou ao excelente THE LAST TEMPTATION, de 1994.
O set list é brutal, um fino deleite para quem conheça o trabalho de Vincent Damon Furnier: BE MY LOVER, que jamais pensei ouvir ou ver ao vivo; RAPED AND FREEZIN; LONG WAY TO GO (!!!); MUSCLE OF LOVE; PUBLIC ANIMAL #9; DESPERADO; a inacreditável HALO OF FLIES, talvez a melhor música de todos os tempos; ainda por cima executam uma versão de mais de 10 minutos, com uma seção rítmica com os dois guitarristas abandonando seus instrumentos e também tocando bateria sob luz estroboscópica, ou seja, TRÊS bateristas e mais o baixo, seguida pelo solo de bateria do monstro Eric Singer (ainda bem que a PORRA do Peter Criss foi embora do KISS, eu sempre achei que a bateria era suspensa no show deles para evitar que “O Gato” fosse apedrejado com bosta). Como li certa vez no site da CDNOW: mesmo que o KILLER não fosse o álbum magistral e irrepreensível que é (de minha parte, foi simplesmente o disco que me fez gostar de música), ele já seria obrigatório pela simples presença de HALO OF FLIES. Por mim o show já poderia terminar aí mesmo...
Mas não. Seguiram-se WELCOME TO MY NIGHTMARE (com teatro de seres sem face, inclusive uma noiva!), COLD ETHYL, e com 1 hora de show uma balada: ONLY WOMEN BLEED. Alice dança com uma boneca vestida de Enfermeira, bate nela, a joga nas escadarias do palco, de repente não é mais uma boneca mas sim uma loura linda e gostosa que dança balé pelo palco. Pois Alice continua a estapeá-la no rosto até que ela o interrompe segurando-lhe a mão no ar, no meio do gesto, para delírio da platéia. A música acaba e emenda com STEVEN e então DEAD BABIES, quando Alice empurra um carrinho preto de bebê. Ele tira o bebê do carrinho, o ergue nos braços, a platéia não consegue ser mais ensurdecedora do que já está sendo, Alice coloca o bebê de volta no carrinho, crava-lhe uma estaca no peito, dá marretadas, e finalmente ergue o bebê em triunfo, segurando-o pela estaca atravessada. Entram médicos de preto sem face e colocam uma camisa de força no vocalista enquanto a banda toca THE BALLAD OF DWIGHT FRY do também obrigatório LOVE IT TO DEATH, também de 1971. A versão é longa, pesada, espetacular! Emendam um extrato de DEVIL’S FOOD, Alice fugiu da camisa de força e do palco, os médicos o procuram. Começa KILLER e uma gigantesca forca com patíbulo adentra o palco. Alice foi capturado, e será enforcado, o que efetivamente acontece ao som ensurdecedor daquele ZZZZZZZZZZZZZZ de guitarras distorcidas ao final da música. A platéia está totalmente enlouquecida, um show inacreditável. A Srta A está emocionada e sorridente, descobriu que show de Rock pesado pode ser o máximo, como é bom se descobrir metaleira. Chegamos perto dos músicos, passamos o show passeando pela pista e chegando bem próximo ao palco, às vezes vamos para trás e subimos para a privilegiada vista das cadeiras que hoje estão liberadas, e de onde se vê tudo; depois descemos novamente para dançar, os seguranças estão particularmente carrancudos mas hay que enfrentá-los, it’s only rock’n’roll but we need it! O corpo enforcado de Alice é retirado do palco ao som de um extrato de I LOVE THE DEAD cantado pelo guitarrista. Alice reaparece de blaser branco, cartola branca e bengala, e põe a platéia para cantar e pular com SCHOOL’S OUT. Enormes bolas de borracha são jogadas para lá e para cá pela audiência, e quando chegam ao palco são espetacularmente furdadas por Alice que a esta altura maneja uma espada de pirata, causando explosões e chuva de confetes. É o fim do show, às 23h24m.
Mas é claro que tem encore: em BILLION DOLLAR BABIES Alice brande a espada cheia de dinheiro cravado, e joga as notas para a platéia (ele faz isto desde sempre, durante décadas eu guardei as notas que peguei naqueles shows de 1974). Segue-se POISON e a reação entusiasmanda da platéia me surpreende, pois é uma música de 1989 (disco TRASH) e não a imaginava tão conhecida. E o final antológico com ELECTED, estamos bem perto do palco enquanto Alice discursa:
- “I know we have problems in Curitiba; I know we have problems in Belo Horizonte; I know we have problems in Rio; but frankly... I DON’T CARE!”
, enquanto figurantes carregam cartazes escritos “He doesn’t care”, “Wild Party”, “School’s Out”, etc. Em campanha presidencial, Alice sacode a bandeira do Brasil, e chegamos ao final de 100 minutos eletrizantes de Rock’n’Roll.
Eu teria escolhido – ou melhor, acrescentado – algumas músicas mais recentes, pois os últimos discos da Titia – especialmente a trilogia BRUTAL PLANET / DRAGONTOWN / THE EYES – são fenomenais. Para quem perdeu o show resta perseguir o Homem mundo afora, ou então se deleitar com o dvd BRUTALLY LIVE.
Sempre marco encontro com a galera junto aos palcos, no final de qualquer show, pois é sempre fácil chegar lá. Mas neste caso não foi: a pista junto à boca do palco estava ENTUPIDA de gente mais de 10 minutos após o término. Um fã chegou a invadir o palco, pegar alguma coisa, fazer um stagediving e se perder no meio da massa enquanto os seguranças ficavam putos e apontando inutilmente de cima do palco... Fui lá para a frente para tentar pegar alguma nota do dinheiro, mas o pessoal se acotovelava em busca de souvenirs de... Eric Singer! Ouvi o seguinte diálogo entre dois pitbulls, um dos quais com uma baqueta na mão:
- “Pago QUALQUER COISA por esta baqueta!”
- “Não vendo por dinheiro NENHUM!”
- “Pôrra, eu sou fã do cara desde o BADLANDS!...”
- “ Eu TENHO uma música chamada Badlands!!!...”
O público era de todas as idades, mas qual seria a reação dos mais novos frente a tal avalanche sonora? Ainda na pista, entreouvi de um vintagenário:- “Puta que o pariu, QUE SHOWZAÇO!!!”Uma descrição que sumariza tudo o que vivemos neste Valentine.
Outra medida do sucesso da gig foi a enorme quantidade de gente que se aglomerava em frente ao stand de venda de camisetas na saída. É muito raro ver tanta gente comprando camiseta depois do show. Uma dica quanto às camisetas é a loja CONSULADO DO ROCK nas GRANDES GALERIAS (atualmente mais conhecidas como GALERIA DO ROCK). A CONSULADO produz as camisetas oficiais de muitos shows; tem ótima qualidade, belas estampas e bons preços – principalmente se você adquirir as peças diretamente nas GALERIAS.
O mundo pode ser dividido entre as pessoas que já viram Alice Cooper e Eric Singer ao vivo, e as que não viram.
(jun/2007)
CREDICARD HALL, 12 de junho de 2007
“This won’t hurt... much!”
Faltando 4 dias para meu 51º aniversário, sou brindado no Dia dos Namorados com uma apresentação de TIA ALICE COOPER no CREDICARD HALL, em São Paulo. A Srta. A e eu nos dirigimos ao local nos entupindo de champanhe no gargalo, e ouvindo KILLER de cabo a rabo em volume terminal no trajeto.
Tia Alice foi o primeiro “gig” internacional que assisti, em 1974. Na época ele estava em transição de banda, e excursionando com a “equipe” de Lou Reed além de seu time de estrelas. Assim, (pelo que me lembro) o show da época contou com nada menos do que QUATRO guitarristas: os originais Michael Bruce e Glen Buxton (que morreu em 1997), e mais o suporte luxuoso de Dick Wagner e Steve Hunter (someone please confirm). Assisti tanto ao show intimista no Canecão como ao "popular-lotadaço" no Maracanãzinho.
Passados 33 anos, o público era o melhor possível, com gente de todas as idades, lotação média, espaço para deslocamentos, dança e aproximação do palco, as poltronas liberadas para quem quisesse subir e ter visão panorâmica. Muitos rockers com a pintura clássica de Alice nos olhos e cantos da boca. Um metaleiro usava uma camiseta escrita “BRITNEY WANTS ME”. E nas costas: “... DEAD”. Fomos cumprimentá-lo e indagar se tinha mandado fazer, o que ele confirmou (Alice usou esta camiseta na excusão “Brutally Live” de 2000). E antes do início do show, um gaiato desfilava pela pista gritando:
- “TODO MUNDO QUE ESTÁ DE CAMISA PRETA É VIADO!!!”
Às 22h00m as luzes se apagam, e as luzes por trás de uma imensa tela que escondia o palco projeta o contorno do próprio, de cartola e bengala. A banda ataca de IT’S HOT TONIGHT, a platéia uiva, e um SEGUNDO contorno sombreado de Alice começa a brigar com o primeiro. A primeira sombra, que fora ovacionada, é derrotada. Tínhamos ovacionado a Alice errada... A segunda se ergue, sobe a tela-cortina, e começa o delírio. Alice brinca com a bengala como o legítimo mestre-de-cerimônias que é.
A formação é clássica e essencial: dois guitarristas, baixo e o melhor baterista que se possa imaginar: ERIC SINGER, que há tempos excursiona também com o KISS (quando eles deixam de lado a ganância e o makeup). Alice sempre soube escolher muitíssimo bem sua banda, e se atualmente não excursiona mais com os guitar players Ryan Roxie e Bob Marlette, encontrou substitutos à altura nos afiadíssimos Keri Keller e Jason Hook.
O set list é impecável – creio que não cheguem a existir 10 bandas que possam se servir de um repertório tão espetacular. A segunda música é NO MORE MR. NICE GUY o que conquista de vez a platéia. Eu já começo a chorar na terceira, UNDER MY WHEELS (do obrigatório KILLER de 1971). Emendam I’M EIGHTEEN e aí o choro já é convulsivo, telefono para Gloug, para Garcia, para Lolota e para Mamãe. Somos brindados com IS IT MY BODY? e em seguida a única música do show que não conheço, provavelmente do último disco DIRTY DIAMONDS que é um dos pouquíssimos que não tenho (tenho 15 álbuns da Titia). A banda assume a postura clássica de rock’n’roll no palco, os dois guitarristas e o baixista em linha jogando a cabeça para a frente e para tras, arrebentando nos riffs, e no meio deles Alice destroçando no vocal e mise-en-scène. Estou no banheiro urinando champanhe quando ouço os arrasadores acordes iniciais de LOST IN AMERICA, e enquanto pulo descontrolado (na pista, não no banheiro) telefono para Gustavo que me apresentou ao excelente THE LAST TEMPTATION, de 1994.
O set list é brutal, um fino deleite para quem conheça o trabalho de Vincent Damon Furnier: BE MY LOVER, que jamais pensei ouvir ou ver ao vivo; RAPED AND FREEZIN; LONG WAY TO GO (!!!); MUSCLE OF LOVE; PUBLIC ANIMAL #9; DESPERADO; a inacreditável HALO OF FLIES, talvez a melhor música de todos os tempos; ainda por cima executam uma versão de mais de 10 minutos, com uma seção rítmica com os dois guitarristas abandonando seus instrumentos e também tocando bateria sob luz estroboscópica, ou seja, TRÊS bateristas e mais o baixo, seguida pelo solo de bateria do monstro Eric Singer (ainda bem que a PORRA do Peter Criss foi embora do KISS, eu sempre achei que a bateria era suspensa no show deles para evitar que “O Gato” fosse apedrejado com bosta). Como li certa vez no site da CDNOW: mesmo que o KILLER não fosse o álbum magistral e irrepreensível que é (de minha parte, foi simplesmente o disco que me fez gostar de música), ele já seria obrigatório pela simples presença de HALO OF FLIES. Por mim o show já poderia terminar aí mesmo...
Mas não. Seguiram-se WELCOME TO MY NIGHTMARE (com teatro de seres sem face, inclusive uma noiva!), COLD ETHYL, e com 1 hora de show uma balada: ONLY WOMEN BLEED. Alice dança com uma boneca vestida de Enfermeira, bate nela, a joga nas escadarias do palco, de repente não é mais uma boneca mas sim uma loura linda e gostosa que dança balé pelo palco. Pois Alice continua a estapeá-la no rosto até que ela o interrompe segurando-lhe a mão no ar, no meio do gesto, para delírio da platéia. A música acaba e emenda com STEVEN e então DEAD BABIES, quando Alice empurra um carrinho preto de bebê. Ele tira o bebê do carrinho, o ergue nos braços, a platéia não consegue ser mais ensurdecedora do que já está sendo, Alice coloca o bebê de volta no carrinho, crava-lhe uma estaca no peito, dá marretadas, e finalmente ergue o bebê em triunfo, segurando-o pela estaca atravessada. Entram médicos de preto sem face e colocam uma camisa de força no vocalista enquanto a banda toca THE BALLAD OF DWIGHT FRY do também obrigatório LOVE IT TO DEATH, também de 1971. A versão é longa, pesada, espetacular! Emendam um extrato de DEVIL’S FOOD, Alice fugiu da camisa de força e do palco, os médicos o procuram. Começa KILLER e uma gigantesca forca com patíbulo adentra o palco. Alice foi capturado, e será enforcado, o que efetivamente acontece ao som ensurdecedor daquele ZZZZZZZZZZZZZZ de guitarras distorcidas ao final da música. A platéia está totalmente enlouquecida, um show inacreditável. A Srta A está emocionada e sorridente, descobriu que show de Rock pesado pode ser o máximo, como é bom se descobrir metaleira. Chegamos perto dos músicos, passamos o show passeando pela pista e chegando bem próximo ao palco, às vezes vamos para trás e subimos para a privilegiada vista das cadeiras que hoje estão liberadas, e de onde se vê tudo; depois descemos novamente para dançar, os seguranças estão particularmente carrancudos mas hay que enfrentá-los, it’s only rock’n’roll but we need it! O corpo enforcado de Alice é retirado do palco ao som de um extrato de I LOVE THE DEAD cantado pelo guitarrista. Alice reaparece de blaser branco, cartola branca e bengala, e põe a platéia para cantar e pular com SCHOOL’S OUT. Enormes bolas de borracha são jogadas para lá e para cá pela audiência, e quando chegam ao palco são espetacularmente furdadas por Alice que a esta altura maneja uma espada de pirata, causando explosões e chuva de confetes. É o fim do show, às 23h24m.
Mas é claro que tem encore: em BILLION DOLLAR BABIES Alice brande a espada cheia de dinheiro cravado, e joga as notas para a platéia (ele faz isto desde sempre, durante décadas eu guardei as notas que peguei naqueles shows de 1974). Segue-se POISON e a reação entusiasmanda da platéia me surpreende, pois é uma música de 1989 (disco TRASH) e não a imaginava tão conhecida. E o final antológico com ELECTED, estamos bem perto do palco enquanto Alice discursa:
- “I know we have problems in Curitiba; I know we have problems in Belo Horizonte; I know we have problems in Rio; but frankly... I DON’T CARE!”
, enquanto figurantes carregam cartazes escritos “He doesn’t care”, “Wild Party”, “School’s Out”, etc. Em campanha presidencial, Alice sacode a bandeira do Brasil, e chegamos ao final de 100 minutos eletrizantes de Rock’n’Roll.
Eu teria escolhido – ou melhor, acrescentado – algumas músicas mais recentes, pois os últimos discos da Titia – especialmente a trilogia BRUTAL PLANET / DRAGONTOWN / THE EYES – são fenomenais. Para quem perdeu o show resta perseguir o Homem mundo afora, ou então se deleitar com o dvd BRUTALLY LIVE.
Sempre marco encontro com a galera junto aos palcos, no final de qualquer show, pois é sempre fácil chegar lá. Mas neste caso não foi: a pista junto à boca do palco estava ENTUPIDA de gente mais de 10 minutos após o término. Um fã chegou a invadir o palco, pegar alguma coisa, fazer um stagediving e se perder no meio da massa enquanto os seguranças ficavam putos e apontando inutilmente de cima do palco... Fui lá para a frente para tentar pegar alguma nota do dinheiro, mas o pessoal se acotovelava em busca de souvenirs de... Eric Singer! Ouvi o seguinte diálogo entre dois pitbulls, um dos quais com uma baqueta na mão:
- “Pago QUALQUER COISA por esta baqueta!”
- “Não vendo por dinheiro NENHUM!”
- “Pôrra, eu sou fã do cara desde o BADLANDS!...”
- “ Eu TENHO uma música chamada Badlands!!!...”
O público era de todas as idades, mas qual seria a reação dos mais novos frente a tal avalanche sonora? Ainda na pista, entreouvi de um vintagenário:- “Puta que o pariu, QUE SHOWZAÇO!!!”Uma descrição que sumariza tudo o que vivemos neste Valentine.
Outra medida do sucesso da gig foi a enorme quantidade de gente que se aglomerava em frente ao stand de venda de camisetas na saída. É muito raro ver tanta gente comprando camiseta depois do show. Uma dica quanto às camisetas é a loja CONSULADO DO ROCK nas GRANDES GALERIAS (atualmente mais conhecidas como GALERIA DO ROCK). A CONSULADO produz as camisetas oficiais de muitos shows; tem ótima qualidade, belas estampas e bons preços – principalmente se você adquirir as peças diretamente nas GALERIAS.
O mundo pode ser dividido entre as pessoas que já viram Alice Cooper e Eric Singer ao vivo, e as que não viram.
(jun/2007)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Um Panda Em Saturno
Tenho valores diferentes da imensa maioria de meus semelhantes.
Vivo em uma Sociedade na qual a forma é mais importante do que o conteúdo. Onde o prazer individual se sobrepõe ao bem coletivo. Onde a posse se tornou mais importante do que a sabedoria.
Meu País tem um Presidente que declara que “não pode se limitar pelo que diz um Juiz”(ou seja, pela Lei). Ele quebra a Lei. Assumidamente, publicamente, orgulhosamente. E tem uma imensa aprovação, as pessoas o consideram “engraçado” e “bonachão”. Ele é na verdade um Infrator, um Delinqüente, um Criminoso. Tenho vergonha do Presidente do meu própro País.
Durante disputas, atacantes de futebol correndo junto a defensores deixam as pernas para trás e caem para a frente, “cavando” faltas. O importante é enganar o Juiz e conseguir o penalty. O importante é a vitória, e não a honestidade. Torcidas comemoram títulos obtidos através de roubalheira e falcatrua, e se orgulham de vencer com base em tais desonestidades. O valor maior é a Vitória, e não a Honestidade. (Responda sinceramente – não para mim – o que é mais importante para você?).
De tanto ver vitórias incorretas e injustas, de me irritar com gatunagens e teatrinhos, perdi o imenso prazer de ver futebol torcendo por meu time. Me tornei apático. Mas “perdi” não é o termo correto: este prazer de criança me foi decepado por meus semelhantes.
Honra, respeito e “face value”são para mim os valores mais importantes. Mas só para mim.
O motorista de um carro derruba propositadamente um motociclista para forçar a entrada em uma vaga na qual a moto tinha chegado bem antes, só porque tem “a Força”.
Nos sinais de trânsito no Rio fica um buzinaço enlouquecedor atrás de mim porque em um cruzamento que está lotado de carros do outro lado me recuso a avançar e ficar parado atravessado, bloqueando o trânsito transversal quando o sinal se inverter.
O asfalto é remendado de qualquer jeito, porque são os outros que vão arcar com os calombos da rua. Trabalhos são entregues mal feitos, porque o prazo é mais importante do que a correção.
Me chamam de ingênuo; ingenuamente, me acredito um Filósofo.
Um Panda é um animal em extinção, membro de uma espécie que – como tantas outras – minha espécie exterminou.
Saturno é um Planeta rodeado por anéis que o fazem diferente e único, ao mesmo tempo carregando um significado “estes são meus limites, please stay away”.
Carlos Drummond de Andrade escreveu: “vai, (meu Filho,) vai ser gauche na vida”.
Nada mais deslocado do que Um Panda Em Saturno.
(mai/2010)
(Nota: Este texto é comemorativo às 100 postagens deste Blog. Foi escrito atendendo àqueles que me pedem para explicar seu título. Minha imensa gratidão a Você que o visita e lê).
Vivo em uma Sociedade na qual a forma é mais importante do que o conteúdo. Onde o prazer individual se sobrepõe ao bem coletivo. Onde a posse se tornou mais importante do que a sabedoria.
Meu País tem um Presidente que declara que “não pode se limitar pelo que diz um Juiz”(ou seja, pela Lei). Ele quebra a Lei. Assumidamente, publicamente, orgulhosamente. E tem uma imensa aprovação, as pessoas o consideram “engraçado” e “bonachão”. Ele é na verdade um Infrator, um Delinqüente, um Criminoso. Tenho vergonha do Presidente do meu própro País.
Durante disputas, atacantes de futebol correndo junto a defensores deixam as pernas para trás e caem para a frente, “cavando” faltas. O importante é enganar o Juiz e conseguir o penalty. O importante é a vitória, e não a honestidade. Torcidas comemoram títulos obtidos através de roubalheira e falcatrua, e se orgulham de vencer com base em tais desonestidades. O valor maior é a Vitória, e não a Honestidade. (Responda sinceramente – não para mim – o que é mais importante para você?).
De tanto ver vitórias incorretas e injustas, de me irritar com gatunagens e teatrinhos, perdi o imenso prazer de ver futebol torcendo por meu time. Me tornei apático. Mas “perdi” não é o termo correto: este prazer de criança me foi decepado por meus semelhantes.
Honra, respeito e “face value”são para mim os valores mais importantes. Mas só para mim.
O motorista de um carro derruba propositadamente um motociclista para forçar a entrada em uma vaga na qual a moto tinha chegado bem antes, só porque tem “a Força”.
Nos sinais de trânsito no Rio fica um buzinaço enlouquecedor atrás de mim porque em um cruzamento que está lotado de carros do outro lado me recuso a avançar e ficar parado atravessado, bloqueando o trânsito transversal quando o sinal se inverter.
O asfalto é remendado de qualquer jeito, porque são os outros que vão arcar com os calombos da rua. Trabalhos são entregues mal feitos, porque o prazo é mais importante do que a correção.
Me chamam de ingênuo; ingenuamente, me acredito um Filósofo.
Um Panda é um animal em extinção, membro de uma espécie que – como tantas outras – minha espécie exterminou.
Saturno é um Planeta rodeado por anéis que o fazem diferente e único, ao mesmo tempo carregando um significado “estes são meus limites, please stay away”.
Carlos Drummond de Andrade escreveu: “vai, (meu Filho,) vai ser gauche na vida”.
Nada mais deslocado do que Um Panda Em Saturno.
(mai/2010)
(Nota: Este texto é comemorativo às 100 postagens deste Blog. Foi escrito atendendo àqueles que me pedem para explicar seu título. Minha imensa gratidão a Você que o visita e lê).
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Perplexidades Cotidianas
domingo, 9 de maio de 2010
O Dia da Toalha
Ele trabalhava como Gerente em um Escritório, e tinha duas Secretárias. Certo dia recebia a visita do Presidente da Empresa, a quem se reportava diretamente, e enquanto conversavam em sua sala, estourou um tremendo quebra-pau entre as duas no salão imediatamente ao lado.
Ele era relativamente novo na Empresa, mas o Presidente já estava acostumado à ferocidade de uma delas (evidentemente a baranga) (não sendo isto um preconceito dele, apenas conhecimento estatístico acumulado ao longo da vida). E chamou as duas - uma de cada vez - à sala para extravasarem a tensão e contarem suas versões da história. A baranga, feroz, soltou seus cachorros. Quando chegou a vez da outra, ela começou a falar... e desatou no choro!
Em um gesto de extrema elegância que surpreendeu o Gerente, o Presidente sacou um lenço do bolso e o ofereceu à moça que pranteava. Finíssimo, educadíssimo, elegantérrimo, pensou o Gerente. E a partir daquele dia passou a sempre carregar um lenço no bolso.
As utilidades eram muitas. Às vezes, a falta de um guardanapo para limpar as mãos. Uma sujeira inesperada, um machucado, uma dama necessitada. Para secar a última gota de xixi na ponta do pau depois de uma mijada em um banheiro infecto sem papel disponível, para não sujar a cueca. Quando utilizado, o lenço era sempre posto para lavar imediatamente ao chegar em casa - ele jamais saía com um lenço sujo. E JAMAIS o utilizava para assoar o nariz, pois não é para isto que servem os lenços ("o que é que os mendigos jogam fora e os ricos guardam no bolso? É a MELECA, que fica no lenço após assoada!").
Um dia o arcanjo Gabriel lhe apresentou "O Guia Do Mochileiro Das Galáxias", e ele aprendeu que a coisa mais importante que um Mochileiro das Galáxias pode ter é sua Toalha. Sempre existem milhares de usos para uma Toalha em qualquer ponto da Galáxia, e Mochileiros que conseguirem manter as suas sempre à mão obterão respeito em todo o Universo.
Em uma viagem à Thai Land ele encontrou mini-toalhas medindo 20x20cm, que dobradas ocupavam o mesmo volume de um lenço no bolso de suas calças. Comprou diversas, e passou a enfrentar o Universo e as Galáxias com outra desenvoltura. Estava feliz com este conhecimento, porém por mais que tentasse explicar aos demais as vantagens de se portar uma toalhita (ou mesmo um lenço), ele jamais conseguia convencê-los. Mas isto não o surpreendeu, pois muito raramente conseguia arrancar raciocínios lógicos dos membros de sua Raça. Azar o deles...
Este texto é uma homenagem ao Arcanjo Gabriel, a Doug Adams e a seus seguidores que criaram o DIA DA TOLHA, celebrado em todas as Galáxias a cada 25 de Maio. Não deixe de portar a sua nesta data. Pode ser pequenininha; pode até ser um lenço. Mas cuidado: quando descobrir as vantagens de carregar uma toalhita consigo, você NUNCA MAIS conseguirá se livrar do hábito... Principalmente se tiver a gloriosa oportunidade de utilizá-la cavalheirescamente em auxílio a uma Dama necessitada.
(mai/2010)
Ele era relativamente novo na Empresa, mas o Presidente já estava acostumado à ferocidade de uma delas (evidentemente a baranga) (não sendo isto um preconceito dele, apenas conhecimento estatístico acumulado ao longo da vida). E chamou as duas - uma de cada vez - à sala para extravasarem a tensão e contarem suas versões da história. A baranga, feroz, soltou seus cachorros. Quando chegou a vez da outra, ela começou a falar... e desatou no choro!
Em um gesto de extrema elegância que surpreendeu o Gerente, o Presidente sacou um lenço do bolso e o ofereceu à moça que pranteava. Finíssimo, educadíssimo, elegantérrimo, pensou o Gerente. E a partir daquele dia passou a sempre carregar um lenço no bolso.
As utilidades eram muitas. Às vezes, a falta de um guardanapo para limpar as mãos. Uma sujeira inesperada, um machucado, uma dama necessitada. Para secar a última gota de xixi na ponta do pau depois de uma mijada em um banheiro infecto sem papel disponível, para não sujar a cueca. Quando utilizado, o lenço era sempre posto para lavar imediatamente ao chegar em casa - ele jamais saía com um lenço sujo. E JAMAIS o utilizava para assoar o nariz, pois não é para isto que servem os lenços ("o que é que os mendigos jogam fora e os ricos guardam no bolso? É a MELECA, que fica no lenço após assoada!").
Um dia o arcanjo Gabriel lhe apresentou "O Guia Do Mochileiro Das Galáxias", e ele aprendeu que a coisa mais importante que um Mochileiro das Galáxias pode ter é sua Toalha. Sempre existem milhares de usos para uma Toalha em qualquer ponto da Galáxia, e Mochileiros que conseguirem manter as suas sempre à mão obterão respeito em todo o Universo.
Em uma viagem à Thai Land ele encontrou mini-toalhas medindo 20x20cm, que dobradas ocupavam o mesmo volume de um lenço no bolso de suas calças. Comprou diversas, e passou a enfrentar o Universo e as Galáxias com outra desenvoltura. Estava feliz com este conhecimento, porém por mais que tentasse explicar aos demais as vantagens de se portar uma toalhita (ou mesmo um lenço), ele jamais conseguia convencê-los. Mas isto não o surpreendeu, pois muito raramente conseguia arrancar raciocínios lógicos dos membros de sua Raça. Azar o deles...
Este texto é uma homenagem ao Arcanjo Gabriel, a Doug Adams e a seus seguidores que criaram o DIA DA TOLHA, celebrado em todas as Galáxias a cada 25 de Maio. Não deixe de portar a sua nesta data. Pode ser pequenininha; pode até ser um lenço. Mas cuidado: quando descobrir as vantagens de carregar uma toalhita consigo, você NUNCA MAIS conseguirá se livrar do hábito... Principalmente se tiver a gloriosa oportunidade de utilizá-la cavalheirescamente em auxílio a uma Dama necessitada.
(mai/2010)
Planos para as Próximas 3 Encarnações
Desde criança eu sempre soube o que gostaria de ser nas próximas 3 encarnações. Algumas décadas se passaram, mas curiosamente continuo pensando a mesma coisa.
Na primeira, quero ser um Gato. Sempre gostei de andar por cima de muros, de escolher meus caminhos, mexer onde bem entenda. Ser independente, comer e dormir quando der na telha. Corpo forte e elástico, agilidade e maleabilidade, bigodes antenados e garras firmes, músculos fortes, andando pela noite e enxergando no escuro. Seguindo cheiros e ouvindo ruídos inaudíveis. Mas principalmente as GATAS! Manhosas, dengosas, miando e arranhando... e inquestionavelmente gatas! Uma vida de deleite...
Na encarnação seguinte serei uma Gaivota, ou algum pássaro que plane e dê rasantes sobre o Mar, as pedras, as Montanhas e os campos. Quase um cérebro com olhos e asas; quase um Espírito. Comendo peixe fresquíssimo, ou carne quentinha (vá lá, posso ser uma Águia). Vivendo no Ar, dormindo em Árvores e Ninhos, ou em reentrâncias dos Morros. Talvez isto se deva ao bestial desequilíbrio em meu Mapa Astral: tenho cinco Planetas em signos de Ar, e nenhum em Terra! Ou seja, já nesta existência estou muito mais no Ar do que aqui em baixo (daí ser Filósofo e viver no Mundo das Idéias).
Na terceira encarnação, uma Árvore. Um centenário carvalho, se não puder ser uma milenar Sequóia. Passar décadas e séculos pensando, filosofando, devagar, viscoso, ligando a Terra ao Céu, acolhendo e convivendo com animais e aves, me alimentando do solo e da chuva, curtindo a neblina e a Natureza. Com a paciência que só uma Árvore pode ter.
Observação: A hipótese de ser uma Tartaruga também sempre teve seu apelo. Um bicho reservado, que passa a vida viajando pelos Oceanos, conhece todo o Planeta e seu sistema de correntes marinhas que pode levá-lo a qualquer lugar, longevo e com um tremendo senso de localização. Mas o que não me atrai nas tartarugas é sua vulnerabilidade. É só acontecer de ficar de cabeça para baixo, e acabou-se! Um Biólogo em Fernando de Noronha me comentou que de cada 1000 tartarugas que nascem daqueles ovinhos, apenas entre uma e duas retorna(m) 25 anos depois para colocar seus próprios ovos na mesma praia onde nasceu. "A tartaruga é o feijão do Mar", disse ele. Assim, por mais que eu quisesse viajar como faz a Tartaruga, não me atrai a idéia de ser Feijão.
Ser Humano novamente? Deus me livre!!!
(mai/2010)
Na primeira, quero ser um Gato. Sempre gostei de andar por cima de muros, de escolher meus caminhos, mexer onde bem entenda. Ser independente, comer e dormir quando der na telha. Corpo forte e elástico, agilidade e maleabilidade, bigodes antenados e garras firmes, músculos fortes, andando pela noite e enxergando no escuro. Seguindo cheiros e ouvindo ruídos inaudíveis. Mas principalmente as GATAS! Manhosas, dengosas, miando e arranhando... e inquestionavelmente gatas! Uma vida de deleite...
Na encarnação seguinte serei uma Gaivota, ou algum pássaro que plane e dê rasantes sobre o Mar, as pedras, as Montanhas e os campos. Quase um cérebro com olhos e asas; quase um Espírito. Comendo peixe fresquíssimo, ou carne quentinha (vá lá, posso ser uma Águia). Vivendo no Ar, dormindo em Árvores e Ninhos, ou em reentrâncias dos Morros. Talvez isto se deva ao bestial desequilíbrio em meu Mapa Astral: tenho cinco Planetas em signos de Ar, e nenhum em Terra! Ou seja, já nesta existência estou muito mais no Ar do que aqui em baixo (daí ser Filósofo e viver no Mundo das Idéias).
Na terceira encarnação, uma Árvore. Um centenário carvalho, se não puder ser uma milenar Sequóia. Passar décadas e séculos pensando, filosofando, devagar, viscoso, ligando a Terra ao Céu, acolhendo e convivendo com animais e aves, me alimentando do solo e da chuva, curtindo a neblina e a Natureza. Com a paciência que só uma Árvore pode ter.
Observação: A hipótese de ser uma Tartaruga também sempre teve seu apelo. Um bicho reservado, que passa a vida viajando pelos Oceanos, conhece todo o Planeta e seu sistema de correntes marinhas que pode levá-lo a qualquer lugar, longevo e com um tremendo senso de localização. Mas o que não me atrai nas tartarugas é sua vulnerabilidade. É só acontecer de ficar de cabeça para baixo, e acabou-se! Um Biólogo em Fernando de Noronha me comentou que de cada 1000 tartarugas que nascem daqueles ovinhos, apenas entre uma e duas retorna(m) 25 anos depois para colocar seus próprios ovos na mesma praia onde nasceu. "A tartaruga é o feijão do Mar", disse ele. Assim, por mais que eu quisesse viajar como faz a Tartaruga, não me atrai a idéia de ser Feijão.
Ser Humano novamente? Deus me livre!!!
(mai/2010)
O Futuro dos Livros
Às vezes não é necessário ler a borra do café para saber o que vai acontecer...
Muita baboseira tem sido publicada sobre o que vai acontecer com os livros. A maioria dos argumentos vem de gente que olha para trás, e se põe a analisar o futuro com olhos de dinossauro.
Quem determina o futuro não somos nós, neandertais condicionados à tecnologia antiga, mas sim quem cresce convivendo com a tecnologia emergente. Por mais que nós cinqüentenários estejamos acostumado às inúmeras vantagens, facilidades, conforto e fetiche dos livros, o que interessa para o porvir é como pensa e se comporta quem está crescendo agora. E estas pessoas não têm o apego que nós temos a nossas bibliotecas. O livro digital tem inúmeras vantagens práticas, como escolha do formato e tamanho dos caracteres, a praticidade, ou então a possibilidade de carregar simultaneamente centenas de materiais distintos. E esta tecnologia ainda está evoluindo; estamos somente no começo, quaisquer senões contra seu desenvolvimento têm todo o tempo do mundo para serem contornados, desenvolvidos e aprimorados.
Livros não vão subsistir somente porque retrógrados babacas empedernidos e empalhados consideram que “o livro é insubstituível”, utilizando argumentos que faziam sentido no século passado mas são irrelevantes para o futuro. Basta olhar para o que resta de sua coleção de fitas K7, de discos de vinil, sua máquina fotográfica de 35mm (não há muito se dizia que a foto digital jamais iria substituir o filme analógico por causa da definição da imagem), seus filmes em VHS e proximamente suas coleções de CDs e DVDs. E sua bibliotequinha vai pelo mesmo caminho, sorry kid! Quando se for esta nossa geração que se acostumou a carregar livros em mochilas e expô-los em estantes, quando se for esta nossa geração acostumada à propriedade de uma enormidade de átomos, o livro irá embora junto. Em outras palavras, os Livros vão acabar junto conosco; irão acabar junto comigo!
Mas isto não é problema, pois também o Mundo e o Universo vão acabar quando eu me for...
(mai/2010)
Muita baboseira tem sido publicada sobre o que vai acontecer com os livros. A maioria dos argumentos vem de gente que olha para trás, e se põe a analisar o futuro com olhos de dinossauro.
Quem determina o futuro não somos nós, neandertais condicionados à tecnologia antiga, mas sim quem cresce convivendo com a tecnologia emergente. Por mais que nós cinqüentenários estejamos acostumado às inúmeras vantagens, facilidades, conforto e fetiche dos livros, o que interessa para o porvir é como pensa e se comporta quem está crescendo agora. E estas pessoas não têm o apego que nós temos a nossas bibliotecas. O livro digital tem inúmeras vantagens práticas, como escolha do formato e tamanho dos caracteres, a praticidade, ou então a possibilidade de carregar simultaneamente centenas de materiais distintos. E esta tecnologia ainda está evoluindo; estamos somente no começo, quaisquer senões contra seu desenvolvimento têm todo o tempo do mundo para serem contornados, desenvolvidos e aprimorados.
Livros não vão subsistir somente porque retrógrados babacas empedernidos e empalhados consideram que “o livro é insubstituível”, utilizando argumentos que faziam sentido no século passado mas são irrelevantes para o futuro. Basta olhar para o que resta de sua coleção de fitas K7, de discos de vinil, sua máquina fotográfica de 35mm (não há muito se dizia que a foto digital jamais iria substituir o filme analógico por causa da definição da imagem), seus filmes em VHS e proximamente suas coleções de CDs e DVDs. E sua bibliotequinha vai pelo mesmo caminho, sorry kid! Quando se for esta nossa geração que se acostumou a carregar livros em mochilas e expô-los em estantes, quando se for esta nossa geração acostumada à propriedade de uma enormidade de átomos, o livro irá embora junto. Em outras palavras, os Livros vão acabar junto conosco; irão acabar junto comigo!
Mas isto não é problema, pois também o Mundo e o Universo vão acabar quando eu me for...
(mai/2010)
Um Dia na Vida
De tudo que celebramos na vida, somente uma única data cai em um dia escolhido por nós.
Comemoramos nascimentos e aniversários, Natal, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, Carnaval, formatura, independência, santos e religiosos, Mortos, Tiradentes, Zulu e São Jorge, títulos de clubes de futebol... mas NADA ocorre em uma data que escolhemos.
Nada... exceto o Casamento! A data do Casamento, que será comemorada pelo resto da vida (ao menos assim se espera) é a ÚNICA data em nossas vidas que ocorre em um dia escolhido por nós.
Também o Campanheiro ou Companheira, que ficará ao lado "até que a Morte os separe", é uma escolha pessoal e única. Não escolhemos Pai, Mãe, Tios, Primos, familiares, professores, chefes, funcionários e colegas de trabalho. Não escolhemos como serão nossos Filhos. Mas a Companheira... esta é Eleita! Cuidadosamente selecionada entre bilhões de outras possibilidades! Uma ÚNICA pessoa em todo o Planeta, e escolhida por você! Tanto a Pessoa como a data da união.
Assim, um Casal é a célula central em torno da qual tudo gira. Um Sistema Solar, onde os filhos são meros planetas, satélites, cometas, planetóides gravitando à volta. Ninguém escolheu seus Filhos. E um dia - se tudo correr como deveria - eles irão embora de sua casa, para distante de sua vida. Mas não seu Companheiro. Este ficará a seu lado. Até o Fim.
Tudo isto para dizer que não entendo pessoas que colocam os Filhos acima do Companheiro. Que colocam os Planetas como mais importantes do que o Sol. Filhos você pode ter uma dúzia, e não vai escolher nenhum deles. Companheiro é um só. Filhos caem do Céu, são escolhidos pela Cegonha; seu Companheiro foi você quem elegeu.
Os Companheiros são mais importantes do que os Filhos. O tronco é mais importante do que os frutos. O Sol é mais importante do que as Luas. E quando vejo alguém se comportar de forma diferente disto, fico sinceramente com muita pena de seu Parceiro.
(♫"Talvez eu seja o último romântico..."♫)
(mai/2010)
Comemoramos nascimentos e aniversários, Natal, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, Carnaval, formatura, independência, santos e religiosos, Mortos, Tiradentes, Zulu e São Jorge, títulos de clubes de futebol... mas NADA ocorre em uma data que escolhemos.
Nada... exceto o Casamento! A data do Casamento, que será comemorada pelo resto da vida (ao menos assim se espera) é a ÚNICA data em nossas vidas que ocorre em um dia escolhido por nós.
Também o Campanheiro ou Companheira, que ficará ao lado "até que a Morte os separe", é uma escolha pessoal e única. Não escolhemos Pai, Mãe, Tios, Primos, familiares, professores, chefes, funcionários e colegas de trabalho. Não escolhemos como serão nossos Filhos. Mas a Companheira... esta é Eleita! Cuidadosamente selecionada entre bilhões de outras possibilidades! Uma ÚNICA pessoa em todo o Planeta, e escolhida por você! Tanto a Pessoa como a data da união.
Assim, um Casal é a célula central em torno da qual tudo gira. Um Sistema Solar, onde os filhos são meros planetas, satélites, cometas, planetóides gravitando à volta. Ninguém escolheu seus Filhos. E um dia - se tudo correr como deveria - eles irão embora de sua casa, para distante de sua vida. Mas não seu Companheiro. Este ficará a seu lado. Até o Fim.
Tudo isto para dizer que não entendo pessoas que colocam os Filhos acima do Companheiro. Que colocam os Planetas como mais importantes do que o Sol. Filhos você pode ter uma dúzia, e não vai escolher nenhum deles. Companheiro é um só. Filhos caem do Céu, são escolhidos pela Cegonha; seu Companheiro foi você quem elegeu.
Os Companheiros são mais importantes do que os Filhos. O tronco é mais importante do que os frutos. O Sol é mais importante do que as Luas. E quando vejo alguém se comportar de forma diferente disto, fico sinceramente com muita pena de seu Parceiro.
(♫"Talvez eu seja o último romântico..."♫)
(mai/2010)
sábado, 8 de maio de 2010
Joe Contra o Vulcão
Se é possível dizer que algum filme mudou nossa vida, para mim "Joe Contra o Vulcão" é tal filme. Em 15 anos eu o assisti - sem exagero - 30 vezes (embora possa parecer um exagero...). É o filme que mais me emociona: mágico, filosófico, inteligente, divertido, romântico, poético, profundo, encantado. A história que conquistou minha alma. Para mim, The Best; ever.
Este foi o primeiro filme que assisti duas vezes em seguida, emendando uma segunda sessão tão logo acabou a primeira. Considero este um requisito essencial para usufruí-lo: deve seja assistido pelo menos duas vezes. Ao longo da primeira ele poderá parecer arrastado, longo, chato. No entanto, todas as referências e citações serão repetidas e reapresentadas ao longo dos 102 minutos, e só ao revê-lo é possível entender porque isto e aquilo apareciam ali e aqui.

O elenco é primoroso. Meg Ryan faz 3 papéis, e certa vez a vi comentá-los no Inside Actors Studio. A pergunta era "qual o papel mais difícil que você já fez?". Ela respondeu (não exatamente com estas palavras) que "no obscuro 'Joe Contra o Vulcão' eu fiz 3 papéis, representando 3 diferentes fases da vida da Mulher: adolescência, juventude e plenitude. E para este terceiro papel eu não tinha nenhuma referência, e tive que ser eu mesma. E este é o papel mais difícil para um ator: ser ele mesmo".
É exatamente neste terceiro papel, Patricia Graynamore, que Ms. Ryan pronuncia uma das mais memoráveis falas da história do Cinema. In exact words:
- "My Father says the whole world is asleep, everybody you know, everybody you see, everybody you talk to. He says that only a few people are awake - and those live in a state of constant total amazement."
O Pai dela, o ensandecido bilionário Graynamore, é vivido por Lloyd "Mike Nelson" Bridges. Sua atuação ao enviar Joe para pular no Vulcão enquanto solta fumaça pelo cachimbo é antológica.
Li certa vez que Tom Hanks não fala a respeito de 'Joe'; é claro que quando encontrá-lo já tenho algo a lhe perguntar: porquê não? Afinal, o personagem principal tem praticamente seu próprio nome! 'Joe Banks' é mais do que coincidência...
Adoro o personagem do vendedor de malas que vende a Joe os baús que virão a ser seus companheiros inseparáveis. Um profissional totalmente absorto e apaixonado por seu Trabalho. Joe lhe descreve a viagem que fará, e seus olhos brilham:
- "A real journey!..."
E completa, levantando as sobrancelhas e o indicador:
- "Regarding your luggage problem... I believe I have just THE thing!".
Então, em uma tomada que remete a algo sacro, as portas internas da loja se abrem com a música-tema de Joe executada de forma quase religiosa, e o baú aparece. E a ironia suprema: quando Joe, que tem menos de 6 meses de vida pela frente, lhe encomenda 4 baús, ele abençoa:
- "May you live to be a thousand years old, Sir!"
A música-tema de Joe toca somente em momentos especiais e muito bem escolhidos. Toda a trilha sonora é primorosa, e jamais foi lançada comercialmente. "Mas Que Nada", de Jorge Ben performada por Sergio Mendes & Brazil 66 só veio a fazer sucesso muito tempo depois; "The Cowboy Song" é executada pelo próprio Hanks/Banks; a marcha triunfal dos índios aparece de vez em quando em alguns comerciais; a música do abajur de Joe foi composta por Anjos para ninar crianças sonhadoras...
O filme é de 1990, com roteiro e direção de John Patrick Shanley. Ele ficou famoso - e até ganhou um Oscar - com seu filme anterior "Moonstruck" (Feitiço da Lua) com Nicolas Cage e Cher.
Eu poderia me estender muito sobre o filme - sobre como todas as vezes que o símbolo do raio aparece é indicando o caminho do mal e da destruição, por exemplo; ou sobre o ritual a que Joe e Patricia são submetidos pelos índios, que é um ritual primitivo de preparação para um casamento (força e energia para ele, delicadeza e sensibilidade para ela) - mas não vou me alongar mais. Menciono apenas uma fala memorável do intocável Robert Stack no filme:
- "You have some time left, Mr. Banks; you have some life left. My advice to you is: live it well".
We all have some time left, we all have some life left. We all should live it well.
- "TAKE ME… TO… THE VOLCANO!".
Chorei 30 vezes ao ver a cena de Patricia e Joe na boca do vulcão. Como também chorei 30 vezes ao ver o agradecimento de Joe a Deus por sua vida, diante da Lua, no Mar (esta cena é a imagem de boas-vindas deste Blog, que você viu lá em cima ao entrar).
"Joe Versus The Volcano" é um filme sobre Coragem. Conta a história de como podemos construir nossa jornada do Inferno ao Céu.
É o filme que me levou "away from the things of Man".
(mai/2010)
Este foi o primeiro filme que assisti duas vezes em seguida, emendando uma segunda sessão tão logo acabou a primeira. Considero este um requisito essencial para usufruí-lo: deve seja assistido pelo menos duas vezes. Ao longo da primeira ele poderá parecer arrastado, longo, chato. No entanto, todas as referências e citações serão repetidas e reapresentadas ao longo dos 102 minutos, e só ao revê-lo é possível entender porque isto e aquilo apareciam ali e aqui.

O elenco é primoroso. Meg Ryan faz 3 papéis, e certa vez a vi comentá-los no Inside Actors Studio. A pergunta era "qual o papel mais difícil que você já fez?". Ela respondeu (não exatamente com estas palavras) que "no obscuro 'Joe Contra o Vulcão' eu fiz 3 papéis, representando 3 diferentes fases da vida da Mulher: adolescência, juventude e plenitude. E para este terceiro papel eu não tinha nenhuma referência, e tive que ser eu mesma. E este é o papel mais difícil para um ator: ser ele mesmo".
É exatamente neste terceiro papel, Patricia Graynamore, que Ms. Ryan pronuncia uma das mais memoráveis falas da história do Cinema. In exact words:
- "My Father says the whole world is asleep, everybody you know, everybody you see, everybody you talk to. He says that only a few people are awake - and those live in a state of constant total amazement."
O Pai dela, o ensandecido bilionário Graynamore, é vivido por Lloyd "Mike Nelson" Bridges. Sua atuação ao enviar Joe para pular no Vulcão enquanto solta fumaça pelo cachimbo é antológica.
Li certa vez que Tom Hanks não fala a respeito de 'Joe'; é claro que quando encontrá-lo já tenho algo a lhe perguntar: porquê não? Afinal, o personagem principal tem praticamente seu próprio nome! 'Joe Banks' é mais do que coincidência...
Adoro o personagem do vendedor de malas que vende a Joe os baús que virão a ser seus companheiros inseparáveis. Um profissional totalmente absorto e apaixonado por seu Trabalho. Joe lhe descreve a viagem que fará, e seus olhos brilham:
- "A real journey!..."
E completa, levantando as sobrancelhas e o indicador:
- "Regarding your luggage problem... I believe I have just THE thing!".
Então, em uma tomada que remete a algo sacro, as portas internas da loja se abrem com a música-tema de Joe executada de forma quase religiosa, e o baú aparece. E a ironia suprema: quando Joe, que tem menos de 6 meses de vida pela frente, lhe encomenda 4 baús, ele abençoa:
- "May you live to be a thousand years old, Sir!"
A música-tema de Joe toca somente em momentos especiais e muito bem escolhidos. Toda a trilha sonora é primorosa, e jamais foi lançada comercialmente. "Mas Que Nada", de Jorge Ben performada por Sergio Mendes & Brazil 66 só veio a fazer sucesso muito tempo depois; "The Cowboy Song" é executada pelo próprio Hanks/Banks; a marcha triunfal dos índios aparece de vez em quando em alguns comerciais; a música do abajur de Joe foi composta por Anjos para ninar crianças sonhadoras...
O filme é de 1990, com roteiro e direção de John Patrick Shanley. Ele ficou famoso - e até ganhou um Oscar - com seu filme anterior "Moonstruck" (Feitiço da Lua) com Nicolas Cage e Cher.
Eu poderia me estender muito sobre o filme - sobre como todas as vezes que o símbolo do raio aparece é indicando o caminho do mal e da destruição, por exemplo; ou sobre o ritual a que Joe e Patricia são submetidos pelos índios, que é um ritual primitivo de preparação para um casamento (força e energia para ele, delicadeza e sensibilidade para ela) - mas não vou me alongar mais. Menciono apenas uma fala memorável do intocável Robert Stack no filme:
- "You have some time left, Mr. Banks; you have some life left. My advice to you is: live it well".
We all have some time left, we all have some life left. We all should live it well.
- "TAKE ME… TO… THE VOLCANO!".
Chorei 30 vezes ao ver a cena de Patricia e Joe na boca do vulcão. Como também chorei 30 vezes ao ver o agradecimento de Joe a Deus por sua vida, diante da Lua, no Mar (esta cena é a imagem de boas-vindas deste Blog, que você viu lá em cima ao entrar).
"Joe Versus The Volcano" é um filme sobre Coragem. Conta a história de como podemos construir nossa jornada do Inferno ao Céu.
É o filme que me levou "away from the things of Man".
(mai/2010)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Fator de Equilíbrio
(Este artigo não se apega a nenhum preceito moral, e muito menos exibe preferências pessoais, meramente apresentando uma análise utilitária de disponibilidades e usos.)
Interessante passear por Copacabana às 3 da tarde em um nublado 25 de dezembro.
O que mais se encontra – ao menos, o que mais observo – são mendigos e prostitutas.
Minha atenção se foca nas putinhas. Jovencitas, quase teenagers, alegres e sorridentes, cheias de energia, voluptosas e sem soutien. E conseqüentemente bonitinhas, atraentes, algumas bastante gostosas.
Fico pensando que o Mundo é injusto com as Mulheres. Afinal, para os machos disporem de uma jovencita gostosinha, basta ir à calle (ou baixar um book, ou freqüentar casas noturnas que variam do imundo ao sofisticadérrimo) e escolher. Já as Mulheres não têm esta paleta à disposição.
Mas... será que não?
Mulheres têm muito mais facilidade em conseguir parceiros: basta ir à balada, ao boteco, ao shopping ou à night e disparar uma série de olhares e de “sim”s. Basta dar mole, e quase certamente conseguirão companhia.
(Pode-se questionar a qualidade desta companhia, da mesma forma que se questione a companhia de uma prostituta. Mas aqui a referência é às “companhias temporárias”.)
Mulheres têm facilidade em conseguir “companhia temporária”, e Homens não. E assim, para isto eles precisam recorrer ao comércio.
As Putas são o Fator de Equilíbrio.
(set/2009)
Interessante passear por Copacabana às 3 da tarde em um nublado 25 de dezembro.
O que mais se encontra – ao menos, o que mais observo – são mendigos e prostitutas.
Minha atenção se foca nas putinhas. Jovencitas, quase teenagers, alegres e sorridentes, cheias de energia, voluptosas e sem soutien. E conseqüentemente bonitinhas, atraentes, algumas bastante gostosas.
Fico pensando que o Mundo é injusto com as Mulheres. Afinal, para os machos disporem de uma jovencita gostosinha, basta ir à calle (ou baixar um book, ou freqüentar casas noturnas que variam do imundo ao sofisticadérrimo) e escolher. Já as Mulheres não têm esta paleta à disposição.
Mas... será que não?
Mulheres têm muito mais facilidade em conseguir parceiros: basta ir à balada, ao boteco, ao shopping ou à night e disparar uma série de olhares e de “sim”s. Basta dar mole, e quase certamente conseguirão companhia.
(Pode-se questionar a qualidade desta companhia, da mesma forma que se questione a companhia de uma prostituta. Mas aqui a referência é às “companhias temporárias”.)
Mulheres têm facilidade em conseguir “companhia temporária”, e Homens não. E assim, para isto eles precisam recorrer ao comércio.
As Putas são o Fator de Equilíbrio.
(set/2009)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Guedes Guide to Shakira
Shakira sempre foi um ponto fora da curva em minha "CDteca Isto & Isto Mesmo", composta exclusivamente por discos de Rock (Hard e Progressivo). Sempre fui acusado de gostar dela pelos mesmos motivos óbvios pelos quais todos os Homens gostam. Mas não foi esta a razão.
A primeira vez que Shakira me chamou a atenção foi na Índia, em 2002. Nas ruas e televisões, só tocava música indiana. Ininterruptamente, aquelas músicas com os todos clipes absolutamente iguais, com dança de multidão, amor casto de jovens com promessas nos olhares, muitas cores e rebolation coreografado. Só tocava isto na Índia... e a Shakira! "Whenever", whatever, fiquei impressionado com a penetração e poder desta mulher, pois a Índia é muito fechada.
Algum tempo depois fui ao Atacama, onde suas músicas também eram muito tocadas. E namorei uma Argentina. Fui seduzido pela língua espanhola, e pensei adquirir algum disco original. Na Saraiva, uma oferta: o MTV Acústico da Shakira por R$14. Pesquisei a respeito: foi a primeira vez que a MTV transmitiu mundialmente alguma coisa que não fosse em inglês. Com 22 anos de idade, ela fez tudo neste Unplugged: composições, arranjos, escolheu cenários e conceito do show (os 4 Elementos), etc. O DVD também estava disponível, mas optei pelo CD para conhecer o som. Bingo! Uma obra prima, bom de ponta a ponta, um arraso, todas as letras sobre dor de cotovelo, amores não correspondidos, traições, dolor, mucho dolor! Performance impecável, vocal poderoso. Após conhecer bem o disco, comprei o DVD. Melhor ainda! E ainda por cima, um regalo aos olhos...
Comprei então o álbum seguinte "Servicio de Lavanderia" (que no mercado americano e na colônia brasileira saiu como "Laundry Service"), com algumas músicas em espanhol e outras em inglês, ela trocando os cabelos vermelhos por um vulgaríssimo loira. Não um disco excepcional, mas com algumas pérolas. Parti para o CD "¿Dónde Están Los Ladrones?" que é a gênese do MTV Unplugged: brilhante, é bastante curioso conhecer primeiro um disco sob forma acústica e ao vivo e somente depois conhecer sua versão original de estúdio, elétrica. Comprei então o disco anterior (18 anos de idade!), o genial "Pies Descalzos", delicado, folk, acústico. Não tive mais dúvidas que Shakira Isabel Mebarak era um prodígio.
Eu dizia então que embora sempre afirme que Deus não dá dois dons a uma pessoa (que o digam os guitarristas e bateristas que se revelam bisonhos vocalistas, como Clapton, Hendrix, Frejat e Phil Collins), Shakira era uma exceção, com vários dons...

No DVD "Live and Off the Record", como bem disse o Amigo Marcos Soares (que a viu executar "Te Dejo, Madrid" ao vivo open-air na própria Madrid diante de 100.000 pessoas, e que na Colômbia pegou um táxi em Bogotá e disse: - "Para Barranquilla!", e ouviu do taxista a resposta: - "Nesta época do ano ela não está lá!") a menina estava bastante... vadia! Mas com os mesmos excelentes músicos de sempre, e apresentando uma performance completamente Rocker. Trata-se de um dos mais espetaculares shows já registrados em vídeo; é brilhante, contagiante, obrigatório e inesquecível.
O projeto seguinte foi um disco duplo, con un disco en Español and another in English. Fijación Oral vol. 1 e Oral Fixation vol. 2 são fracos, pode-se pinçar algumas coisas (boas) aqui e ali, mas... no geral são fracos. A participação de Carlos Santana se situa entre o caricato e o patético. Mas trazia "Hips Don't Lie", que veio a ser a música mais vendida do século XXI até o momento, atingindo o #1 em mais de 55 países. E a excursão que se seguiu gerou o ótimo DVD "Oral Fixation Tour".
Faço aqui uma pausa antes de escumelhar o disco "She Wolf". Que quiser conhecer Shakira até então, sugiro as compilações-roteiros abaixo.
CD
- MTV Unplugged (2000)
1. Octavo Día / 2. Si Te Vas / 3. Inevitable / 4. Estoy Aquí
- Dónde Están los Ladrones? (1998)
5. Ciega, Sordomuda / 6. Dónde están los Ladrones / 7. Que Vuelvas / 8. Ojos Así
- Servicio de Lavanderia (2001)
9. Tango / 10. Te Dejo Madrid / 11. Suerte
- Fijación Oral vol. 1 (2005)
12. Las de la Intuición
- Oral Fixation vol. 2 (2005)
13. Hips Don't Lie
- Pies Descalzos (1995)
14. Un Poco de Amor / 15. Pies Descalzos, Sueños Blancos / 16. Donde Estas Corazon / 17. Se Quiere. Se Mata
Pistas de regalo (en inglés):
- Oral Fixation vol. 2
18. Don't Bother
- Live and Off the Record (2004)
19. Back in Black
DVD setlist
- 1999 MTV Unplugged
2. Si Te Vas / 5. Ciega, Sordomuda / 6. Inevitable / 7. Estoy Aqui / 11. Ojos Asi
- 2003 Live & Off the Record
5. Back In Black / 14. Objection (Tango) / 15. Whenever Wherever
- 2007 Fijación Oral
3. Te Dejo Madrid / 5. Antología / 9. La Tortura (featuring Alejandro Sanz) / 11. Whenever, Wherever / 12. La Pared / 14. Pies Descalzos / 15. Ciega, Sordomuda / 16. Ojos Así / 17. Hips Don't Lie (featuring Wyclef Jean)
(Acrescentar o delicioso clip "Las de la Intuición", no qual ela usa peruca channel azul com roupa de estudante colegial.)
No final de 2009, o desastre. Preocupada em conquistar o mercado global, Shakira deu as costas aos fãs do início da carreira (ou seja, EU!), abandonou a Qualidade e se entregou ao Pop. Ouvi o disco "She Wolf" em uma loja e achei uma BOSTA, e não ia comprá-lo; afinal, o que me fez gostar dela lá no começo foi o cantar em español, e não as músicas em inglês. Porém uma reedição recheada de bonus tracks (coisas adicionais, coisas em español, coisas ao vivo) nas Lojas Americanas pelos mesmos antigos R$14 me fez dar uma chance à oxigenada. Minha recompensa? As letras do novo disco (em inglês) não eram mais de sofrimento, mas sim "sou uma loba que caça sua presa", "saio na noite e escolho os homens", "sou uma cigana que vai roubar suas roupas", "cadê os homens desta cidade, será que fugiram quando souberam que eu ia chegar?", letras de mulher mal comida, na capa parece a Hannah Montana, em "Gipsy" canta como Alanis Morissette, o astral é de Madonna (quem diria, copiando a mesma Madonna que a copiou na última "Sticky & Sweet Tour") misturada com Cher e Celine Dion, uma música chamada "Did it Again"... ooops, não era da Britney?
Devo ser o único Homem que aguarda a Shakira ficar uma baranga, quando finalmente poderemos reencontrar sua Arte e seu Sentimento.
(abr/2010)
A primeira vez que Shakira me chamou a atenção foi na Índia, em 2002. Nas ruas e televisões, só tocava música indiana. Ininterruptamente, aquelas músicas com os todos clipes absolutamente iguais, com dança de multidão, amor casto de jovens com promessas nos olhares, muitas cores e rebolation coreografado. Só tocava isto na Índia... e a Shakira! "Whenever", whatever, fiquei impressionado com a penetração e poder desta mulher, pois a Índia é muito fechada.
Algum tempo depois fui ao Atacama, onde suas músicas também eram muito tocadas. E namorei uma Argentina. Fui seduzido pela língua espanhola, e pensei adquirir algum disco original. Na Saraiva, uma oferta: o MTV Acústico da Shakira por R$14. Pesquisei a respeito: foi a primeira vez que a MTV transmitiu mundialmente alguma coisa que não fosse em inglês. Com 22 anos de idade, ela fez tudo neste Unplugged: composições, arranjos, escolheu cenários e conceito do show (os 4 Elementos), etc. O DVD também estava disponível, mas optei pelo CD para conhecer o som. Bingo! Uma obra prima, bom de ponta a ponta, um arraso, todas as letras sobre dor de cotovelo, amores não correspondidos, traições, dolor, mucho dolor! Performance impecável, vocal poderoso. Após conhecer bem o disco, comprei o DVD. Melhor ainda! E ainda por cima, um regalo aos olhos...
Comprei então o álbum seguinte "Servicio de Lavanderia" (que no mercado americano e na colônia brasileira saiu como "Laundry Service"), com algumas músicas em espanhol e outras em inglês, ela trocando os cabelos vermelhos por um vulgaríssimo loira. Não um disco excepcional, mas com algumas pérolas. Parti para o CD "¿Dónde Están Los Ladrones?" que é a gênese do MTV Unplugged: brilhante, é bastante curioso conhecer primeiro um disco sob forma acústica e ao vivo e somente depois conhecer sua versão original de estúdio, elétrica. Comprei então o disco anterior (18 anos de idade!), o genial "Pies Descalzos", delicado, folk, acústico. Não tive mais dúvidas que Shakira Isabel Mebarak era um prodígio.
Eu dizia então que embora sempre afirme que Deus não dá dois dons a uma pessoa (que o digam os guitarristas e bateristas que se revelam bisonhos vocalistas, como Clapton, Hendrix, Frejat e Phil Collins), Shakira era uma exceção, com vários dons...

No DVD "Live and Off the Record", como bem disse o Amigo Marcos Soares (que a viu executar "Te Dejo, Madrid" ao vivo open-air na própria Madrid diante de 100.000 pessoas, e que na Colômbia pegou um táxi em Bogotá e disse: - "Para Barranquilla!", e ouviu do taxista a resposta: - "Nesta época do ano ela não está lá!") a menina estava bastante... vadia! Mas com os mesmos excelentes músicos de sempre, e apresentando uma performance completamente Rocker. Trata-se de um dos mais espetaculares shows já registrados em vídeo; é brilhante, contagiante, obrigatório e inesquecível.
O projeto seguinte foi um disco duplo, con un disco en Español and another in English. Fijación Oral vol. 1 e Oral Fixation vol. 2 são fracos, pode-se pinçar algumas coisas (boas) aqui e ali, mas... no geral são fracos. A participação de Carlos Santana se situa entre o caricato e o patético. Mas trazia "Hips Don't Lie", que veio a ser a música mais vendida do século XXI até o momento, atingindo o #1 em mais de 55 países. E a excursão que se seguiu gerou o ótimo DVD "Oral Fixation Tour".
Faço aqui uma pausa antes de escumelhar o disco "She Wolf". Que quiser conhecer Shakira até então, sugiro as compilações-roteiros abaixo.
CD
- MTV Unplugged (2000)
1. Octavo Día / 2. Si Te Vas / 3. Inevitable / 4. Estoy Aquí
- Dónde Están los Ladrones? (1998)
5. Ciega, Sordomuda / 6. Dónde están los Ladrones / 7. Que Vuelvas / 8. Ojos Así
- Servicio de Lavanderia (2001)
9. Tango / 10. Te Dejo Madrid / 11. Suerte
- Fijación Oral vol. 1 (2005)
12. Las de la Intuición
- Oral Fixation vol. 2 (2005)
13. Hips Don't Lie
- Pies Descalzos (1995)
14. Un Poco de Amor / 15. Pies Descalzos, Sueños Blancos / 16. Donde Estas Corazon / 17. Se Quiere. Se Mata
Pistas de regalo (en inglés):
- Oral Fixation vol. 2
18. Don't Bother
- Live and Off the Record (2004)
19. Back in Black
DVD setlist
- 1999 MTV Unplugged
2. Si Te Vas / 5. Ciega, Sordomuda / 6. Inevitable / 7. Estoy Aqui / 11. Ojos Asi
- 2003 Live & Off the Record
5. Back In Black / 14. Objection (Tango) / 15. Whenever Wherever
- 2007 Fijación Oral
3. Te Dejo Madrid / 5. Antología / 9. La Tortura (featuring Alejandro Sanz) / 11. Whenever, Wherever / 12. La Pared / 14. Pies Descalzos / 15. Ciega, Sordomuda / 16. Ojos Así / 17. Hips Don't Lie (featuring Wyclef Jean)
(Acrescentar o delicioso clip "Las de la Intuición", no qual ela usa peruca channel azul com roupa de estudante colegial.)
No final de 2009, o desastre. Preocupada em conquistar o mercado global, Shakira deu as costas aos fãs do início da carreira (ou seja, EU!), abandonou a Qualidade e se entregou ao Pop. Ouvi o disco "She Wolf" em uma loja e achei uma BOSTA, e não ia comprá-lo; afinal, o que me fez gostar dela lá no começo foi o cantar em español, e não as músicas em inglês. Porém uma reedição recheada de bonus tracks (coisas adicionais, coisas em español, coisas ao vivo) nas Lojas Americanas pelos mesmos antigos R$14 me fez dar uma chance à oxigenada. Minha recompensa? As letras do novo disco (em inglês) não eram mais de sofrimento, mas sim "sou uma loba que caça sua presa", "saio na noite e escolho os homens", "sou uma cigana que vai roubar suas roupas", "cadê os homens desta cidade, será que fugiram quando souberam que eu ia chegar?", letras de mulher mal comida, na capa parece a Hannah Montana, em "Gipsy" canta como Alanis Morissette, o astral é de Madonna (quem diria, copiando a mesma Madonna que a copiou na última "Sticky & Sweet Tour") misturada com Cher e Celine Dion, uma música chamada "Did it Again"... ooops, não era da Britney?
Devo ser o único Homem que aguarda a Shakira ficar uma baranga, quando finalmente poderemos reencontrar sua Arte e seu Sentimento.
(abr/2010)
Obrigado, Vovó!
No dia em que completei 30 anos de idade eu perambulava macambúzio pela casa. Minha Avó Aurora me questionou o motivo.
- "Estou fazendo 30 anos, Vovó. Estou ficando velho..."
- "VELHO? Velha sou eu, que tenho 80! Você ainda é uma criança!"

Desde então, até completar 80 anos eu continuarei me sentindo uma Criança...
(Nota - a foto ao lado foi tirada durante o Caminho do Sol em agosto/2009, e mostra que embora cronologicamente eu esteja a 2/3 dos 80 anos, fisicamente já cheguei lá!)
(abr/2010)
- "Estou fazendo 30 anos, Vovó. Estou ficando velho..."
- "VELHO? Velha sou eu, que tenho 80! Você ainda é uma criança!"

Desde então, até completar 80 anos eu continuarei me sentindo uma Criança...
(Nota - a foto ao lado foi tirada durante o Caminho do Sol em agosto/2009, e mostra que embora cronologicamente eu esteja a 2/3 dos 80 anos, fisicamente já cheguei lá!)
(abr/2010)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Aconteceu no Velório do Getúlio Vargas
Por ter sido Presidente do então Departamento Nacional do Café (DNC), meu Avô paterno foi convidado ao velório de Getúlio Vargas. Ele levou um de seus Filhos (meu Pai) e uma de suas Filhas (minha Tia), e também o sogro de meu Pai (meu Avô materno). A história que se segue foi portanto testemunhada por quatro membros de minha Família.
O ambiente era evidentemente de consternação e comoção no salão principal do Palácio do Catete. Quando o corpo do Presidente morto chegou ao salão, todas as lâmpadas explodiram ao mesmo tempo! Foi assombroso, e deixou todos (obviamente) atônitos.
Alguns anos mais tarde meu Pai contou esta história a um amigo chamado Reinaldo, que na época do velório era repórter do CORREIO DA MANHÃ. E o Reinaldo comentou:
- "Então você estava lá?! Eu também estava... Foi impressionante!"
Papai indagou por quê então nada havia sido noticiado sobre o ocorrido.
-"Porque as redações dos jornais não deixaram", foi a resposta.
Passadas várias décadas, curiosamente até hoje nada foi publicado a respeito.
(abr/2010)
O ambiente era evidentemente de consternação e comoção no salão principal do Palácio do Catete. Quando o corpo do Presidente morto chegou ao salão, todas as lâmpadas explodiram ao mesmo tempo! Foi assombroso, e deixou todos (obviamente) atônitos.
Alguns anos mais tarde meu Pai contou esta história a um amigo chamado Reinaldo, que na época do velório era repórter do CORREIO DA MANHÃ. E o Reinaldo comentou:
- "Então você estava lá?! Eu também estava... Foi impressionante!"
Papai indagou por quê então nada havia sido noticiado sobre o ocorrido.
-"Porque as redações dos jornais não deixaram", foi a resposta.
Passadas várias décadas, curiosamente até hoje nada foi publicado a respeito.
(abr/2010)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Um petisco apreciado em toda a Galáxia"

Do jeito que tratamos os animais, a Raça Humana jamais poderá reclamar no dia em que formos invadidos e colocados em currais e tratados como gado, pois afinal "a carne humana é um petisco apreciado em toda a Galáxia!"...
(Nota: o título deste Post - e possivelmente a idéia, não tenho como lembrar - vem de um diálogo que li na revista HEAVY METAL lá pelos anos 70, cortesia Vick del River. Não se trata do exemplar ao lado, cuja capa vai estampada por ser divertida e levemente correlacionada.)
(abr/2010)
Isto e Isto Mesmo
Recebo a visita da Amiga (e Psicóloga) Maria Hermínia. Após examinar minha coleção de CDs, ela comenta:
- "Marcio, seu gosto musical é isto... e isto mesmo!"
Foi a melhor definição que já ouvi de meus 200 discos de Rock Progressivo e 600 discos de Hard Rock.
É isto.
E isto mesmo!
(abr/2010)
- "Marcio, seu gosto musical é isto... e isto mesmo!"
Foi a melhor definição que já ouvi de meus 200 discos de Rock Progressivo e 600 discos de Hard Rock.
É isto.
E isto mesmo!
(abr/2010)
Por quê Lula escolheu Dilma
Apresento minha opinião / contribuição pessoal sobre o assunto.
Alguém tem a ingenuidade de acreditar que o Presidente Molusco realmente deseje eleger seu Sucessor ou Sucessora?
Analisemos: caso "faça" um Sucessor (no caso, uma Sucessora), o Presidente Molusco permanece como fiador do sucesso do País ao longo dos próximos 4 anos. Quem lhe suceder pode representar para o País uma "herança maldita" deixada por ele. Pode estragar seu "legado" em uma situação sobre a qual ele não tem mais nenhum controle. Para quê ele quereria correr riscos?
Por outro lado... Se não eleger Sucessor, ele lava as mãos, e vai passar os próximos 4 anos dizendo: "não está dando certo porque vocês não elegeram quem eu queria!"... E ainda sai por cima, o Sapo Barbudo! A gente fica com a ressaca de seu governo, e ele cantando de galo.
Assim, para o Presidente Molusco é muito melhor NÃO eleger sucessor... mas sem dar na vista, é claro! E ao apresentar uma candidata Mulher, chamá-la de "Mãe", dar a impressão que se empenha por sua candidatura, Molusco está fazendo "tudo que está a seu alcance" para eleger um Sucessor, ninguém pode acusá-lo de nada. Malandramente ele escolheu uma candidata que não vai ganhar, não tem tarimba, élan, desenvoltura para isto, colocou-a como Bode Expiatório ou Saco de Pancadas, e então posa de batalhador, enquanto espera que nos próximos anos aflorem as cacas que certamente aflorarão para ficar fazendo propaganda velada de seu próprio governo. E quem sabe sub-repiticiamente sugerindo sua própria volta em 2014 para "consertar o País de novo".
Não é mais um Molusco. Tornou-se um Abutre.
(abr/2010)
Alguém tem a ingenuidade de acreditar que o Presidente Molusco realmente deseje eleger seu Sucessor ou Sucessora?
Analisemos: caso "faça" um Sucessor (no caso, uma Sucessora), o Presidente Molusco permanece como fiador do sucesso do País ao longo dos próximos 4 anos. Quem lhe suceder pode representar para o País uma "herança maldita" deixada por ele. Pode estragar seu "legado" em uma situação sobre a qual ele não tem mais nenhum controle. Para quê ele quereria correr riscos?
Por outro lado... Se não eleger Sucessor, ele lava as mãos, e vai passar os próximos 4 anos dizendo: "não está dando certo porque vocês não elegeram quem eu queria!"... E ainda sai por cima, o Sapo Barbudo! A gente fica com a ressaca de seu governo, e ele cantando de galo.
Assim, para o Presidente Molusco é muito melhor NÃO eleger sucessor... mas sem dar na vista, é claro! E ao apresentar uma candidata Mulher, chamá-la de "Mãe", dar a impressão que se empenha por sua candidatura, Molusco está fazendo "tudo que está a seu alcance" para eleger um Sucessor, ninguém pode acusá-lo de nada. Malandramente ele escolheu uma candidata que não vai ganhar, não tem tarimba, élan, desenvoltura para isto, colocou-a como Bode Expiatório ou Saco de Pancadas, e então posa de batalhador, enquanto espera que nos próximos anos aflorem as cacas que certamente aflorarão para ficar fazendo propaganda velada de seu próprio governo. E quem sabe sub-repiticiamente sugerindo sua própria volta em 2014 para "consertar o País de novo".
Não é mais um Molusco. Tornou-se um Abutre.
(abr/2010)
Politicamente correto
"Politicamente correto" é a forma politicamente correta de se dizer "hipócrita".
(abr/2010)
(abr/2010)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A Primeira Estrela
1945 foi um ano histórico para o CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA. Seus atletas ganharam todos os torneios de que participaram: basquete, natação, volei, futebol, remo, arco-e-flecha, esgrima, boxe, cuspe à distância, bola de gude, etc. Naquele ano o Vasco da Gama foi "Campeão de Terra, Mar e Ar". Ainda por cima, no futebol os títulos municipal e carioca se deram sem nenhuma derrota.
Para celebrar aquele que foi considerado "um ano de ouro", o Clube colocou uma estrela dourada em sua bandeira, que até então não tinha nenhuma.
Em 1947 e 1949 o Vasco conquistou novamente o Campeonato Carioca de Futebol de forma invicta, e na bandeira foram colocadas a segunda e a terceira estrelas - mas isto desvirtuava e reduzia o significado daquela primeira estrela.

Atualmente as estrelas têm outros significados, mas aquela referente a 1945 permanece.
Entre outras homenagens a seu Presidente naquele ano de 1945 - meu Avô Jayme Fernandes Guedes - o Vasco concedeu-lhe o Diploma que ilustra este 'post', que é baseado na memória de histórias contadas por seus Filhos ao longo de minha infância, adolescência e maturidade.
(abr/2010)
Para celebrar aquele que foi considerado "um ano de ouro", o Clube colocou uma estrela dourada em sua bandeira, que até então não tinha nenhuma.
Em 1947 e 1949 o Vasco conquistou novamente o Campeonato Carioca de Futebol de forma invicta, e na bandeira foram colocadas a segunda e a terceira estrelas - mas isto desvirtuava e reduzia o significado daquela primeira estrela.

Atualmente as estrelas têm outros significados, mas aquela referente a 1945 permanece.
Entre outras homenagens a seu Presidente naquele ano de 1945 - meu Avô Jayme Fernandes Guedes - o Vasco concedeu-lhe o Diploma que ilustra este 'post', que é baseado na memória de histórias contadas por seus Filhos ao longo de minha infância, adolescência e maturidade.
(abr/2010)
segunda-feira, 5 de abril de 2010
- "Vou te dar um conselho..."
Ele tinha 10 ou 12 anos, e estava passando as férias com os Pais e Irmãos no Palace Hotel em Caxambu (MG), onde sempre se hospedavam.
Estava no Salão interno de Jogos, que tinha pingue-pongue, totó e outros brinquedos que tanto gostava.
O Homem estava discutindo com a Esposa. Voltou para dentro do Salão de Jogos e encontrou o Menino de 10 ou 12 anos. E desabafou com ele:
- "Vou te dar um conselho... Nunca se case, e nunca tenha filhos!"
Ele tinha 10 ou 12 anos e não conseguia entender por quê o Homem lhe dissera aquilo. E pensou:
- "Algum dia eu vou entender por quê ele me disse isto."
A partir de então, sua vida se tornou uma coleção de observações dos motivos para não casar e não ter filhos. Ele prestava atenção em tudo que acontecia relacionado a isto, buscando compreender o conselho.
Desde cedo não lhe foi difícil entender as razões. E o Menino nunca se casou, embora tenha conhecido pessoas espetaculares. Mas concordava com a frase "as pessoas confundem Amor com Convivência". Quanto a ter Filhos, jamais teve dúvidas a respeito da sapiência daquele conselho. Até brincava com isto: dizia que aquele conselheiro de sua infância era seu Anjo da Guarda. E quando fazia alguma despesa mais extravagante, costumava dizer:
- "Agradeço esta viagem aos Filhos que eu não tenho!"
Agora, com mais de meio século de vida, era chegado o momento de passar adiante o conselho...
(abr/2010)
Estava no Salão interno de Jogos, que tinha pingue-pongue, totó e outros brinquedos que tanto gostava.
O Homem estava discutindo com a Esposa. Voltou para dentro do Salão de Jogos e encontrou o Menino de 10 ou 12 anos. E desabafou com ele:
- "Vou te dar um conselho... Nunca se case, e nunca tenha filhos!"
Ele tinha 10 ou 12 anos e não conseguia entender por quê o Homem lhe dissera aquilo. E pensou:
- "Algum dia eu vou entender por quê ele me disse isto."
A partir de então, sua vida se tornou uma coleção de observações dos motivos para não casar e não ter filhos. Ele prestava atenção em tudo que acontecia relacionado a isto, buscando compreender o conselho.
Desde cedo não lhe foi difícil entender as razões. E o Menino nunca se casou, embora tenha conhecido pessoas espetaculares. Mas concordava com a frase "as pessoas confundem Amor com Convivência". Quanto a ter Filhos, jamais teve dúvidas a respeito da sapiência daquele conselho. Até brincava com isto: dizia que aquele conselheiro de sua infância era seu Anjo da Guarda. E quando fazia alguma despesa mais extravagante, costumava dizer:
- "Agradeço esta viagem aos Filhos que eu não tenho!"
Agora, com mais de meio século de vida, era chegado o momento de passar adiante o conselho...
(abr/2010)
terça-feira, 23 de março de 2010
Hipótese sobre o caso Isabella
Existe uma possibilidade no caso Isabella Nardoni que encaixa com todos os detalhes, e que nunca foi aventada talvez por ser ainda mais horripilante do que tudo o que temos lido e visto a respeito.
A hipótese é que o casal acusado esteja falando a verdade. Que eles não tenham atirado a Menina pela janela. Que tudo tenha passado como eles relataram e também como as provas demonstram. Porém...
O Pai realmente subiu levando a menina que pingava sangue, resultado da porradaria que levou dentro do carro. Isto explica os respingos de sangue com gotas que caíram de 1,25m de altura.
Isabella poderia ter sido deixada em um quarto em estado de total desespero. E para fugir à tortura buscou a janela do outro quarto, onde sabia já existir um rasgo na tela de proteção. Ela no entanto descobriu que tal rasgo não era suficiente para sua passagem, e usou então a tesoura ou faca para aumentá-lo. Isto explica por quê o rasgo foi feito em dois momentos diferentes, e com dois instrumentos diferentes.
Ela se colocou na janela. Pés primeiro, cintura depois, ficando então debruçada pelos cotovelos. Isto explica o modo da queda. É muito difícil imaginar que alguém que quisesse jogar outra pessoa por uma janela com tela passasse primeiro seus pés, e a ficasse segurando pelos pulsos como os rostos de frente, cara a cara. Além de excessivamente desumano (até para eles!), não seria prático. Não foi isto que aconteceu; Isabella caiu de pé porque ela mesmo, em desespero, se pendurou na janela. Se com intenção ou não de se atirar para fugir, não há como especular.
O que precisaria ser determinado é se os demais membros da Família estavam em casa neste momento, ou se o Pai realmente tinha descido para ajudar a Madrasta com as demais crianças. Mas isto não muda grande coisa.
Assim, ao não encontrar a Filha no quarto onde a deixara, o Pai efetivamente teria subido na cama do outro quarto para olhar pela janela. Deixou então a pegada no colchão, e também pegou os resíduos de tela na camisa.
Isto explica também por que a madrasta gritava -"Ela foi atirada". Se a menina realmente tivesse sido atirada, a madrasta cheia de culpa não gritaria a verdade. Seus gritos tentavam OCULTAR a verdade: que ela não foi atirada, mas sim que para fugir deles a menina desesperada buscou a janela.
Isto explica ainda por que na mesma noite a Madrasta dizia para a Mãe de Isabella: -"A culpa foi dela".
O casal acusado não seria, portanto, responsável por arremessar a menina pela janela. Muito pior: seriam responsáveis por ela ter buscado em uma janela a única saída para o tratamento desumano que vinha recebendo da Madrasta, sem que o Pai a defendesse - pelo contrário.
O casal réu não atirou a Menina pela janela. Mas a deixou em tal estado de solidão, desespero e agonia que a levaram a buscar na janela a única saída para a situação que vivia.
E isto é muito pior.
(mar/2010)
A hipótese é que o casal acusado esteja falando a verdade. Que eles não tenham atirado a Menina pela janela. Que tudo tenha passado como eles relataram e também como as provas demonstram. Porém...
O Pai realmente subiu levando a menina que pingava sangue, resultado da porradaria que levou dentro do carro. Isto explica os respingos de sangue com gotas que caíram de 1,25m de altura.
Isabella poderia ter sido deixada em um quarto em estado de total desespero. E para fugir à tortura buscou a janela do outro quarto, onde sabia já existir um rasgo na tela de proteção. Ela no entanto descobriu que tal rasgo não era suficiente para sua passagem, e usou então a tesoura ou faca para aumentá-lo. Isto explica por quê o rasgo foi feito em dois momentos diferentes, e com dois instrumentos diferentes.
Ela se colocou na janela. Pés primeiro, cintura depois, ficando então debruçada pelos cotovelos. Isto explica o modo da queda. É muito difícil imaginar que alguém que quisesse jogar outra pessoa por uma janela com tela passasse primeiro seus pés, e a ficasse segurando pelos pulsos como os rostos de frente, cara a cara. Além de excessivamente desumano (até para eles!), não seria prático. Não foi isto que aconteceu; Isabella caiu de pé porque ela mesmo, em desespero, se pendurou na janela. Se com intenção ou não de se atirar para fugir, não há como especular.
O que precisaria ser determinado é se os demais membros da Família estavam em casa neste momento, ou se o Pai realmente tinha descido para ajudar a Madrasta com as demais crianças. Mas isto não muda grande coisa.
Assim, ao não encontrar a Filha no quarto onde a deixara, o Pai efetivamente teria subido na cama do outro quarto para olhar pela janela. Deixou então a pegada no colchão, e também pegou os resíduos de tela na camisa.
Isto explica também por que a madrasta gritava -"Ela foi atirada". Se a menina realmente tivesse sido atirada, a madrasta cheia de culpa não gritaria a verdade. Seus gritos tentavam OCULTAR a verdade: que ela não foi atirada, mas sim que para fugir deles a menina desesperada buscou a janela.
Isto explica ainda por que na mesma noite a Madrasta dizia para a Mãe de Isabella: -"A culpa foi dela".
O casal acusado não seria, portanto, responsável por arremessar a menina pela janela. Muito pior: seriam responsáveis por ela ter buscado em uma janela a única saída para o tratamento desumano que vinha recebendo da Madrasta, sem que o Pai a defendesse - pelo contrário.
O casal réu não atirou a Menina pela janela. Mas a deixou em tal estado de solidão, desespero e agonia que a levaram a buscar na janela a única saída para a situação que vivia.
E isto é muito pior.
(mar/2010)
Gata de Botas
Ela media 1,58m (a mesma altura da SHAKIRA), e sempre o acompanhava a seu hobby predileto: shows de Rock em estádios e grandes e pequenas casas de espetáculos, aos quais ele comparecia com freqüência litúrgica praticamente uma vez a cada mês. Ele adorava ir na Pista, e como em sua esmagadora maioria eram shows de Rock pesado, a audiência era costumeiramente de headbangers galalaus pouco preocupados com o que ela estivesse vendo ou não – o que em geral era quase nada.
Ele chegou à conclusão que ela precisava daquelas botas de saltos enormes, as “seven-inch-leather-heels” mencionadas por PAUL STANLEY em “Do You Love Me?”, também conhecidas por “plataformas”. Após algumas buscas compraram um ótimo par na Avenida Paulista. Agora era apenas uma questão de estreá-las – e batizá-las.
Ele ficou indócil, e descobriu que dois dias depois o CAMISA DE VÊNUS iria tocar no SESC POMPÉIA, com a participação de LUIS SÉRGIO CARLINI. Perfeito!, uma excelente ocasião para a estréia.
No caminho para o show foram brainstorming como chamariam as botas. “Botas de Show”? “Botas de Rock”?
A apresentação era ao lado da Choperia do SESC, um ambiente perfeito. E quando MARCELO e o CAMISA subiram ao palco, a audiência começou a urrar:
- “BOTA PRA FUDER!... BOTA PRA FUDER!...”
Não havia mais o que questionar. As botas estavam batizadas.
(mar/2010)
Ele chegou à conclusão que ela precisava daquelas botas de saltos enormes, as “seven-inch-leather-heels” mencionadas por PAUL STANLEY em “Do You Love Me?”, também conhecidas por “plataformas”. Após algumas buscas compraram um ótimo par na Avenida Paulista. Agora era apenas uma questão de estreá-las – e batizá-las.
Ele ficou indócil, e descobriu que dois dias depois o CAMISA DE VÊNUS iria tocar no SESC POMPÉIA, com a participação de LUIS SÉRGIO CARLINI. Perfeito!, uma excelente ocasião para a estréia.
No caminho para o show foram brainstorming como chamariam as botas. “Botas de Show”? “Botas de Rock”?
A apresentação era ao lado da Choperia do SESC, um ambiente perfeito. E quando MARCELO e o CAMISA subiram ao palco, a audiência começou a urrar:
- “BOTA PRA FUDER!... BOTA PRA FUDER!...”
Não havia mais o que questionar. As botas estavam batizadas.
(mar/2010)
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Dia em que eu fiquei Velho
DREAM THEATER, CREDICARD HALL (SP), 19/mar/2010
Sempre disse que se só tivesse mais duas horas de vida eu quereria assistir a um show do DREAM THEATER. Pois por pouco não passo tais últimas duas horas de vida engarrafado na Marginal Pinheiros indo para o show... Graças a uma greve de professores que fechou a Avenida Paulista (como se uma coisa desse direito à outra), o trânsito paulistano ao longo da sexta-feira foi ainda mais caótico do que o habitual. Show marcado para as 22hs (na vez anterior em SP, o DT entrara no palco meia hora ANTES do horário!), Ane & eu saímos de casa às 20h30m - para ficarmos PARADOS na Marginal por mais de 100 minutos, cada vez considero mais incompreensível que alguém possa efetivamente GOSTAR desta Cidade onde os engarrafamentos não podem parar.
Felizmente desta vez o DT foi compreensivo. Mesmo já passando de 22hs, a fila da Platéia no lado externo do Credicard Hall era descomunal, serpenteando pelo estacionamento. Cambistas abordavam: -"Ingresso sobrando, eu compro!". Minha 5ª vez defronte do DREAM THEATER. A primeira foi no início dos anos 90, quando fariam uma World Tour e vieram fazer um aquecimento, um "ensaio geral" no IMPERATOR, no Méier (RJ), pois eram quase desconhecidos no Brasil. Fui sózinho (é óbvio) e assisti a uma das maiores execuções de Progressive Metal de minha vida, eles tocaram descompromissados, soltos e se divertindo por mais de 3 horas.
A 2ª e 3ª vezes foram no Credicard Hall em dois dias seguidos em 10 e 11 de dezembro de 2005, quando fizeram o show que batizei de "Dream Theater em 4 atos": no sábado, hora e meia, intervalo, e mais hora e meia; e idem no domingo, hora e meia, intervalo e mais hora e meia, totalizando SEIS HORAS de um show absurdamente arrasador.
A 4ª performance foi no estacionamento do mesmo Credicard Hall em dezembro/2008, o tal show em que entraram meia hora mais cedo. Foi a primeira vez que Ane os viu, e embora normalmente reservada, ela ficou boquiaberta com a massa sonora, e não consegui evitar que escapassem comentários -"Caralho!!!" umas 20 vezes ao longo do espetáculo.
De forma que estava excitado com o evento, a ponto de comprar camarote para ver tudo - uma vez que show de Metal prima pela altura dos headbangers. Desta vez, como no Imperator, nenhum conhecido compareceu.

Início às 22h40m. Visão perfeita, inclusive da massa compacta na Pista, que mais parecia uma maremoto do inferno com os condenados urrando e brandindo os braços erguidos. O que não impediu o comentário de Ane: -"Lá em baixo é mais legal... apesar do perrengue...". É verdade, para quem está acostumado à Pista, a impressão do Camarote nâo deixa de ser algo como estar assistindo a um mega DVD em ultra-high-definition.
O teclado é curioso, apenas um único keyboard engastado em uma estrutura que gira, e assim Mr. Jordan Rudess fica rodando e pode ficar de frente para o que quiser ao longo do show. Ele porta uma enorme barbicha branca de bode, que Ane classificou de "nojenta".
Muitas músicas do último disco, poucas que eu conhecia, mas TODO MUNDO cantava junto, inclusive muitas Mulheres. Uma grande diferença em relação ao AEROSMITH, STONES, THE WHO ou KISS, que não podem tocar nada novo, são escravos do repertório antigo, escravos dos preguiçosos fãs antigos. Aqui não, a platéia é composta por fãs vivos de uma Banda viva.
Um dos pontos altos da Banda para mim é o excepcional baixista John Myung, o "japa". O volume do baixo - muitas vezes distorcido, eletrônico, pedalado ou tratado - faz estremecer as paredes do recinto. Foi ele o responsável pela maioria dos "caralhos" de Ane no show passado.
Mas da mesma forma que o AEROSMITH em sua última gig no Brasil, também o DT tocou muitas babas. Não adianta, este é o Destino, até o DREAM THEATER acaba em baba, babas progressivas, "if I die tomorrow / the spirit carries on", convenhamos, já tinham tocado isto da última vez, eu queria ver ESPORRO!...
Não gostei dos graphics projetados nos telões, muito fracos. O cenário também era pobre: alguns trapos de cortinas dependurados. Ou seja, visual bastante meia-boca... se bem que todos os demais gigs que vi do DT foram assim também.
Felizmente fui recompensado com uma rara execução de PULL ME UNDER. Jordan Rudess vem para a frente do palco portando um portable keyboard em formato de guitarra ("teclado de algibeira", segundo Andre VASCO'n'cellos), e começa um genial duelo com o guitarrista John Petrucci. John gosta de se ouvir: ele toca cercado por amplificadores valvulados que lhe redirecionam o próprio som. Seus solos não são memoráveis; os riffs sim, os solos não, prefiro-o fazendo barulho e levação de som. Um guitarrista pesado que acha que é progressivo.
Com 1h25m de show, o vocalista James Labrie (gorducho, cabelo louro e cavanhaque preto, continua parecido com a Madame Mim) anuncia um "goodnight Sao Paolo!". É claro que é fake, mas a platéia brasileira nunca aprendeu a pedir bis em show, e o silêncio que envolve o palco vazio é quase constrangedor. Como sempre o puta baterista Mike Portnoy volta com a camisa amarela da seleção brasileira, e toca de pé.
Às 00h27m termina o show, sob ovação. Os músicos parecem deslumbrados, Portnoy entrega algumas baquetas de mão em mão, saca o microfone e grita: -"OBREE-FUCKIN-GADO!", a platéia delira.

Mas... não sei. As muitas babas me cansaram. Já vi o DT 5 vezes; os STONES 4 vezes, o AERO 3 vezes, IGGY 4 vezes, KISS 3 vezes, JETHRO 5 vezes, Udois 3 vezes, até o rush eu já vi. Me recusei a ver QUEEN com Paulo Ricardo Rodgers, imaginei que passaria o show inteiro consultando o relógio e pensando "quanto tempo falta para acabar isto". A tendência é que tal feeling venha a acontecer cada vez mais, as Bandas vão se tornando covers de si próprias, os shows vão se enchendo de babas.
Ou então eu é que vou ficando Velho...
Sempre disse que se só tivesse mais duas horas de vida eu quereria assistir a um show do DREAM THEATER. Pois por pouco não passo tais últimas duas horas de vida engarrafado na Marginal Pinheiros indo para o show... Graças a uma greve de professores que fechou a Avenida Paulista (como se uma coisa desse direito à outra), o trânsito paulistano ao longo da sexta-feira foi ainda mais caótico do que o habitual. Show marcado para as 22hs (na vez anterior em SP, o DT entrara no palco meia hora ANTES do horário!), Ane & eu saímos de casa às 20h30m - para ficarmos PARADOS na Marginal por mais de 100 minutos, cada vez considero mais incompreensível que alguém possa efetivamente GOSTAR desta Cidade onde os engarrafamentos não podem parar.
Felizmente desta vez o DT foi compreensivo. Mesmo já passando de 22hs, a fila da Platéia no lado externo do Credicard Hall era descomunal, serpenteando pelo estacionamento. Cambistas abordavam: -"Ingresso sobrando, eu compro!". Minha 5ª vez defronte do DREAM THEATER. A primeira foi no início dos anos 90, quando fariam uma World Tour e vieram fazer um aquecimento, um "ensaio geral" no IMPERATOR, no Méier (RJ), pois eram quase desconhecidos no Brasil. Fui sózinho (é óbvio) e assisti a uma das maiores execuções de Progressive Metal de minha vida, eles tocaram descompromissados, soltos e se divertindo por mais de 3 horas.
A 2ª e 3ª vezes foram no Credicard Hall em dois dias seguidos em 10 e 11 de dezembro de 2005, quando fizeram o show que batizei de "Dream Theater em 4 atos": no sábado, hora e meia, intervalo, e mais hora e meia; e idem no domingo, hora e meia, intervalo e mais hora e meia, totalizando SEIS HORAS de um show absurdamente arrasador.
A 4ª performance foi no estacionamento do mesmo Credicard Hall em dezembro/2008, o tal show em que entraram meia hora mais cedo. Foi a primeira vez que Ane os viu, e embora normalmente reservada, ela ficou boquiaberta com a massa sonora, e não consegui evitar que escapassem comentários -"Caralho!!!" umas 20 vezes ao longo do espetáculo.
De forma que estava excitado com o evento, a ponto de comprar camarote para ver tudo - uma vez que show de Metal prima pela altura dos headbangers. Desta vez, como no Imperator, nenhum conhecido compareceu.
Início às 22h40m. Visão perfeita, inclusive da massa compacta na Pista, que mais parecia uma maremoto do inferno com os condenados urrando e brandindo os braços erguidos. O que não impediu o comentário de Ane: -"Lá em baixo é mais legal... apesar do perrengue...". É verdade, para quem está acostumado à Pista, a impressão do Camarote nâo deixa de ser algo como estar assistindo a um mega DVD em ultra-high-definition.
O teclado é curioso, apenas um único keyboard engastado em uma estrutura que gira, e assim Mr. Jordan Rudess fica rodando e pode ficar de frente para o que quiser ao longo do show. Ele porta uma enorme barbicha branca de bode, que Ane classificou de "nojenta".
Muitas músicas do último disco, poucas que eu conhecia, mas TODO MUNDO cantava junto, inclusive muitas Mulheres. Uma grande diferença em relação ao AEROSMITH, STONES, THE WHO ou KISS, que não podem tocar nada novo, são escravos do repertório antigo, escravos dos preguiçosos fãs antigos. Aqui não, a platéia é composta por fãs vivos de uma Banda viva.
Um dos pontos altos da Banda para mim é o excepcional baixista John Myung, o "japa". O volume do baixo - muitas vezes distorcido, eletrônico, pedalado ou tratado - faz estremecer as paredes do recinto. Foi ele o responsável pela maioria dos "caralhos" de Ane no show passado.
Mas da mesma forma que o AEROSMITH em sua última gig no Brasil, também o DT tocou muitas babas. Não adianta, este é o Destino, até o DREAM THEATER acaba em baba, babas progressivas, "if I die tomorrow / the spirit carries on", convenhamos, já tinham tocado isto da última vez, eu queria ver ESPORRO!...
Não gostei dos graphics projetados nos telões, muito fracos. O cenário também era pobre: alguns trapos de cortinas dependurados. Ou seja, visual bastante meia-boca... se bem que todos os demais gigs que vi do DT foram assim também.
Felizmente fui recompensado com uma rara execução de PULL ME UNDER. Jordan Rudess vem para a frente do palco portando um portable keyboard em formato de guitarra ("teclado de algibeira", segundo Andre VASCO'n'cellos), e começa um genial duelo com o guitarrista John Petrucci. John gosta de se ouvir: ele toca cercado por amplificadores valvulados que lhe redirecionam o próprio som. Seus solos não são memoráveis; os riffs sim, os solos não, prefiro-o fazendo barulho e levação de som. Um guitarrista pesado que acha que é progressivo.
Com 1h25m de show, o vocalista James Labrie (gorducho, cabelo louro e cavanhaque preto, continua parecido com a Madame Mim) anuncia um "goodnight Sao Paolo!". É claro que é fake, mas a platéia brasileira nunca aprendeu a pedir bis em show, e o silêncio que envolve o palco vazio é quase constrangedor. Como sempre o puta baterista Mike Portnoy volta com a camisa amarela da seleção brasileira, e toca de pé.
Às 00h27m termina o show, sob ovação. Os músicos parecem deslumbrados, Portnoy entrega algumas baquetas de mão em mão, saca o microfone e grita: -"OBREE-FUCKIN-GADO!", a platéia delira.
Mas... não sei. As muitas babas me cansaram. Já vi o DT 5 vezes; os STONES 4 vezes, o AERO 3 vezes, IGGY 4 vezes, KISS 3 vezes, JETHRO 5 vezes, Udois 3 vezes, até o rush eu já vi. Me recusei a ver QUEEN com Paulo Ricardo Rodgers, imaginei que passaria o show inteiro consultando o relógio e pensando "quanto tempo falta para acabar isto". A tendência é que tal feeling venha a acontecer cada vez mais, as Bandas vão se tornando covers de si próprias, os shows vão se enchendo de babas.
Ou então eu é que vou ficando Velho...
(Nota - na saída, a Marginal estava novamente engarrafada!, desta vez no sentido inverso, de retorno. A ponto de uma jamanta - aquelas cegonheiras que carregam carros novos - dar MARCHA A RÉ EM UMA AGULHA para sair da pista expressa para a local!!! E passamos mais uma horinha dentro do carro, apenas para fazer um trajeto de 8km na "Cidade que não pode parar"...)
(mar/2010)
sexta-feira, 19 de março de 2010
Xixi na Pia
O Irmão mais novo ia se casar com uma suíça na Suíça, em um evento completamente formal e chique.
Os Pais e os 2 irmãos mais velhos viajaram para lá, e ficaram hospedados por alguns dias na casa da Mãe da Noiva: os Pais no quarto de Hóspedes, e os irmãos no Sótão da casa (os nubentes já moravam juntos).
Só quem já se hospedou em uma residência suíça pode compreender seus absolutos silêncio e asseio. Tudo forrado por grossos carpetes, com as madeiras, juntas, portas e janelas apresentando encaixes perfeitos, tudo estalando de novo e com limpeza impecável, mas acima de tudo um completo e total Silêncio...
Depois que todos vão dormir - o que acontece lá pela 22h30m - a casa fica em tamanho Silêncio que QUALQUER barulhinho que ecoa como em um sepulcro. De forma que, quando tiveram vontade de urinar antes de dormir, os irmãos alojados no Sótão ficaram completamente sem jeito de atravessar a casa, descer a escada de madeira, caminhar pelo corredor rumo às entranhas da impecável morada da Sogra do Irmão fazendo inevitáveis barulhos e estalos que, por menor que fossem. certamente acordariam a anfitriã. Além da descarga no final da operação, e o trajeto de volta!
Mas felizmente havia uma pia no Sótão! Satisfeitos, felizes e aliviados, os irmãos colocaram seus bratwürste pra fora, e descarregaram as cervejas quentes.
Passaram o dia seguinte despreocupados, fazendo turismo em Zürich.
Ao chegarem em casa à noite, surpresa! Encontraram junto à pia do Sótão um frasco de detergente deixado pela Dona da Casa...
(mar/2010)
Os Pais e os 2 irmãos mais velhos viajaram para lá, e ficaram hospedados por alguns dias na casa da Mãe da Noiva: os Pais no quarto de Hóspedes, e os irmãos no Sótão da casa (os nubentes já moravam juntos).
Só quem já se hospedou em uma residência suíça pode compreender seus absolutos silêncio e asseio. Tudo forrado por grossos carpetes, com as madeiras, juntas, portas e janelas apresentando encaixes perfeitos, tudo estalando de novo e com limpeza impecável, mas acima de tudo um completo e total Silêncio...
Depois que todos vão dormir - o que acontece lá pela 22h30m - a casa fica em tamanho Silêncio que QUALQUER barulhinho que ecoa como em um sepulcro. De forma que, quando tiveram vontade de urinar antes de dormir, os irmãos alojados no Sótão ficaram completamente sem jeito de atravessar a casa, descer a escada de madeira, caminhar pelo corredor rumo às entranhas da impecável morada da Sogra do Irmão fazendo inevitáveis barulhos e estalos que, por menor que fossem. certamente acordariam a anfitriã. Além da descarga no final da operação, e o trajeto de volta!
Mas felizmente havia uma pia no Sótão! Satisfeitos, felizes e aliviados, os irmãos colocaram seus bratwürste pra fora, e descarregaram as cervejas quentes.
Passaram o dia seguinte despreocupados, fazendo turismo em Zürich.
Ao chegarem em casa à noite, surpresa! Encontraram junto à pia do Sótão um frasco de detergente deixado pela Dona da Casa...
(mar/2010)
Tesouros da Juventude
Desde criança sempe admirei os mais velhos. Mais experientes, mais vividos, mais sábios. A sabedoria e segurança que a vida parecia trazer me encantava. Não entendia porquê a Juventude era tão exaltada; esperei que o passar do Tempo me esclarecesse.
Mas o rolar dos anos só corroborou a impressão da criança. Talvez a Experiência possa, sim, implicar alguma amargura; mas o Conhecimento é delicioso.
Quando eu tinha 35 anos, o amigo Aldo me lançou um desafio:
- "Estou completando 25 anos, 10 a menos que você. O que você tem a dizer?"
Respondi:
- "Imagine que alguém de 15 anos chegasse para você e te dissesse: tenho 10 anos a menos que você. O que você tem a me dizer? Provavelmente você responderia: passa, moleque!"
Não conheço ninguém que desejasse ter 15, 10 ou 5 anos a menos. Nem 6 meses a menos. Ninguém que seja bem resolvido, evidentemente. Viver tudo de novo? Ter 10 anos a menos de experiência? Não imagino como se possa almejar tal desgraça. Jovens têm um orgulho tolinho por estarem vivendo coisas que os mais vividos já conhecem, já experimentaram e já passaram, estão além. Se der sorte, o Jovem alcança o mais vivido. Se der sorte, e se for Bom.
Por quê, então, a Juventude é tão reverenciada? Vislumbro 3 motivos:
1. Jovens são manipuláveis. Uma massa de manobra que pode ser dirigida por gente experiente e matreira. Podem ser levados a comprar coisas que não precisam. Podem ser convencidos que a Moda mudou. Podem ser convencidos a ficar em intermináveis filas de nightclubs, e achar chique. Podem ser convencidos que Ronaldinho Gaúcho é bom jogador de futebol, e compram camisas da Nike. São convencidos a gastar rios de dinheiro com festa de casamento e enxoval de filhos. A lista poderia ser interminável; são a massa de manobra que faz (boa parte d)a Economia girar.
2. Jovens são baratos. Se matam de trabalhar por um salário baixo. Aceitam inacreditáveis diretrizes corporativas em troca de promessas que mudarão de roupagem em um semestre. Afinal, ainda não têm experiência.
3. E, sim, a Juventude é bonita. Muito bonita.
Jovens são Manés que "se acham". Mas na verdade são estes os Tesouros da Juventude: manipulabilidade, baixo custo e beleza.
(mar/2010)
Mas o rolar dos anos só corroborou a impressão da criança. Talvez a Experiência possa, sim, implicar alguma amargura; mas o Conhecimento é delicioso.
Quando eu tinha 35 anos, o amigo Aldo me lançou um desafio:
- "Estou completando 25 anos, 10 a menos que você. O que você tem a dizer?"
Respondi:
- "Imagine que alguém de 15 anos chegasse para você e te dissesse: tenho 10 anos a menos que você. O que você tem a me dizer? Provavelmente você responderia: passa, moleque!"
Não conheço ninguém que desejasse ter 15, 10 ou 5 anos a menos. Nem 6 meses a menos. Ninguém que seja bem resolvido, evidentemente. Viver tudo de novo? Ter 10 anos a menos de experiência? Não imagino como se possa almejar tal desgraça. Jovens têm um orgulho tolinho por estarem vivendo coisas que os mais vividos já conhecem, já experimentaram e já passaram, estão além. Se der sorte, o Jovem alcança o mais vivido. Se der sorte, e se for Bom.
Por quê, então, a Juventude é tão reverenciada? Vislumbro 3 motivos:
1. Jovens são manipuláveis. Uma massa de manobra que pode ser dirigida por gente experiente e matreira. Podem ser levados a comprar coisas que não precisam. Podem ser convencidos que a Moda mudou. Podem ser convencidos a ficar em intermináveis filas de nightclubs, e achar chique. Podem ser convencidos que Ronaldinho Gaúcho é bom jogador de futebol, e compram camisas da Nike. São convencidos a gastar rios de dinheiro com festa de casamento e enxoval de filhos. A lista poderia ser interminável; são a massa de manobra que faz (boa parte d)a Economia girar.
2. Jovens são baratos. Se matam de trabalhar por um salário baixo. Aceitam inacreditáveis diretrizes corporativas em troca de promessas que mudarão de roupagem em um semestre. Afinal, ainda não têm experiência.
3. E, sim, a Juventude é bonita. Muito bonita.
Jovens são Manés que "se acham". Mas na verdade são estes os Tesouros da Juventude: manipulabilidade, baixo custo e beleza.
(mar/2010)
quinta-feira, 18 de março de 2010
A Última Resposta
A explicação foi encontrada em um papel deixado junto à janela aberta, com três linhas rabiscadas. Dizia:
Finalmente Ele se manifestou a mim. E me concedeu um desejo.
Pedi: -"Desejo saber quando vou morrer."
-"Isto depende de você", foi a resposta.
(set/2009)
Finalmente Ele se manifestou a mim. E me concedeu um desejo.
Pedi: -"Desejo saber quando vou morrer."
-"Isto depende de você", foi a resposta.
(set/2009)
quarta-feira, 17 de março de 2010
Made in Japan
Retornando do Japão, FC informa que lá todo mundo desliga o motor de carros, ônibus, taxis, caminhões e motos quando o sinal de trânsito fecha.
O motivo não é fazer economia, mas sim evitar a poluição, aquecimento, etc.
Simples, óbvio e genial.
(mar/2010)
O motivo não é fazer economia, mas sim evitar a poluição, aquecimento, etc.
Simples, óbvio e genial.
(mar/2010)
Me dê motivo!...
Visto que em NENHUM instante de minha vida eu me arrependi por não ter filhos, passei a perguntar às pessoas:
- "Você poderia me dar um motivo RACIONAL para se ter Filhos?..."
Ninguém tem uma resposta racional.
- "Unzinho só! Um basta!"
Nada.
Pois apresento a seguir as duas melhores respostas que recebi ao longo de décadas de indagações. Uma foi da Prima Psicóloga Lamafera:
-"Realmente não existe nenhum. Mas acontece que a decisão de ter Filhos não é Racional, mas sim Emocional; as coisas boas da vida, aquelas que você mais se lembra, não são as racionais - daí não ser um motivo racional o que te leva a ter Filhos."
Excelente!
Outra ótima resposta foi do ex-Chefe Jiovanini:
- "Porque através dos Filhos você cresce, aprende, se renova, se atualiza. Sem Filhos você tende a ficar parado na História; atolado na sua História."
Muito bom!
(Se bem que neste caso - e parafraseando a antiga piada - ter Sobrinhos resolve...)
(mar/2010)
- "Você poderia me dar um motivo RACIONAL para se ter Filhos?..."
Ninguém tem uma resposta racional.
- "Unzinho só! Um basta!"
Nada.
Pois apresento a seguir as duas melhores respostas que recebi ao longo de décadas de indagações. Uma foi da Prima Psicóloga Lamafera:
-"Realmente não existe nenhum. Mas acontece que a decisão de ter Filhos não é Racional, mas sim Emocional; as coisas boas da vida, aquelas que você mais se lembra, não são as racionais - daí não ser um motivo racional o que te leva a ter Filhos."
Excelente!
Outra ótima resposta foi do ex-Chefe Jiovanini:
- "Porque através dos Filhos você cresce, aprende, se renova, se atualiza. Sem Filhos você tende a ficar parado na História; atolado na sua História."
Muito bom!
(Se bem que neste caso - e parafraseando a antiga piada - ter Sobrinhos resolve...)
(mar/2010)
terça-feira, 16 de março de 2010
Por quê eu jogo na Loteria
Pode causar estranheza que alguém com cérebro positrônico, formação Matemática, graduado em Engenharia e com dissertação de Mestrado em Estatística e Métodos Quantitativos, aposte na Loteria. Efetivamente, as probabilidades são ínfimas – e pior, o retorno financeiro não é proporcional ao risco assumido (neste aspecto, as roletas são o jogo de azar com melhor – ou menos pior – relação retorno x risco). Mesmo assim eu jogo há mais de 25 anos, e sempre os mesmos números (assim fica fácil conferir).
A explicação, no entanto, é bastante simples.
Não é possível afirmar que Deus (ou Deuses) exista(m) ou não; “there is no sufficient data for a meaningful answer”. E mesmo que exista, não podemos afirmar que interfira ou não em nossa pequerrucha existência.
É no entanto bastante possível que Deus efetivamente exista. E que sutilmente interfira em nossas existências.
Especulando portanto que Deus realmente exista, e que quisesse me fazer rico? Ele não teria como! Deus não tem meios de me fazer rico (ou milionário) nem que queira!
É por isto que eu jogo. Para dar a Deus uma chance de me fazer miliardário.
Se Ele quiser, é claro...
(mar/2010)
A explicação, no entanto, é bastante simples.
Não é possível afirmar que Deus (ou Deuses) exista(m) ou não; “there is no sufficient data for a meaningful answer”. E mesmo que exista, não podemos afirmar que interfira ou não em nossa pequerrucha existência.
É no entanto bastante possível que Deus efetivamente exista. E que sutilmente interfira em nossas existências.
Especulando portanto que Deus realmente exista, e que quisesse me fazer rico? Ele não teria como! Deus não tem meios de me fazer rico (ou milionário) nem que queira!
É por isto que eu jogo. Para dar a Deus uma chance de me fazer miliardário.
Se Ele quiser, é claro...
(mar/2010)
segunda-feira, 15 de março de 2010
A pedalada e o “futebol-moleque” dos moleques
A jogada mais incensada no atual Futebol brasileiro é também a mais ineficiente: a macaquice batizada de “pedalada”.
Para quem não sabe, trata-se de um movimento no qual o jogador que tem a posse da bola – usualmente um Atacante de frente para um Defensor – fica sassaricando pra cá e pra lá repetidamente, em um rebolado destinado a encher os olhos de uma platéia abobada – e só. A bola continua ali na frente, o Atacante não passa pelo Defensor, só vai e vem e vem e vai e não acontece nada, a não ser o delírio de uma torcida que faria melhor indo a um show de axé ou ao circo.
Acontece que no passado uma ou duas jogadas de pedalada deram certo, e tais jogadas são reprisadas à exaustão na televisão – e assim, toda vez que algum jogador pouco sério (romanticamente chamado de "jogador-moleque") começa a sambar parado sem passar pelo Defensor, a platéia fica iludida achando que vai ver aquele lance antigo se repetir – o que NUNCA acontece. O Atacante acaba tentando passar pelo meio do Defensor e evidentemente trombando com ele; ou então simplesmente termina passando a bola para quem vem de trás.
Tal apologia só poderia acontecer em um País de 3° Mundo, carente de ídolos e de exemplos, ávido por assunto e por algum fenômeno que fará vender camisas e jornais, e de temas para as mesas redondas na TV e para os cadernos e revistas de esportes.
O Torcedor é um Consumidor, e o Jornalista é um Profissional. Precisamos amadurecer, entre outras coisas deixando de elogiar esta coreografia inútil e patética. Coisa de moleques.
(mar/2010)
Para quem não sabe, trata-se de um movimento no qual o jogador que tem a posse da bola – usualmente um Atacante de frente para um Defensor – fica sassaricando pra cá e pra lá repetidamente, em um rebolado destinado a encher os olhos de uma platéia abobada – e só. A bola continua ali na frente, o Atacante não passa pelo Defensor, só vai e vem e vem e vai e não acontece nada, a não ser o delírio de uma torcida que faria melhor indo a um show de axé ou ao circo.
Acontece que no passado uma ou duas jogadas de pedalada deram certo, e tais jogadas são reprisadas à exaustão na televisão – e assim, toda vez que algum jogador pouco sério (romanticamente chamado de "jogador-moleque") começa a sambar parado sem passar pelo Defensor, a platéia fica iludida achando que vai ver aquele lance antigo se repetir – o que NUNCA acontece. O Atacante acaba tentando passar pelo meio do Defensor e evidentemente trombando com ele; ou então simplesmente termina passando a bola para quem vem de trás.
Tal apologia só poderia acontecer em um País de 3° Mundo, carente de ídolos e de exemplos, ávido por assunto e por algum fenômeno que fará vender camisas e jornais, e de temas para as mesas redondas na TV e para os cadernos e revistas de esportes.
O Torcedor é um Consumidor, e o Jornalista é um Profissional. Precisamos amadurecer, entre outras coisas deixando de elogiar esta coreografia inútil e patética. Coisa de moleques.
(mar/2010)
sexta-feira, 12 de março de 2010
To fart or not to fart, THAT is the question!
Shakespeare foi comedido quanto à grande questão da Humanidade. A verdadeira grande dúvida é se um Homem deve ou não ffffffffffffffffflatular diante de sua Ofélia.
Embora ouça muitas apologias à pretensa "intimidade" que um peido demonstraria em uma relação, pessoalmente acredito que aquele que expele gases diante de sua Musa tem a sofisticação mental de um bulldog. Afinal, não é necessário ter NENHUMA educação para soltar um traque na frente da Esposa; isto é uma coisa que a pessoa já nasce fazendo. A educação vem depois; como se diz, "não nascemos humanos, mas sim nos tornamos humanos".
Mais de uma vez ouvi Mulheres descasadas em festas praguejando que "depois de algum tempo ele começou a peidar na minha presença"; e o comentário não vinha acompanhado de nenhuma aparente saudade por tais momentos suaves de delicada intimidade... Pelo contrário, a conclusão é que "casamento estraga tudo, tira o respeito e o romantismo, casamento é uma merda!".
Acredito portanto que o Casamento (em todas as suas variantes) implique este rito de respeito e sacrifício ao Cavalheiro.
Com isto, a clássica questão relacionada ao casamento (versus bicicleta) passaria a ser: "Não sei se caso ou se peido". Porque ficar sem bicicleta é fácil!
(Nota - a recíproca não é necessária. Outro dito reza que "pessoas elegantes não têm ouvidos nem nariz". O mesmo se aplica ao Cavalheiro apaixonado, que não se importará - nem mesmo notará! - um pumzinho de sua Deusa. Agora, se seu Garotão chegar pra você e disser: - "Querida... que bufa!", isto é sinal que o Amor acabou.)
(mar/2010)
Embora ouça muitas apologias à pretensa "intimidade" que um peido demonstraria em uma relação, pessoalmente acredito que aquele que expele gases diante de sua Musa tem a sofisticação mental de um bulldog. Afinal, não é necessário ter NENHUMA educação para soltar um traque na frente da Esposa; isto é uma coisa que a pessoa já nasce fazendo. A educação vem depois; como se diz, "não nascemos humanos, mas sim nos tornamos humanos".
Mais de uma vez ouvi Mulheres descasadas em festas praguejando que "depois de algum tempo ele começou a peidar na minha presença"; e o comentário não vinha acompanhado de nenhuma aparente saudade por tais momentos suaves de delicada intimidade... Pelo contrário, a conclusão é que "casamento estraga tudo, tira o respeito e o romantismo, casamento é uma merda!".
Acredito portanto que o Casamento (em todas as suas variantes) implique este rito de respeito e sacrifício ao Cavalheiro.
Com isto, a clássica questão relacionada ao casamento (versus bicicleta) passaria a ser: "Não sei se caso ou se peido". Porque ficar sem bicicleta é fácil!
(Nota - a recíproca não é necessária. Outro dito reza que "pessoas elegantes não têm ouvidos nem nariz". O mesmo se aplica ao Cavalheiro apaixonado, que não se importará - nem mesmo notará! - um pumzinho de sua Deusa. Agora, se seu Garotão chegar pra você e disser: - "Querida... que bufa!", isto é sinal que o Amor acabou.)
(mar/2010)
Abracurcix
Quanto mais o tempo passa, mais admiro a sabedoria dos irredutíveis gauleses:
- "A única coisa que devemos temer é que o céu caia sobre nossas cabeças!"
O resto a gente encara!
(mar/2010)
- "A única coisa que devemos temer é que o céu caia sobre nossas cabeças!"
O resto a gente encara!
(mar/2010)
quinta-feira, 11 de março de 2010
Prazo de Validade
A embalagem de um Produto perecível traz 3 tipos de informação.
A primeira é o NOME do Produto. O Consumidor vai utilizar esta informação SEMPRE, ao selecioná-lo na prateleira do supermercado ou da quitanda, etc.
A segunda é a sua COMPOSIÇÃO. Embora se trate de informação importante, o Consumidor vai utilizá-la apenas UMA VEZ, que é na primeira compra. Depois disto, vai olhar apenas o Nome do Produto antes de decidir se adquire ou não.
A terceira informação é o PRAZO DE VALIDADE. Esta informação é CRUCIAL, pois indica se o Comprador ainda pode – ou não! – consumir o bicho. Idealmente esta informação seria complementada pela Data de Fabricação, tornando possível saber o percentual de vida útil já esgotado e o que ainda resta.
No entanto, os Prazos de Validade vêm quase CAMUFLADOS nas embalagens! São escritos em caracteres liliputianos nas tampas, ou então gravados em relevo simples (sem tinta) sobre plástico transparente, ou ainda em tinta azul escuro sobre o plástico transparente que contém um líquido preto. Fora ficarem comumente ficarem escondidos no fundo ou nas emendas das embalagens, forçando o Consumidor mané (ou seja, VOCÊ) a ficar fazendo malabarismo para encontrá-los.
Dá a impressão que o Fabricante não está preocupado com seu Consumidor, mas somente em cumprir de forma mínima uma exigência legal... É bastante óbvio o objetivo de tão chinfrim estratégia de ocultação: é a ocultação.
Só acredito em Empresa bem intencionada e honesta quando vejo Data de Validade impressa em tipo negro tamanho 20 sobre fundo branco. Quando isto não acontece, acabo recolocando os Produtos nas prateleiras de forma a facilitar a visualização de sua Data de Validade - ou seja, com a bunda para a frente ou para cima. Menos estético, porém muito mais útil.
(mar/2010)
A primeira é o NOME do Produto. O Consumidor vai utilizar esta informação SEMPRE, ao selecioná-lo na prateleira do supermercado ou da quitanda, etc.
A segunda é a sua COMPOSIÇÃO. Embora se trate de informação importante, o Consumidor vai utilizá-la apenas UMA VEZ, que é na primeira compra. Depois disto, vai olhar apenas o Nome do Produto antes de decidir se adquire ou não.
A terceira informação é o PRAZO DE VALIDADE. Esta informação é CRUCIAL, pois indica se o Comprador ainda pode – ou não! – consumir o bicho. Idealmente esta informação seria complementada pela Data de Fabricação, tornando possível saber o percentual de vida útil já esgotado e o que ainda resta.
No entanto, os Prazos de Validade vêm quase CAMUFLADOS nas embalagens! São escritos em caracteres liliputianos nas tampas, ou então gravados em relevo simples (sem tinta) sobre plástico transparente, ou ainda em tinta azul escuro sobre o plástico transparente que contém um líquido preto. Fora ficarem comumente ficarem escondidos no fundo ou nas emendas das embalagens, forçando o Consumidor mané (ou seja, VOCÊ) a ficar fazendo malabarismo para encontrá-los.
Dá a impressão que o Fabricante não está preocupado com seu Consumidor, mas somente em cumprir de forma mínima uma exigência legal... É bastante óbvio o objetivo de tão chinfrim estratégia de ocultação: é a ocultação.
Só acredito em Empresa bem intencionada e honesta quando vejo Data de Validade impressa em tipo negro tamanho 20 sobre fundo branco. Quando isto não acontece, acabo recolocando os Produtos nas prateleiras de forma a facilitar a visualização de sua Data de Validade - ou seja, com a bunda para a frente ou para cima. Menos estético, porém muito mais útil.
(mar/2010)
terça-feira, 9 de março de 2010
O Problema das Mulheres
Tenho o hábito de observar casais nas ruas, shoppings, festas, usw, e tentar intuir se algum dos dois está "acima" do outro; se um dos dois mereceria e poderia estar com alguém "melhor" do que está. Quase sempre chego à conclusão que a Mulher está mal acompanhada; que ela poderia, com um esforço mínimo, conseguir melhor companhia do que a que escorta naquele momento.
Comentei isto certa vez com minha Prima S, concluindo que as Mulheres não podem reclamar de seus Homens porque na verdade foram elas mesmas que os escolheram; por dificuldade em ficar sozinha, a Mulher acaba ficando com qualquer um, só pela companhia; que a culpa é de vocês pela baixa exigência e má escolha.
Mas a resposta me deixou sem tréplica:
- "Marcio, o problema das Mulheres não são as Escolhas... É a Oferta!"
(mar/2010)
Comentei isto certa vez com minha Prima S, concluindo que as Mulheres não podem reclamar de seus Homens porque na verdade foram elas mesmas que os escolheram; por dificuldade em ficar sozinha, a Mulher acaba ficando com qualquer um, só pela companhia; que a culpa é de vocês pela baixa exigência e má escolha.
Mas a resposta me deixou sem tréplica:
- "Marcio, o problema das Mulheres não são as Escolhas... É a Oferta!"
(mar/2010)
segunda-feira, 8 de março de 2010
Rodinha de Violão
Nada é mais insuportável do que as fatídicas Rodinhas de Violão.
Além de não conseguir conversar com os Amigos, você ainda fica obrigado a (como li certa vez) "ouvir músicas que não está a fim, e das quais conhece versões bem melhores"...
(mar/2010)
Além de não conseguir conversar com os Amigos, você ainda fica obrigado a (como li certa vez) "ouvir músicas que não está a fim, e das quais conhece versões bem melhores"...
(mar/2010)
domingo, 7 de março de 2010
Toda vez que eu tomo banho
Penso nas amigas Cris Zazá e Milene toda vez que eu tomo banho.
Tudo começou no ano 2000, quando Cris e eu trabalhávamos em uma mesma sala no Financial Control de um Asset Management. Recebemos a visita de Milene do Marketing, e as duas começaram a comentar um e-mail que circulava na época, comparando os banhos de Homens e Mulheres. O banho feminino era aquela coisa longa, delicada, sensível, cheia de perfumes e odores, shampoos e sabonetes, cremes e toalhas felpudas, música para relaxar e velas; já o masculino se assemelhava a uma carnificina, com o Homem usando um só sabonete para o corpo e cabelo, deixando a toalha molhada jogada no chão, porta do box aberta, piso encharcado, etc.
Até que de repente uma delas comentou:
- "E o sabonete deles, que fica sempre cheio de pelos?"
As duas se escangalharam de rir, quase choravam descrevendo sabonetes peludos fruto de suas experiências pregressas, e eu fiquei com cara de tacho.
Desde então eu sempre me lembro disto a cada banho, e cuido para não deixar nenhum fiapo...
Lembre-se delas você também, em sua próxima carnificina!
(mar/2010)
Tudo começou no ano 2000, quando Cris e eu trabalhávamos em uma mesma sala no Financial Control de um Asset Management. Recebemos a visita de Milene do Marketing, e as duas começaram a comentar um e-mail que circulava na época, comparando os banhos de Homens e Mulheres. O banho feminino era aquela coisa longa, delicada, sensível, cheia de perfumes e odores, shampoos e sabonetes, cremes e toalhas felpudas, música para relaxar e velas; já o masculino se assemelhava a uma carnificina, com o Homem usando um só sabonete para o corpo e cabelo, deixando a toalha molhada jogada no chão, porta do box aberta, piso encharcado, etc.
Até que de repente uma delas comentou:
- "E o sabonete deles, que fica sempre cheio de pelos?"
As duas se escangalharam de rir, quase choravam descrevendo sabonetes peludos fruto de suas experiências pregressas, e eu fiquei com cara de tacho.
Desde então eu sempre me lembro disto a cada banho, e cuido para não deixar nenhum fiapo...
Lembre-se delas você também, em sua próxima carnificina!
(mar/2010)
A dúvida que mais se repete
Qual a dúvida que mais se repete em nossas vidas?
É comum se mencionar "não sei se caso ou se compro uma bicicleta"; mas esta é uma questão tola, pois não se tratam de atividades mutuamente excludentes. Fabio & Viviana apresentaram solução brilhante, enviando um convite de casamento cuja moldura era composta por dezenas de pequenos buquês e bicicletas alternados.
Em minha opinião, a dúvida que mais vezes se apresenta em nossas vidas é: "COMER COM SONO OU DORMIR COM FOME?". Quantas vezes já passamos por esta questão? Quantas vezes passaremos novamente? E rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura: o histórico não ajuda a resolver a próxima ocorrência, pois a cada recaída a situação será um pouco diferente.
A Prima Lamafera, no entanto, assegura que esta é uma dúvida que não existe em sua vida: ela sempre come...
(mar/2010)
É comum se mencionar "não sei se caso ou se compro uma bicicleta"; mas esta é uma questão tola, pois não se tratam de atividades mutuamente excludentes. Fabio & Viviana apresentaram solução brilhante, enviando um convite de casamento cuja moldura era composta por dezenas de pequenos buquês e bicicletas alternados.
Em minha opinião, a dúvida que mais vezes se apresenta em nossas vidas é: "COMER COM SONO OU DORMIR COM FOME?". Quantas vezes já passamos por esta questão? Quantas vezes passaremos novamente? E rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura: o histórico não ajuda a resolver a próxima ocorrência, pois a cada recaída a situação será um pouco diferente.
A Prima Lamafera, no entanto, assegura que esta é uma dúvida que não existe em sua vida: ela sempre come...
(mar/2010)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Kasparov x Deep Blue
(Texto escrito a respeito da primeira vez que um Computador venceu um Campeão Mundial de Xadrez, e publicado no JORNAL DO BRASIL de 15 de maio de 1997, seção “Cartas dos Leitores”. Como curiosidade, incluo foto de sessão de autógrafos com Garry Kasparov em ago/2004, quando mostrei-lhe o jornal com a publicação.)

Ao ser inventado, certamente não constavam no Xadrez regras de tempo como as atuais. Não havia tempo cumulativo medido a partir de relógios eletrônicos sincronizados, com duas horas para os primeiros 40 lances, uma hora para os 20 seguintes e então meia hora para todos os restantes. A contagem de tempo é uma regra relativamente recente, e não-original; uma adulteração do espírito do jogo. Por bastante tempo, fez sentido. Em se tratando de torneios, por exemplo: para evitar manha, cera, catimba, reduzir as possibilidades de movimentos extra-jogo que objetivassem irritar o adversário. Enquanto fator limitador para dois contendores sujeitos às mesmas limitações, não havia problema. Mas agora, quando o tempo se torna obstáculo para apenas um dos lados, tal regra se torna um desigualador da balança; um handicap. O Computador tem todo o tempo que necessita para analisar as jogadas, mas o Homem não. Um conceito jurídico reza que “Justiça é tratar desigualmente coisas desiguais”. No caso do confronto KASPAROV x DEEP BLUE as condições eram desiguais, e portanto o resultado não foi justo. Para que se estabeleça uma igualdade nas condições de comparação entre o Xadrez de Homem e Máquina é necessário que ambos estejam soltos, à vontade, livres para exercer todo o seu potencial. Que o Homem possa analisar todas as alternativas que considerar convenientes, assim como a Máquina o faz. E então comparemos – confrontemos – o jogo de ambos. Quero ver um confronto pau-a-pau. Igual. Este match não tinha o espírito do Xadrez. Não convenceu.
(mai/1997)

Ao ser inventado, certamente não constavam no Xadrez regras de tempo como as atuais. Não havia tempo cumulativo medido a partir de relógios eletrônicos sincronizados, com duas horas para os primeiros 40 lances, uma hora para os 20 seguintes e então meia hora para todos os restantes. A contagem de tempo é uma regra relativamente recente, e não-original; uma adulteração do espírito do jogo. Por bastante tempo, fez sentido. Em se tratando de torneios, por exemplo: para evitar manha, cera, catimba, reduzir as possibilidades de movimentos extra-jogo que objetivassem irritar o adversário. Enquanto fator limitador para dois contendores sujeitos às mesmas limitações, não havia problema. Mas agora, quando o tempo se torna obstáculo para apenas um dos lados, tal regra se torna um desigualador da balança; um handicap. O Computador tem todo o tempo que necessita para analisar as jogadas, mas o Homem não. Um conceito jurídico reza que “Justiça é tratar desigualmente coisas desiguais”. No caso do confronto KASPAROV x DEEP BLUE as condições eram desiguais, e portanto o resultado não foi justo. Para que se estabeleça uma igualdade nas condições de comparação entre o Xadrez de Homem e Máquina é necessário que ambos estejam soltos, à vontade, livres para exercer todo o seu potencial. Que o Homem possa analisar todas as alternativas que considerar convenientes, assim como a Máquina o faz. E então comparemos – confrontemos – o jogo de ambos. Quero ver um confronto pau-a-pau. Igual. Este match não tinha o espírito do Xadrez. Não convenceu.
(mai/1997)
Administrando por Exceção
Fico impressionado com a capacidade de se produzir esperneios e escândalos por causa de exceções.
Neste início de ano tivemos um escarcéu porque uma Mulher foi morta pelo ex-Namorado ou ex-Marido após ter dado queixa na Polícia (dizem) por 9 vezes.
Pronto! Começa-se uma histeria porque o Mundo é machista, porque não se fez nada apesar do alerta, que é necessário que uma Mulher morra para que se dê atenção.
Nas matérias a respeito do caso ficamos sabendo que no ano passado houve 480.000 queixas de Mulheres em Delegacias quanto a ameaças de ex-Maridos e ex-Namorados. Quatrocentos e oitenta MIL. O quê este pessoal do alvoroço queria? Que a Polícia designasse quatrocentos e oitenta mil soldados para proteger as queixosas? Vomitar queixas é fácil, mas qual a alternativa que oferecem?
Não adianta pegar um único caso que deu errado e tentar estabelecer uma regra – ou uma convulsão – em cima dele. É como o caso do atleta amador de terceira divisão que teve um ataque cardíaco em um treino em um estádio nos cafundós do judas. Estardalhaço! Todos os clubes deveriam ter desfibriladores! E toca a gastar rios de dinheiro e entupir-se os clubes do País de defibriladores que ficam inativos e mofando, desnecessários, mais uma vez estabelecendo uma regra geral em função de uma exceção.
Ouvi ainda um estrebucho contra a Austrália ou Nova Zelândia, que tinha impedido a entrada de um indivíduo hiper-gordo sob o argumento que ele custaria caríssimo para o Social Security. Perfeito! Mas os piegas reclamavam aos brados de “discriminação”, sem atentar para o fato que discriminação é uma regra (“todos os gordos”, ou então “nenhum gordo”) e não uma exceção (“este gordo especificamente exagerado”).
Quem conhece um mínimo de Estatística e a Curva Normal, sabe que há “outliers”, pontos fora da Curva, não há como evitar! Se morre 1 jogador em cada 100.000, faz parte, é estatístico, para morrer basta estar vivo. Quem mandou não fazer os exames adequados? Ou não cumprir as advertências? Se morre 1 Mulher em cada 480.000, faz parte, é estatístico, quem mandou se envolver com o cara errado? Ou provocá-lo? Ah, não sabia que o cara era perigoso? Pois pague pelo seu erro. Only the strong survive. Darwinismo, foi assim que a Raça Humana chegou até aqui.
E por favor não me venham com argumentos do tipo “se fosse alguém de sua Família”. Estamos abordando o assunto racionalmente, o lugar de apelinhos emocionais e piegas é em novela das 8.
De outra forma, estaremos criando uma (caríssima) Sociedade voltada para a defesa da sobrevivência das toupeiras.
(fev/2010)
Neste início de ano tivemos um escarcéu porque uma Mulher foi morta pelo ex-Namorado ou ex-Marido após ter dado queixa na Polícia (dizem) por 9 vezes.
Pronto! Começa-se uma histeria porque o Mundo é machista, porque não se fez nada apesar do alerta, que é necessário que uma Mulher morra para que se dê atenção.
Nas matérias a respeito do caso ficamos sabendo que no ano passado houve 480.000 queixas de Mulheres em Delegacias quanto a ameaças de ex-Maridos e ex-Namorados. Quatrocentos e oitenta MIL. O quê este pessoal do alvoroço queria? Que a Polícia designasse quatrocentos e oitenta mil soldados para proteger as queixosas? Vomitar queixas é fácil, mas qual a alternativa que oferecem?
Não adianta pegar um único caso que deu errado e tentar estabelecer uma regra – ou uma convulsão – em cima dele. É como o caso do atleta amador de terceira divisão que teve um ataque cardíaco em um treino em um estádio nos cafundós do judas. Estardalhaço! Todos os clubes deveriam ter desfibriladores! E toca a gastar rios de dinheiro e entupir-se os clubes do País de defibriladores que ficam inativos e mofando, desnecessários, mais uma vez estabelecendo uma regra geral em função de uma exceção.
Ouvi ainda um estrebucho contra a Austrália ou Nova Zelândia, que tinha impedido a entrada de um indivíduo hiper-gordo sob o argumento que ele custaria caríssimo para o Social Security. Perfeito! Mas os piegas reclamavam aos brados de “discriminação”, sem atentar para o fato que discriminação é uma regra (“todos os gordos”, ou então “nenhum gordo”) e não uma exceção (“este gordo especificamente exagerado”).
Quem conhece um mínimo de Estatística e a Curva Normal, sabe que há “outliers”, pontos fora da Curva, não há como evitar! Se morre 1 jogador em cada 100.000, faz parte, é estatístico, para morrer basta estar vivo. Quem mandou não fazer os exames adequados? Ou não cumprir as advertências? Se morre 1 Mulher em cada 480.000, faz parte, é estatístico, quem mandou se envolver com o cara errado? Ou provocá-lo? Ah, não sabia que o cara era perigoso? Pois pague pelo seu erro. Only the strong survive. Darwinismo, foi assim que a Raça Humana chegou até aqui.
E por favor não me venham com argumentos do tipo “se fosse alguém de sua Família”. Estamos abordando o assunto racionalmente, o lugar de apelinhos emocionais e piegas é em novela das 8.
De outra forma, estaremos criando uma (caríssima) Sociedade voltada para a defesa da sobrevivência das toupeiras.
(fev/2010)
3 tentativas para acertar sua Senha
Poucas coisas atestam mais a total falta de bom senso desta raça do que as indefectíveis “3 tentativas de acesso a sua senha”.
Como na maioria das imbecilidades, a idéia original é boa porém a realização é mongolóide. Busca-se evitar que um acesso codificado seja varado através do método da “força bruta”, múltiplas tentativas e erros até o acerto, procedimento muito bem retratado no “Fortaleza Digital” de Dan Brown.
Mas o que acontece conosco, pobres mortais que não temos a força bruta e que só queremos acessar nosso pequeno mundinho? Normalmente, se você erra uma primeira tentativa, é porque digitou no impulso, no instinto, no hábito. Naturalmente você redigita a mesma senha de antes. E se der um segundo erro???
Se der um segundo erro FODEU, porque se tentar e errar pela terceira vez você ficará bloqueado, terá que passar por um inferno de burocracia e desperdício de tempo para retomar sua senha. Você fica com medo de tentar pela terceira e última vez. Em outras palavras, as “3 tentativas de acessar sua senha” são na verdade uma única: a segunda tentativa. Porque a primeira tentativa sai no xixi, e a terceira já é o cocô.
Para o método “força bruta”, 3 tentativas ou 6 ou 9 ou 12 não vão fazer a menor diferença, pois ele depende de 10.000 tentativas (no caso de senha de 4 dígitos numéricos, que é um mínimo). Não haveria portanto o menor problema se tivéssemos 6, 7 ou 9 tentativas de acessar nossa senha. Mas não; o impotante é o Administrador dar a impressão de estar sendo zeloso, mesmo que para tal seja necesssário ser um rematado imbecil!
Esta toupeirice das senhas chegou ao absurdo em um conhecido Banco, onde as senhas dos cartões de saque – que acessam TODA a vida finaceira do cliente – têm 4 dígitos que não mudam JAMAIS; mas a senha de acesso ao voice mail tem 8 dígitos que devem ser mudados a cada 30 dias!!!
Note-se que não estou defendendo a troca constante de senhas, muito pelo contrário: tais trocas regulares das tantas senhas que temos no dia-a-dia, cada qual com suas próprias regras construtivas (maiúsculas, algarismos, não-repetição de caracteres, etc) levam o pobre cidadão a acabar anotando sua senha, e isto sim, é perigoso. Ou seja: a regra que um boçal de Compliance pariu para aumentar a segurança, graças a sua falta de percepção, empatia e inteligência, ocasionou um aumento do risco!
Nossa vida é regrada por toupeiras de Compliance que se preocupam em colocar dentro de casa grades que atrapalham os moradores, mas não os ladrões. Se dependesse do raciocínio deste tipo de mané, a velocidade máxima nas Rodovias seria 5 km/hora, pois assim não teríamos mais acidentes.
(fev/2010)
Como na maioria das imbecilidades, a idéia original é boa porém a realização é mongolóide. Busca-se evitar que um acesso codificado seja varado através do método da “força bruta”, múltiplas tentativas e erros até o acerto, procedimento muito bem retratado no “Fortaleza Digital” de Dan Brown.
Mas o que acontece conosco, pobres mortais que não temos a força bruta e que só queremos acessar nosso pequeno mundinho? Normalmente, se você erra uma primeira tentativa, é porque digitou no impulso, no instinto, no hábito. Naturalmente você redigita a mesma senha de antes. E se der um segundo erro???
Se der um segundo erro FODEU, porque se tentar e errar pela terceira vez você ficará bloqueado, terá que passar por um inferno de burocracia e desperdício de tempo para retomar sua senha. Você fica com medo de tentar pela terceira e última vez. Em outras palavras, as “3 tentativas de acessar sua senha” são na verdade uma única: a segunda tentativa. Porque a primeira tentativa sai no xixi, e a terceira já é o cocô.
Para o método “força bruta”, 3 tentativas ou 6 ou 9 ou 12 não vão fazer a menor diferença, pois ele depende de 10.000 tentativas (no caso de senha de 4 dígitos numéricos, que é um mínimo). Não haveria portanto o menor problema se tivéssemos 6, 7 ou 9 tentativas de acessar nossa senha. Mas não; o impotante é o Administrador dar a impressão de estar sendo zeloso, mesmo que para tal seja necesssário ser um rematado imbecil!
Esta toupeirice das senhas chegou ao absurdo em um conhecido Banco, onde as senhas dos cartões de saque – que acessam TODA a vida finaceira do cliente – têm 4 dígitos que não mudam JAMAIS; mas a senha de acesso ao voice mail tem 8 dígitos que devem ser mudados a cada 30 dias!!!
Note-se que não estou defendendo a troca constante de senhas, muito pelo contrário: tais trocas regulares das tantas senhas que temos no dia-a-dia, cada qual com suas próprias regras construtivas (maiúsculas, algarismos, não-repetição de caracteres, etc) levam o pobre cidadão a acabar anotando sua senha, e isto sim, é perigoso. Ou seja: a regra que um boçal de Compliance pariu para aumentar a segurança, graças a sua falta de percepção, empatia e inteligência, ocasionou um aumento do risco!
Nossa vida é regrada por toupeiras de Compliance que se preocupam em colocar dentro de casa grades que atrapalham os moradores, mas não os ladrões. Se dependesse do raciocínio deste tipo de mané, a velocidade máxima nas Rodovias seria 5 km/hora, pois assim não teríamos mais acidentes.
(fev/2010)
Um Dia Ideal para Jerome David
Sou um “single-minded” que só gosta de ler ficção (às toneladas). Fora as obrigações profissionais e acadêmicas e jornais e revistas, minhas únicas leituras de não-ficção são livros sobre Matemáticas e as biografias de 3 escritores: o Anjo Pornográfico, o autor de “1984” e Jerome David Salinger.
Sempre gostei de seu isolacionismo. Em sua (não-autorizada) biografia, quando perguntado se recebe visitas em seu refúgio no campo, ele respondeu: - “Mas claro! Tenho um canteiro de rosas cheio de marcas de pneu de carros para comprová-lo...”
J.D. ficou famos(érrim)o pel’O Apanhador, mas não é esta sua obra de minha preferência. São apenas 4 livros publicados, menos de 800 páginas ao todo, de forma que é muito fácil ler-lhe toda a obra repetidamente. Mas já são mais de 2 décadas desde que o li, de forma que este meu comentário pode conter algumas falhas alzheimerianas. Gostei muito da estória “Pra Cima com a Viga, Moçada” (originalmente chamada “Raise High the Roof Beam, Carpenters” e que em recente – e bisonha – tradução literal passou a ser “Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira”) e do livro “Franny & Zooey”. Pessoalmente creio que seus livros envelheceram; acho também que os personagens poderiam ser um pouco mais idosos, ao invés das precoces crianças de 5, 6 ou 7 anos de idade que ficam dando lições de moral e budismo.
Mas para mim o ponto alto é o “Nove Estórias”. Embora algumas delas sejam descartáveis (ao menos para mim, que não as consegui alcançar), o livro contém algumas pérolas. Entre elas destaco “O Gargalhada”, que cativa ao leitor da mesma forma que captura as crianças do ônibus da escola que diariamente ouvem o condutor narrando em capítulos a saga do herói mascarado Gargalhada, em paralelo a seu romance (do condutor) com uma jovem. O final é emudecedor, e você se sente como as crianças e também na pele do motorista.
No entanto, o ponto alto, o que me fez considerar Jerome David Salinger um escritor merecedor de se ler a biografia, é a primeira destas “Nove Estórias”. Creio que depois de ter escrito as 14 páginas de “Um Dia Ideal para os Peixes-Banana”, J.D. não precisaria escrever mais nada. Foi uma grande lição para mim: para ser um dos maiores escritores da história, 14 páginas são mais do que suficientes.
Procurei encontrar o conto na internet para deixar um link para quem lê este post, mas não consegui. E pior: todos os comentários a respeito revelam o final, o que é absolutamente imperdoável! É OBRIGATÓRIO ler “Um Dia Ideal para os Peixes-Banana” sem saber o final. Deixe-se levar pelo conto, deixe a estória crescer em você, e desemboque no final junto com ela.
Só resta a quem se interessar procurar o “Nove Estórias” nas livrarias. E não adianta me pedir emprestado, pois o exemplar número 2906 não sai de minha casa nem sob tortura. Como diz o ditado, “livro não se empresta; você perde o amigo... mas mantém o livro”!
(fev/2010, 1 semana após a morte de J.D.)
Sempre gostei de seu isolacionismo. Em sua (não-autorizada) biografia, quando perguntado se recebe visitas em seu refúgio no campo, ele respondeu: - “Mas claro! Tenho um canteiro de rosas cheio de marcas de pneu de carros para comprová-lo...”
J.D. ficou famos(érrim)o pel’O Apanhador, mas não é esta sua obra de minha preferência. São apenas 4 livros publicados, menos de 800 páginas ao todo, de forma que é muito fácil ler-lhe toda a obra repetidamente. Mas já são mais de 2 décadas desde que o li, de forma que este meu comentário pode conter algumas falhas alzheimerianas. Gostei muito da estória “Pra Cima com a Viga, Moçada” (originalmente chamada “Raise High the Roof Beam, Carpenters” e que em recente – e bisonha – tradução literal passou a ser “Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira”) e do livro “Franny & Zooey”. Pessoalmente creio que seus livros envelheceram; acho também que os personagens poderiam ser um pouco mais idosos, ao invés das precoces crianças de 5, 6 ou 7 anos de idade que ficam dando lições de moral e budismo.
Mas para mim o ponto alto é o “Nove Estórias”. Embora algumas delas sejam descartáveis (ao menos para mim, que não as consegui alcançar), o livro contém algumas pérolas. Entre elas destaco “O Gargalhada”, que cativa ao leitor da mesma forma que captura as crianças do ônibus da escola que diariamente ouvem o condutor narrando em capítulos a saga do herói mascarado Gargalhada, em paralelo a seu romance (do condutor) com uma jovem. O final é emudecedor, e você se sente como as crianças e também na pele do motorista.
No entanto, o ponto alto, o que me fez considerar Jerome David Salinger um escritor merecedor de se ler a biografia, é a primeira destas “Nove Estórias”. Creio que depois de ter escrito as 14 páginas de “Um Dia Ideal para os Peixes-Banana”, J.D. não precisaria escrever mais nada. Foi uma grande lição para mim: para ser um dos maiores escritores da história, 14 páginas são mais do que suficientes.
Procurei encontrar o conto na internet para deixar um link para quem lê este post, mas não consegui. E pior: todos os comentários a respeito revelam o final, o que é absolutamente imperdoável! É OBRIGATÓRIO ler “Um Dia Ideal para os Peixes-Banana” sem saber o final. Deixe-se levar pelo conto, deixe a estória crescer em você, e desemboque no final junto com ela.
Só resta a quem se interessar procurar o “Nove Estórias” nas livrarias. E não adianta me pedir emprestado, pois o exemplar número 2906 não sai de minha casa nem sob tortura. Como diz o ditado, “livro não se empresta; você perde o amigo... mas mantém o livro”!
(fev/2010, 1 semana após a morte de J.D.)
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